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Cidadania e Justiça

Renda dos brasileiros cresce 8% acima da inflação e 3,5 milhões saem da pobreza em 2012

Redução da pobreza

Crescimento médio da renda domiciliar no país superou o PIB per capita chinês, diz presidente do Ipea, Marcelo Neri
por Portal Brasil publicado: 01/10/2013 16h58 última modificação: 30/07/2014 00h33

Três milhões e meio de brasileiros saíram da pobreza e mais de um milhão deixaram a extrema pobreza em 2012, de acordo com o estudo Duas Décadas de Desigualdade e Pobreza no Brasil, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo se baseia na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2012).

A renda média dos brasileiros cresceu 8% acima da inflação e a população extremamente pobre caiu de 4,2% em 2011 para 3,6% em 2012. Com isso, o crescimento médio da renda domiciliar no Brasil no ano passado superou o Produto Interno Bruto (PIB) per capita chinês, disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri, que é também ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

 “Os dados de 2013 mostram que a aparente estabilidade de 2012 foi vencida, ou seja, esse freio da desigualdade não veio pra ficar – e isso já [se] mostra a partir de março de 2013”, avalia Neri.

Desigualdade

Apesar de, no último ano, a desigualdade ficado aparentemente estável, o país teve avanços no crescimento, na redução da pobreza e na melhora da educação, afirmou o presidente do Ipea.

O PIB aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%. “A desigualdade mudou bastante naquilo que importa, que é o combate à pobreza. A pobreza caiu 16% no ano passado e metade dessa queda, ou seja 8 pontos percentuais, foi em função da melhora da desigualdade. Embora o índice de desigualdade tenha ficado parado, houve um grande aumento na base. Os 5% mais pobres tiveram um crescimento real por pessoa de 20% num único ano”, comentou Neri.

A Pnad 2012 também mostra indicadores positivos em relação à desigualdade, acesso a bens duráveis e crescimento da renda per capita da população do país.

Redução da pobreza

Para o ministro, a primeira contribuição para a redução da pobreza e extrema pobreza se deu em função da renda dos trabalhadores e, em segundo lugar, aos programas sociais, em especial o Bolsa Família. As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população.

A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 por dia), de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões.

“O Bolsa Família é a segunda fonte mais importante para a redução da desigualdade, só perde para a renda do trabalho. No entanto, o grande mérito dela é que custa pouco. Como ela chega no mais pobre dos pobres, tem a capacidade de reduzir a pobreza mediante um baixo custo fiscal. A gente tem observado uma melhora forte na pobreza crônica do Brasil, na pobreza cultural do Brasil”.

Educação

Quanto à educação, o Pnad 2012 mostrou que, no último ano, a taxa de analfabetismo se manteve na mesma média, porém “foi o melhor ano de crescimento da escolaridade média desde 2002”, comentou Neri. Já a escolaridade média da população ocupada atingiu 8,8 anos em 2012, um crescimento de 54% em relação à média de 5,7 anos registrada em 1992.

Como causa da estabilidade da taxa de analfabetismo, Neri considerou que, devido à taxa de mortalidade entre a população idosa ter caído, é possível que essa faixa etária seja contatada nos dados do documento, estagnando então a taxa de analfabetismo do Brasil.

“As pessoas têm uma dificuldade, depois de uma certa idade, de aprender a ler e escrever”, disse o ministro, ressalvando que a notícia boa é que a população idosa analfabeta tem vivido mais. “Essas pessoas não saem das estatísticas”.

Segundo Neri, “apesar da estabilização do analfabetismo ter uma melhora bastante positiva na última Pnad, eu diria que é o melhor ano dos últimos 20, em termos de desempenho e de quantidade de educação, apesar da estabilização do analfabetismo”.

Fonte: Portal Brasil

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