Governo
Governo quer ofertar cursos ao trabalhador no primeiro desemprego
Qualificação Profissional
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (31) que vai discutir com as centrais sindicais uma proposta para oferecer aos trabalhadores cursos de qualificação profissional por ocasião da primeira solicitação do seguro-desemprego. De acordo com o ministro, o acesso à qualificação desde a primeira situação de perda do emprego será de extrema valia para o trabalhador. “Com isso, ele pode ter mais acesso ao mercado de trabalho e até receber um salário maior”, pontuou.
O ministro assinalou que as medidas serão estudadas em conjunto com as centrais sindicais e que as reuniões deverão acontecer até o início da próxima semana. “Não está se tirando nenhum direito, pelo contrário, você mantém o seguro-desemprego e diminui a rotatividade”, defendeu.
Os gastos com seguro-desemprego e abono representam algo como R$ 45 bilhões aos cofres públicos, “quase 1% do PIB (Produto Interno Bruto)”. Mantega ressaltou que o governo está sempre preocupado em cumprir metas fiscais e reduzir despesas públicas. “Temos urgência em reduzir essa despesa. Vamos melhorar as condições dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, reduzir gastos e, assim, juntar interesses do trabalhador com os do governo”, destacou.
Alta rotatividade
Além da alta rotatividade dos trabalhadores nos empregos, o ministro afirmou que supostas fraudes em empresas também podem influenciar no aumento das solicitações pelo benefício, que cresce cerca de 10% ao ano. “Curioso que o seguro-desemprego está crescendo em situação extremamente favorável para o trabalhador, independente de termos aumentado o emprego, é paradoxal. Com a medida, conseguimos evitar eventuais fraudes de forma indireta”, disse.
Hoje, lembrou Mantega, já existem mais de quatro milhões de vagas em cursos de qualificação disponíveis para os trabalhadores que solicitam o seguro-desemprego no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Outra despesa que tem aumentado expressivamente durante o ano e que também será alvo de discussão do governo com as centrais sindicais é o abono salarial. “O abono subiu 17% e deve alcançar algo como R$ 24 bilhões este ano, uma quantia parecida com o (programa) Minha Casa, Minha Vida. Estamos analisando que medidas podem ser feitas para atenuar esse gasto elevado”, acrescentou Mantega.
Fonte:
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















