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Economia e Emprego

Brasil lança mais completo zoneamento de recursos de petróleo e gás do País

Energia

Seremos exportadores de petróleo dentro de muito pouco tempo, disse ministro Lobão, ao destacar a importância do novo mapeamento
por Portal Brasil publicado: 10/10/2013 16h08 última modificação: 30/07/2014 00h33

O Ministério de Minas e Energia, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apresentaram, nesta quinta-feira (10), o estudo Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás. Trata-se de uma base de dados georreferenciada que mapeia zonas de importância relativa ao desenvolvimento econômico do setor de petróleo e gás no País. O trabalho é inédito e será atualizado a cada dois anos.

Ao mostrar o trabalho, o ministro Edison Lobão destacou a importância do mapeamento.  “Daqui a sete anos, deveremos exportar mais de 2 milhões de barris diariamente. Ainda temos a possibilidade de o Conselho Nacional de Política Energética decidir que é do interesse nacional acelerar a exploração de petróleo do Pré-sal”, lembrou

O estudo servirá de base ao planejamento de áreas para as rodadas de licitação para atividades de exploração, para a tomada de decisões sobre estudos, pesquisas, projetos, atividades e serviços de levantamentos geológicos básicos e para a definição das áreas prioritárias para o desenvolvimento e manutenção das atividades da indústria do petróleo e gás natural no território e na plataforma continental brasileira.

“O zoneamento é um projeto da mais alta relevância para o setor energético brasileiro. Pela primeira vez, governo e iniciativa privada passam a dispor do mapeamento detalhado e seguro das áreas prioritárias para o desenvolvimento da exploração de petróleo e gás. A partir de hoje, ele estará disponível a todos os interessados,” afirmou, acrescentando que a iniciativa torna desnecessário alguém se valha “de outros recursos” para obter informações junto ao ministério”.

O projeto de zoneamento, que está sendo instituído pela Portaria MME nº 350, de 10 outubro de 2013, terá suas informações e análises atualizadas bienalmente pelo Ministério de Minas e Energia, de modo que os avanços decorrentes das atividades exploratórias nas áreas em estudo pela ANP e nas áreas outorgadas possam estar representados nesse instrumento do setor.

O levantamento lista todas as 67 bacias sedimentares brasileiras, qualificadas em terrestres (52) e marítimas (15), bem como sua área sedimentar,área efetiva (área da bacia que apresenta interesse para a exploração e produção de hidrocarbonetos) e maturidade exploratória.

Planejamento energético

A iniciativa vai fornecer informações de qualidade a fim de tornar-se um instrumento para o planejamento energético do país. Segundo o ministério, a publicação também será importante ferramenta de apoio em questões de ordenamento territorial e socioambientais que envolvam as atividades de exploração de petróleo e gás, de modo a assegurar o desenvolvimento sustentável.

Lobão destacou que esta ação se inclui entre outras iniciativas estratégicas, que o ministério vem tomando e que são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil, no momento em que o país retoma a rodada de licitações dos blocos exploratórios, como a XI Rodada, realizada em maio último, que despertou grande interesse de empresas brasileiras estrangeiras.

O zoneamento foi desenvolvido pela EPE, sob a coordenação do ministério e com o apoio da ANP e será útil tanto às políticas públicas quanto à indústria petrolífera para o aproveitamento de recursos de petróleo e gás natural, especialmente no planejamento energético, no contexto do Plano Nacional de Energia (PNE), do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e do Plano Decenal de Expansão da Malha de Transporte Dutoviário (Pemat).

Óleo e gás natural 

A publicação abrange as perspectivas geológica e econômica. Na primeira, a geológica, foi feita uma combinação do passado com o futuro das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural, especialmente em termos de poços pioneiros, possíveis prospectos, acumulações (jazidas) e campos. O resultado da aplicação dessa metodologia gera uma base de informações georreferenciadas, que inclui a perspectiva econômica.

No desenvolvimento da perspectiva econômica foram elaborados mapas para representar a Importância Petrolífera de Área (IPA), conforme vários pontos de vista ou argumentos. Além de elementos geológicos, é considerada a proximidade de áreas sob contrato com empresas para atividades de Exploração e Produção (E&P) e de instalações de infraestrutura de abastecimento de petróleo e gás natural.

A integração dos argumentos que compõem o Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás é visualizada no mapa de IPA-total, que integra as análises sobre o conhecimento geológico, atividade exploratória, infraestrutura de produção e escoamento e potencial petrolífero de áreas, relativos à indústria petrolífera nacional.

Governo fez estudo Zoneamento Nacional de Recursos de Óleo e Gás

Fonte:
Portal Brasil

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