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Economia e Emprego

Governo vai custear cursos profissionalizantes em Manaus

Qualificação

Pronatec Brasil Maior pretende atender de maneira mais direta às demandas da indústria e reduzir o déficit de mão de obra técnica
por Portal Brasil publicado: 25/11/2013 11h44 última modificação: 30/07/2014 00h32
Divulgação/PBH Pronatec Brasil Maior já recebeu demanda para oferta de cursos para 200 mil trabalhadores

Pronatec Brasil Maior já recebeu demanda para oferta de cursos para 200 mil trabalhadores

Cursos de qualificação profissional e formação de mão de obra, demandados por empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), poderão ser integralmente custeados pelo governo federal. Trata-se da nova modalidade do Programa de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Pronatec Brasil Maior, parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério da Educação (MEC).

Detalhes do programa foram apresentados para representantes de fábricas do PIM e de instituições de ensino na última sexta-feira (22), na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-AM), no Distrito Industrial, pelo diretor de Tecnologias Inovadoras da Secretaria de Inovação do MDIC, Rafael de Sá Marques.

Marques explicou que o objetivo do Pronatec Brasil Maior é atender de maneira mais direta às demandas da indústria e reduzir o déficit de mão de obra técnica e específica do segmento produtivo e, dessa forma, solucionar os gargalos de recursos humanos em setores estratégicos da economia nacional. Os cursos poderão ser de formação inicial ou continuada, com a carga horária mínima de 160 e máxima de 400 horas.

As aulas poderão ser ministradas através de convênios com instituições que integram o Sistema S ou instituições públicas credenciadas no MEC. “Os cursos poderão ser realizados dentro da própria empresa, com a participação dos atuais funcionários e dos que estão sendo selecionados pelas empresas”, explicou.

Marques salientou que já foi feito um mapeamento prévio das maiores necessidades de mão de obra e quais os cursos demandados. A lista está disponível no programa de Formação Inicial e Continuada (FIC). Caso uma fábrica sugira a criação de um curso específico, ele poderá ser homologado após avaliação feita em conjunto pelos ministérios envolvidos. “Os cursos precisam habilitar para a prática de alguma profissão”, salientou Marques, acrescentando que se uma empresa, por exemplo, não ocupar todas as vagas disponíveis de um curso, os tradicionais contemplados do Pronatec (cadastrados no Bolsa-Família e beneficiários do seguro-desemprego) ficam com as vagas remanescentes.

“O prazo de avaliação do MDIC é breve. Após o cruzamento dos dados com o MEC e a aprovação da empresa para efetuar o curso, a instituição de ensino publica oficialmente e depois de 25 dias pode iniciar o curso”, explicou o representante do MDIC. Para cursos que serão oferecidos no primeiro semestre de 2014, o prazo de inscrição das empresas vai até a próxima sexta-feira, 29 de novembro.

Pronatec

Até o momento, o Pronatec, na modalidade Brasil Maior, já recebeu demanda para oferta de cursos para 200 mil trabalhadores. A estimativa é que um milhão de pessoas sejam beneficiadas em 2014. Segundo o MDIC, a cada mil pessoas formadas pelo Pronatec  há uma redução potencial de R$ 4 milhões de custos das empresas com cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional.

Fonte:
Superintendência da Zona Franca de Manaus

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