Economia e Emprego

Mercado de Trabalho

Mais de 50% dos empregos gerados de 2008 a 2011 foram em empresas de alto crescimento

Foram 3,2 mi postos de trabalho assalariado neste período. Isso corresponde a 56,0% do total criado por empresas com até dez pessoas assalariadas
publicado: 18/11/2013 13h26, última modificação: 22/12/2017 16h24

Em 2011, o Brasil tinha 34 528 Empresas de Alto Crescimento (EAC), que ocuparam 5 milhões de assalariados e pagaram R$ 95,4 bilhões em salários e outras remunerações.

Em relação a 2010, houve altas de 3,6% no número dessas empresas, de 0,8% no seu pessoal ocupado assalariado e de 8,1% (valores nominais) nos salários e outras remunerações pagos por elas.

Já o universo de empresas de alto crescimento orgânico tinha 34 106 empresas, que juntas ocupavam 4,4 milhões de assalariados, pagando R$ 75,8 bilhões em salários e outras remunerações. Na tabela 3, as principais características dessas empresas.

Empresas de Alto Crescimento geraram 48% dos empregos

Segundo as Estatísticas do Empreendedorismo do IBGE, uma empresa é considerada de Alto Crescimento (EAC) quando ela possui 10 ou mais assalariados no ano de observação e seu pessoal ocupado assalariado cresceu, em média, pelo menos 20% nos três anos anteriores.

Uma empresa é considerada de Alto Crescimento orgânico (EAC orgânico) se, nessas mesmas condições, o aumento do seu pessoal ocupado assalariado se deve a novas contratações no período de observação, enquanto uma Empresa de Alto Crescimento externo (EAC externo) deve o alto crescimento de seu pessoal ocupado assalariado a mudanças estruturais (cisão, fusão e incorporação).

Assim, as Empresas de Alto Crescimento total (EAC total) são a soma das EAC orgânico e EAC externo. Entre 2008 e 2011, as EAC (Empresas de Alto Crescimento) aumentaram seu pessoal assalariado em taxas próximas de 170%, como mostra a tabela 4.

Empresas de Alto Crescimento geraram 48% dos empregos

Em 2011, mais da metade dos postos de trabalho foram gerados pelas EAC

Entre 2008 e 2011, foram gerados 3,2 milhões de postos de trabalho assalariado pelas EAC, ou 56% do total criado por empresas com uma ou mais pessoas assalariadas e 66,8% dos postos gerados por empresas com dez ou mais pessoas assalariadas.

Já as empresas de alto crescimento orgânico geraram 2,8 milhões de postos de trabalho assalariado, 86,6% dos postos criados pelas EAC, 48,5% do total de postos criados por empresas com pessoal ocupado assalariado e 57,9% dos postos gerados pelas empresas com dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas.

Em 2009, 2010 e 2011, mais da metade das empresas de alto crescimento total e das empresas de alto crescimento orgânico tinham de 10 a 49 pessoas ocupadas assalariadas.

Entre as empresas de alto crescimento orgânico, as empresas com 10 a 49 pessoas ocupadas assalariadas ganharam participação (51,5% para 52,0%) e aquelas com maior porte perderam (39,3% para 38,9% das empresas com 50 a 249 pessoas ocupadas assalariadas e 9,2% para 9,1% das com mais de 250 pessoas ocupadas assalariadas) entre 2010 e 2011.

No mesmo período, a idade média das empresas de alto crescimento total e orgânico aumentou de 13,6 para 13,8 anos nas empresas de alto crescimento total, e de 13,5 para 13,7 anos nas empresas de alto crescimento orgânico. Em 2011, 80,0% das empresas de alto crescimento total e 80,2% das de alto crescimento orgânico tinha até 20 anos de existência.

37,4% das EAC eram empresas Gazelas com oito anos de existência

Outras duas categorias analisadas pelas Estatísticas do Empreendedorismo são a Empresa gazela 8 (alto crescimento total ou orgânico e com até oito anos de idade no ano final de observação) e a Empresa gazela 5 (alto crescimento total ou orgânico e com até cinco anos de idade no ano final de observação). A tabela 9 sintetiza a situação dessas duas categorias:

Empresas de Alto Crescimento geraram 48% dos empregos

12,6% das empresas de Construção eram de Alto Crescimento orgânico

De 2010 para 2011, houve redução de 0,2 pontos percentuais (pp) na representatividade das EAC orgânico no total de empresas ativas com 10 ou mais pessoas assalariadas: de 7,8% para 7,6%.

A atividade mais representativa, em 2011, foi o de Construção (12,6%), seguido pelo de Serviços (8,1%) e o de Indústria (8%). Já o setor de Comércio foi o com menor representatividade em 2011, 6,1%.

Quanto à distribuição das EAC em 2011, as três principais seções foram:

  1. Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (26,8%);
  2. Indústrias de Transformação (23,2%);
  3. Construção (13%).

As três foram também as principais seções em número de empresas, em 2010 e 2009. Destas, Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas ganhou participação (0,2 pp) de 2010 para 2011. Já o setor de Indústrias de Transformação recuou 1,3 pp em relação a 2010 e 1,8 pp em relação a 2009.

EAC da Indústria de Transformação eram as que mais empregavam

Em 2011, as seções com as maiores representatividades no total de EAC orgânico eram também as que mais ocupavam pessoal ocupado assalariado: Indústrias de Transformação (21,6%), Atividades Administrativas e serviços complementares (18,5%), Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (17,8%), Construção (17,7%) e Transporte, armazenagem e correio (7,6%).

