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Economia e Emprego

Brasil e Japão estudam desenvolver cidades inteligentes

Desenvolvimento

Objetivo é elaborar políticas públicas que incentivem o desenvolvimento de soluções em diferentes áreas
por Portal Brasil publicado: 28/10/2013 11h37 última modificação: 30/07/2014 00h34

Brasil e Japão manifestaram interesse, nessa sexta-feira (25), em dar início a um trabalho de cooperação técnica no desenvolvimento e na implantação de tecnologias para incentivar a criação das chamadas “smart cities” ou cidades inteligentes.

A discussão será conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pelo Ministério de Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI).

O objetivo é elaborar políticas públicas que incentivem o desenvolvimento de soluções em diferentes áreas como eficiência energética, energias renováveis, segurança pública, controle de tráfego, vigilância urbana, entre outras.

A sugestão de cooperação foi apresentada pelo Brasil durante a 7ª Reunião MDIC-METI de Promoção Comercial, Investimento e Cooperação Industrial, realizada no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em Brasília.

“Vamos trabalhar por um programa brasileiro voltado para este tema”, disse o secretário-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, que apresentou as propostas do Brasil à delegação japonesa durante o encontro.

“A ideia é que Brasil e Japão assinem um memorando de entendimento neste campo das cidades inteligentes, e que seja feito um acompanhamento de projetos já em andamento no Brasil em cooperação com o Japão”.

Para isso, o MDIC criará um grupo de trabalho com representantes dos ministérios que têm interesse no tema, que, na avaliação de Schaefer, pode trazer uma efetiva melhora de vida para a população.

“O encontro de hoje trouxe para as relações bilaterais uma nova avenida de cooperação conjunta que o tema das “smart cities” pode nos apontar, pela abrangência e importância do assunto e pelo trabalho multidisciplinar que teremos que fazer”, concluiu.

Segundo o chefe da delegação japonesa, o vice-ministro para Assuntos Internacionais do Ministério de Economia, Comércio e Indústria do Japão, Norihiko Ishiguro, a participação do governo é fundamental para implantação das cidades inteligentes.

“Uma empresa isolada não consegue fazer esse trabalho sozinha. É necessário um ajuste fino das municipalidades com o governo federal. Sem um aglutinador, o projeto não fluirá”, avalia Ishiguro.

O Japão tem experiência no desenvolvimento de projetos de cidades inteligentes em países do Leste Europeu, na Arábia Saudita, e na Índia, entre outros.

Durante o encontro, a delegação japonesa, formada por mais de 40 representantes do governo e empresários, recebeu informações sobre o Plano Brasil Maior, a política industrial brasileira; sobre o Programa de Investimento em Logística (PIL), da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) do Governo Federal, que tem o objetivo de aumentar os investimentos públicos e privados na infraestrutura de transportes; e sobre as oportunidades de investimentos nas Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) brasileiras.

Também foram discutidas propostas de cooperação técnica nas áreas de patentes farmacêuticas, logística reversa, qualificação profissional para a indústria naval, além de oportunidades de investimentos nos setores de autopeças, ferramentaria, energia solar e fibras sintéticas.

Os representantes do governo brasileiro aproveitaram a oportunidade para agradecer a abertura do mercado japonês para a carne suína produzida no estado de Santa Catarina. O Japão é o principal importador mundial do produto.

Investimentos japoneses

Existem cerca de 250 empresas japonesas em atividade no Brasil, em áreas como mineração, siderurgia, indústria automotiva, eletroeletrônicos, papel e celulose, agronegócio, químicos e plásticos. Segundo estatísticas de 2012 do Banco Central do Brasil, o Japão foi o quinto maior país de origem de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil, considerando a média de ingresso dos últimos cinco anos. Os ingressos de IED japoneses em 2012 foram de US$ 1,47 bilhão.

Fonte:

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio

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