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Produção em perímetro irrigado na Bahia triplica em quatro anos

Produção

Faturamento chegou a R$ 1 milhão em 2012 – 5 vezes maior que o valor gerado em 2008
por Portal Brasil publicado: 14/08/2013 17h58 última modificação: 30/07/2014 00h26
Assistência técnica apontou o cultivo da banana, que não era uma atividade tão desenvolvida no perímetro

Assistência técnica apontou o cultivo da banana, que não era uma atividade tão desenvolvida no perímetro

A produção dos lotes do projeto piloto Formosinho, na Bahia, aumentou 244% em quatro anos. O perímetro irrigado é gerido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Coribe, no Médio São Francisco da Bahia.

A área inclui 40 lotes familiares e uma área irrigável com mais de 400 hectares – já com 70% ocupados. Neste ano, a área plantada de banana aumentou 40%, e corresponde a metade da ocupação. Em 2008, a produção registrou 417 toneladas. Em 2010, o valor dobrou e chegou a 984 toneladas, e em 2012, teve registro de 1.255 toneladas. Para 2014, a expectativa da Codevasf é de que a exploração chegue a uma taxa de até 85%. 

Dados registraram que o faturamento de 2012 foi de R$ 1 milhão, e pode chegar a R$ 1,6 milhão neste ano, segundo a Associação dos Produtores do Perímetro Irrigado de Formosinho (Asppif). Os valores representam mais de 5 vezes o faturamento de 2008, de R$ 195 mil.

“De 2009 para cá, cerca de 500 empregos diretos e indiretos foram gerados no Formosinho”, afirma Ubirajara Bessa Filho, chefe da Unidade de Apoio à Produção da 2ª Superintendência Regional da Codevasf, em Bom Jesus da Lapa. Cerca de 450 pessoas têm seu sustento diretamente garantido pela produção do projeto.

Dênis Gardel, chefe do escritório da Codevasf em Santa Maria da Vitória e responsável pelo perímetro, lembra que, em 2009, o projeto ainda era considerado inviável devido ao custo da água, considerado muito alto. “Construímos tanques reservatórios individuais em cada lote e os produtores começaram a armazenar água durante a noite, quando a energia é mais barata. Foi o primeiro passo para demonstrar que o projeto podia dar certo”, conta.

A companhia também investiu em uma estação de bombeamento, na recuperação de bombas motores e manutenção da estrutura. O Banco do Brasil e o Banco do Nordeste forneceram 30 planos de crédito rural, que injetaram cerca de R$ 1,3 milhão na instalação de sistemas de irrigação e no custeio da produção.

Banana

A Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), contratada pela Codevasf, ajudou os produtores a desenvolver ações econômicas, sociais, ambientais, de monitoramento de pragas e estimulou a mudança do sistema de irrigação. Ela também apontou o cultivo da banana, que não era uma atividade tão desenvolvida no perímetro.

“Eu comecei tentando produzir grãos, mas não deu em nada. Hoje a banana é o carro-chefe daqui”, afirma Davi Andrade da Silva, presidente da Asppif (Associação dos Produtores do Perímetro Irrigado de Formosinho). 

Formoso tem hoje mais de seis mil hectares de banana cultivados e é responsável por colocar o município de Bom Jesus da Lapa em segundo lugar no ranking de produção de banana do País, atrás somente da região do Vale do Ribeira, em São Paulo.

“Antes, em Formosinho, os produtores apostavam em coco, manga, laranja, entre outros produtos que não trazem um retorno imediato. O ciclo da banana é bem mais rápido e a banana já estava em evidência, estabelecida na região, e os produtores tiveram coragem para mudar. Nem todos os lotes estão produzindo, mas os agricultores estão convencidos de que a banana é o produto a ser trabalhado”, destaca Dênis Gardel.

 

Fonte:
Codevasf

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Assunto(s): Emprego, Cultivo

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