Em 2011, apesar de representarem apenas 1,5% das empresas com pelo menos um assalariado, as empresas de alto crescimento orgânico foram responsáveis por 48,5% dos postos assalariados criados. As seções de atividade que mais criaram postos assalariados foram Indústrias de Transformação (577,5 mil), Atividades Administrativas e serviços complementares (542,2 mil), Construção (516,9 mil), Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (471,1 mil) e Transporte, armazenagem e correio (211,8 mil).

EAC orgânico concentram 11,5% do valor adicionado das empresas ativas

Em 2011, as empresas ativas com pelo menos um assalariado geraram R$ 1,755 bilhões em valor adicionado bruto e as empresas ativas com 10 ou mais assalariados geraram R$ 1,503 bilhões em valor adicionado bruto.

Já as Empresas de Alto Crescimento orgânico foram responsáveis pela geração de R$ 202 bilhões, o que representa 13,4% do valor adicionado bruto pelo total de empresas ativas com 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas e 11,5% do valor adicionado bruto pelo total de empresas ativas com um ou mais assalariados.

Empresas de Alto Crescimento geraram 48% dos empregos

Em média, EAC orgânico têm 13,7 anos de existência

Em 2011, a idade média do universo total das empresas de alto crescimento orgânico foi de 13,7. O setor que apresentou maior idade média, 26,6 anos, foi Administração pública, defesa e seguridade social. Já o setor com menor idade média foi Atividades Administrativas e serviços complementares, com 11,0 anos.

Entre 2010 e 2011, houve um pequeno aumento na idade média das EAC orgânico: de 13,6 para 13,7 anos. As idades médias de cada seção em 2011 foram muito similares às encontradas para 2010, assim como o ranking das seções de atividade por idade.

Participação das mulheres nas EAC é menor que nas demais empresas

Em 2011, 32,7% dos assalariados em Empresas de Alto Crescimento orgânico eram mulheres, mas essa participação feminina foi inferior à das empresas ativas com 10 ou mais assalariados (34,9%).

Destacam-se os setores de Saúde humana e serviços sociais (73,8%) e Educação (64,5%). Já os setores com menos mulheres ocupadas foram: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (15,8%), Indústrias extrativas (11,3%) e Construção (7,6%).

Cerca de 8,4% dos assalariados das empresas de alto crescimento orgânico tinham ensino superior completo, percentual inferior ao das empresas com 10 ou mais assalariados (11%).

Produtividade média das EAC é menor que a das demais empresas

Em 2011, a produtividade do trabalho¹ média de uma Empresa de Alto Crescimento (EAC) orgânico era 19,7% menor que a de uma empresa ativa com 10 ou mais assalariados (R$ 50,1 mil contra R$ 62,4 mil de valor adicionado por pessoal ocupado).

Em relação a empresas ativas com um ou mais assalariados, as EAC orgânico tiveram, em 2011, uma produtividade 23% inferior (R$ 50,1 mil contra R$ 61,6mil de valor adicionado por pessoal ocupado).

5,6% das EAC cresceram continuamente desde 2008

Em 2011, havia 1 931 empresas que, desde 2008, ano inicial de observação, mantiveram um crescimento anual de assalariados superior a 20%. Consideradas Empresas de Alto Crescimento (EAC) contínuo, elas ocupavam 976,7 mil assalariados e pagaram R$ 2,2 bilhões em salários e outras remunerações.

Isso significa que, mesmo representando apenas 5,6% de todas as EAC, elas foram responsáveis por 19,4% dos empregos e por 23,0% dos salários das mesmas EAC. Além disso, o salário médio mensal pago por elas (3,2 salários mínimos) estava acima da média salarial das EAC (2,7 salários mínimos).

22 regiões metropolitanas concentravam mais de um terço das EAC

Em 2011, havia 34,1 mil empresas de alto crescimento orgânico, que tinham 70,6 mil unidades locais, 24,5 unidades locais únicas e 34,1 mil unidades locais sede.

A publicação contém análises da distribuição dessas unidades segundo grandes regiões, as 27 unidades da federação e as regiões metropolitanas. O estado de São Paulo concentrava 30% das unidades locais (ULs) e 31,2% do pessoal ocupado assalariado de Empresas de Alto Crescimento orgânico.

No entanto, São Paulo e o Sudeste apresentam uma baixa representatividade de unidades locais (ULs) de Empresas de Alto Crescimento orgânico entre as empresas com 10 ou mais assalariados, tanto em número de unidades locais quanto em assalariados.

Já o Norte e o Nordeste mostraram as maiores proporções de unidades locais de Alto Crescimento: em ambas as regiões, 11% das ULs de empresas ativas com 10 ou mais assalariados eram ULs de Empresas com Alto Crescimento, enquanto no Sudeste, a proporção era de 9%.

Em 2011, as regiões metropolitanas concentravam 59% do total de unidades locais de Empresas de Alto Crescimento orgânico. As regiões metropolitanas integradas por capitais² tinham maior importância, pois concentravam 49,4% do total de unidades locais de EAC orgânico. Além disso, mais de um terço (34,8%) das unidades locais estavam em capitais pertencentes a 22 regiões metropolitanas.
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1 As análises nesta publicação referem-se à razão entre o valor adicionado bruto a preços correntes e o pessoal assalariado total.

2 As capitais dos estados de Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso do Sul não pertencem a nenhuma região metropolitana e, portanto, não participaram deste cálculo.

Fonte:
IBGE 

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