Economia e Emprego
Produtos da agricultura familiar geram negócios de quase R$ 7 milhões
Pequeno produtor
A agricultura familiar obteve papel de destaque durante a 33ª edição da Convenção Anual do Atacadista Distribuidor 2013 (ABAD 2013), realizada em Fortaleza, entre os dias 5 e 8 de agosto. O segmento gerou negócios estimados em mais de R$ 570 mil por mês, representando R$ 6,8 milhões por ano. A inclusão dos produtores familiares foi a grande novidade desta edição do evento. No espaço do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na feira, Brasil Rural Contemporâneo, foram firmados 159 contatos de negócios, durante os quatro dias de evento. São clientes de 23 estados brasileiros – principalmente do Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraná e São Paulo.
O Brasil Rural Contemporâneo contou com onze empreendimentos que representaram mais de 4,2 mil famílias de agricultores familiares. Seus representantes negociaram bebidas – sucos, espumantes, cachaças, cafés –, mel, melão, castanha do Brasil, extrato de tomate, massa de aipim, leite de coco e dezenas de alimentos regionais, de qualidade diferenciada.
Cooperativas
Produtos orgânicos do Sul do País, regionais nordestinos, como farinha de mandioca, despertaram o interesse de representantes comerciais (39% dos visitantes), distribuidores (21%), indústria (10%) e supermercados (8%). Outros segmentos (22%) como o de embalagem, bem como associações e exportadores também se interessaram pelos produtos da agricultura familiar. O espaço é um estande que levou o campo à cidade, mostrando uma agricultura familiar diversificada, organizada e sustentável.
O presidente da Cooperativa de Produtores da Agricultura Familiar e Solidária de Moita Bonita (Cooperafes), do município de Moita Bonita (SE), José Joelito Costa Santos, comemorou o resultado da participação da cooperativa na feira. “Achei maravilhoso, estamos fechando negócios com um representante de vendas de Fortaleza que trabalha com supermercados”, conta Joelito. “É nosso primeiro cliente em Fortaleza”, revela.
A cooperativa recebeu o pedido de 2,5 toneladas de batata doce e deverá fazer uma venda de até 10 toneladas do produto. O mesmo cliente demonstrou interesse, ainda, pela farinha de mandioca e pelo suco de laranja. “A gente teve oportunidade de estar entre grandes marcas e de mostrar que podemos estar nesses lugares de grandes negócios, com produtos de qualidade. Além disso, fizemos contato com especialistas de várias áreas, como de marketing, de embalagem”, comemora.Com a participação na ABAD 2013, a Cooperafes também iniciou contato com representante do Rio de Janeiro, que pretende adquirir produtos do portfólio da cooperativa.
Agronegócio brasileiro
O Brasil apresenta índices de desenvolvimento agrícola acima da média mundial, de acordo com o estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), feito em 2011. O País também lidera a produtividade agrícola na América Latina e Caribe e tem crescimento médio de 3,6% ao ano.
O agronegócio representa mais de 22% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que representa a soma de todas as riquezas produzidas no País.
Os números também são positivos nas vendas de produtos para outros países. Principal parceiro comercial do Brasil, a China importa US$ 388,8 milhões em produtos agrícolas brasileiros ou 8% no total exportado pelo setor. Em seguida, aparecem os Estados Unidos, que importam do agronegócio nacional pouco menos que os chineses.
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