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Balanço de pagamentos tem déficit de US$ 1,2 bi em setembro

Mercado

O saldo da conta de transações correntes ficou negativo em US$ 2,6 bilhões em setembro, segundo o Banco Central
por Portal Brasil publicado: 25/10/2013 12h20 última modificação: 30/07/2014 00h34

O balanço de pagamentos apresentou deficit de US$1,2 bilhão em setembro. O deficit em transações correntes somou US$2,6 bilhões no mês e US$60,4 bilhões no ano, até setembro, patamar superior ao registrado no mesmo período de 2012, US$34,1 bilhões.

Nos doze meses encerrados em setembro, as transações correntes acumularam deficit de US$80,5 bilhões, equivalente a 3,6% do PIB. A conta financeira registrou superavit de US$1,4 bilhão no mês, com destaque para o ingresso líquido em aplicações em títulos de renda fixa no país e investimentos estrangeiros diretos (IED), respectivamente, US$7,2 bilhões e US$4,8 bilhões.

A conta de serviços apresentou deficit de US$4,5 bilhões em setembro, ante US$3,5 bilhões no mesmo mês de 2012. O gasto líquido com viagens internacionais somou US$1,7 bilhão, 31,8% acima do observado em setembro de 2012, apresentando aumentos de 27,3% nos gastos de turistas brasileiros no exterior, e de 14,4% nos gastos de estrangeiros no país.

As despesas líquidas com transportes totalizaram US$801 milhões, elevação de 8,3%, na mesma base de comparação. O gasto líquido com serviços de computação e informações atingiu US$402 milhões, 70,8% superior ao resultado de setembro de 2012.

As despesas líquidas com aluguel de equipamentos somaram US$1,7 bilhão, aumento de 10,9% na comparação a igual mês do ano anterior. As despesas líquidas de royalties e licenças totalizaram US$271 milhões, recuo de 22,1%, na mesma base de comparação.

As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$406 milhões em setembro, 77,7% abaixo do resultado de setembro de 2012. Os ingressos líquidos de lucros e dividendos atingiram US$274 milhões no mês, ante remessas líquidas de US$1,1 bilhão observadas no mesmo período do ano anterior.

As receitas de lucros e dividendos atingiram US$3 bilhões em setembro acumulando, no ano, US$4,5 bilhões. Em 2013, até setembro, as remessas brutas de lucros e dividendos totalizaram US$21,5 bilhões, acréscimo de 9,7% em relação aos nove primeiros meses de 2012. As despesas líquidas de juros alcançaram US$714 milhões no mês, estáveis na comparação aos US$726 milhões em setembro de 2012.

No mês, as transferências unilaterais somaram ingressos líquidos de US$161 milhões, dos quais US$63 milhões referentes à conta de manutenção de residentes. No ano, até setembro, o ingresso bruto referente à manutenção de residentes atingiu US$1,4 bilhão, situando-se 3,8% abaixo do resultado de 2012, em período similar.

Os investimentos brasileiros diretos no exterior registraram aplicações líquidas de US$2,1 bilhões no mês. A participação no capital de empresas no exterior somou, liquidamente, aplicações de US$2,5 bilhões no exterior, enquanto os retornos líquidos provenientes de empréstimos intercompanhias somaram US$411 milhões.

O ingresso líquido de IED atingiu US$4,8 bilhões em setembro, composto por US$5,1 bilhões na modalidade participação no capital e US$311 milhões em amortizações líquidas de empréstimos intercompanhias. Em doze meses, até setembro, os ingressos líquidos de IED somaram US$61,5 bilhões, equivalentes 2,74% do PIB.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram ingressos líquidos de US$8,4 bilhões em setembro, compostos por entradas líquidas de US$2,2 bilhões em ações e de US$6,1 bilhões em títulos de renda fixa. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no País somaram ingressos líquidos de US$7,2 bilhões.

As amortizações líquidas de bônus públicos negociados no exterior, incluindo recompras em mercado secundário, somaram US$60 milhões. As amortizações líquidas de notes e commercial papers atingiram US$1,1 bilhão no mês. Não houve operações em títulos de renda fixa de curto prazo negociados no exterior.

Os outros investimentos brasileiros no exterior registraram aplicações líquidas de US$7,5 bilhões em setembro. Os depósitos mantidos no exterior, por bancos residentes no Brasil, expandiram US$916 milhões, e os de empresas não financeiras, US$1,4 bilhão. As concessões líquidas de empréstimos e créditos comerciais de curto prazo ao exterior somaram US$5,2 bilhões no mês, acumulando US$21,3 bilhões no ano.

Os outros investimentos estrangeiros no País apresentaram amortizações líquidas de US$644 milhões em setembro. O crédito comercial de fornecedores registrou desembolsos líquidos de US$700 milhões, concentrados em operações de curto prazo. Os empréstimos de médio e longo prazos somaram ingressos líquidos de US$270 milhões, com destaque para aqueles na modalidade empréstimos diretos, US$717 milhões.

Reservas internacionais

As reservas internacionais, no conceito liquidez, totalizaram US$376 bilhões em setembro, aumento de US$3,2 bilhões em relação ao estoque apurado no mês anterior. No mês, foram liquidadas operações de linhas de venda de moeda estrangeira com compromisso de recompra em que o Banco Central concedeu ao mercado, liquidamente, US$1,6 bilhão. O estoque de linhas com recompra, ao final de setembro, totalizou US$7,4 bilhões.

No mês, a receita de remuneração das reservas somou US$267 milhões e as variações por preços e paridades aumentaram o estoque em US$801 milhões e US$2,1 bilhões, respectivamente.

No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$368,7 bilhões em setembro, incremento de US$1,7 bilhão em relação ao mês anterior

Dívida externa

A posição estimada da dívida externa referente a setembro totalizou US$309,9 bilhões, decréscimo de US$8,2 bilhões em relação ao montante apurado para junho de 2013. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$277,2 bilhões, redução de US$6,1 bilhões, enquanto o estoque estimado de curto prazo recuou US$2,1 bilhões, para US$32,6 bilhões.

A variação da dívida externa de longo prazo decorreu, principalmente, de amortizações líquidas de empréstimos e de títulos efetuados por bancos, US$6,3 bilhões e US$1,3 bilhão respectivamente. A variação por paridades aumentou o estoque em US$560 milhões.

A variação da dívida externa de curto prazo é explicada por amortizações líquidas de empréstimos tomados por bancos, US$2,1 bilhões.


Fonte:

Banco Central

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