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Economia e Emprego

Bolsa Família impacta positivamente economia nacional

CRESCIMENTO

Estudo do Ipea afirma que cada R$ 1,00 transferido, por meio do programa, representa um incremento de R$ 1,78 no PIB brasileiro
por Portal Brasil publicado: 03/11/2013 08h30 última modificação: 30/07/2014 00h32

Ao completar uma década, o maior programa de transferência de renda do mundo tem sido responsável por uma revolução silenciosa na sociedade brasileira. Estudos e pesquisas comprovam o impacto positivo do Bolsa Família não só na vida das 13,8 milhões de famílias assistidas, mas também na própria economia do País.

“Como toda transformação pacífica, a energia que a faz mudar é vida também, e sua base são os brasileiros e as brasileiras, até então esquecidos e desassistidos, e os brasileiros e brasileiras que por eles lutaram, lutam e lutarão”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, durante a solenidade que marcou o aniversário do programa, na quarta-feira (30).

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) atesta que cada R$ 1,00 transferido por meio do programa representa um incremento de R$ 1,78 no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. "É bom para o comércio, para a indústria, para gerar emprego, é bom para o Brasil", disse a presidenta, citando um exemplo recente deste impacto no Bolsa Família na economia, ouvido de um parlamentar. “Antes, a feira terminava às 10 da manhã e agora termina às 4 da tarde.”

“Todos os dados confirmam que o Bolsa Família está no caminho certo. É um programa barato, de altíssima cobertura e com resultados efetivos”, avaliou a pesquisadora Amélia Cohn, da Universidade de São Paulo. Para ela, a transferência de renda não combate apenas a pobreza imediata, mas confere mais autonomia aos seus titulares, promovendo a cidadania de milhões de brasileiros.

Para o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), Luiz Claudio Costa, a transferência de renda tem sido a principal responsável pela permanência de crianças e adolescentes nas escolas. “Nós fazemos a inclusão e ela [a transferência de renda] consegue manter o aluno, proporcionando a qualidade”, disse Costa. Hoje, dos mais de 50 milhões de alunos matriculados na educação básica, 30% são de famílias beneficiárias do Bolsa Família. Outros estudam apontam que, com a permanência na escola, melhora o desempenho dos estudantes beneficiados pelo programa.

Evoluíram positivamente também as condições de saúde da população mais pobre. Acompanhadas ao longo do pré e pós-natal, as mães dão à luz a crianças mais saudáveis e é cada vez menor o número de bebês com baixo peso ao nascer, até entre aqueles cujas mães têm baixa escolaridade, que é um dos mais importantes fatores de risco.

Ao reduzir a desnutrição e aumentar a cobertura vacinal das crianças, também foi possível diminuir a taxa de mortalidade infantil. “A mortalidade em menores de cinco anos, quando comparamos no município que tem o programa consolidado, é menos 17% do que nos municípios onde o programa é pouco consolidado”, exemplificou o diretor do Centro Rio+, Rômulo Paes de Sousa.

“Esse menino [beneficiário do Bolsa Família] ultrapassou uma barreira e está onde seus pais nunca estiveram. Chegou aos cinco anos em condições similares às demais crianças, pronto para entrar na escola”, comentou a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello.

A ministra lembrou que os R$ 24 bilhões investidos anualmente no Bolsa Família foram responsáveis pela retirada de 36 milhões de pessoas da extrema pobreza. “São 0,46% do PIB que se traduzem em políticas para superar a pobreza e em uma porta de futuro para as nossas crianças’’, concluiu a ministra. As 13,8 milhões de famílias representam 50 milhões de pessoas. 

Fonte:

Portal Brasil

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