Economia e Emprego

Serviços

Receita do setor de serviços cresce 9,6% em setembro

De acordo com o IBGE, serviços prestados às famílias aumentaram 9,5% e os serviços profissionais, cresceram 9%. No ano, alta é de 8,4% em relação a 2012
publicado: 19/11/2013 11h30, última modificação: 22/12/2017 16h24

O setor de serviços no Brasil teve um crescimento nominal de 9,6% em setembro de 2013, em relação a igual mês de 2012, superior às taxas observadas em agosto (6,6%) e julho (9,1%), de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).

Essa foi a maior expansão desde abril deste ano, quando o crescimento atingiu 11,6%. A maior demanda das empresas por serviços puxou essa recuperação na receita nominal do setor em setembro. No acumulado do ano, nos nove meses de 2013, a receita bruta do setor situou-se no patamar de 8,4%, em relação ao mesmo período de 2012.

Em setembro, os serviços prestados às famílias registraram variação de 9,5%, os serviços de informação e comunicação, de 8,1%, os Serviços profissionais, administrativos e complementares, de 9,0%, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, de 12,1% e Outros serviços, de 7,0%. O crescimento nominal acumulado no ano ficou em 8,4% e o acumulado em 12 meses, em 8,7%.

A taxa de crescimento de setembro ficou no mesmo patamar da taxa registrada em janeiro de 2013 e inferior apenas às taxas registradas em outubro de 2012 (11,7%) e abril de 2013 (11,6%).

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no País, abrange as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram).

Crescimento por setores

Os resultados acumulados no ano indicam que nos nove meses de 2013, o crescimento nominal em relação ao mesmo período de 2012 situou-se no patamar de 8,4%. Neste período, o segmento Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio acumulou o maior crescimento (10,9%), com destaque para os Transportes aéreo e aquaviário, com crescimento de 17,8% e 17,3%, respectivamente. Os Serviços prestados às famílias registraram o segundo maior crescimento acumulado, com 10,0%, em que os Serviços de alojamento e alimentação cresceram 10,7%. Os Serviços profissionais, administrativos e complementares registraram crescimento acumulado de 8,2%, os Serviços de informação e comunicação, 6,8% e Outros serviços, 5,0%.

O segmento de Serviços prestados às famílias registrou no Brasil uma variação de 9,5% em setembro sobre igual mês do ano anterior, inferior às taxas observadas em agosto (11,6%) e julho (12,8%). Neste segmento destacam-se os Serviços de alojamento e alimentação com crescimento de 9,8% e Outros serviços prestados às famílias, com variação de 7,5%.

Os Serviços de informação e comunicação registraram crescimento de 8,1%, superior às taxas de agosto (4,8%) e de julho (7,0%). Os Serviços de tecnologia da informação e comunicação-TIC, que abrangem os serviços de telecomunicações e de tecnologia da informação, registraram variação de 8,0% e os Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias registraram crescimento de 8,5%. O segmento de Serviços de informação e comunicação representou 29,1% em termos de contribuição relativa no mês contribuindo com 2,8 pp para a composição do índice geral.

O crescimento dos Serviços profissionais, administrativos e complementares ficou em 9,0% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, contra 6,3% em agosto e 8,6% em julho. Os Serviços técnico-profissionais, que abrangem os serviços intensivos em conhecimento, cresceram 7,1% e os Serviços administrativos e complementares, que abrangem os serviços intensivos em mão-de-obra, 9,8%. Com uma contribuição relativa de 19,8%, esse segmento contribuiu, em termos absolutos, com 1,9 pp para o índice geral.

O segmento de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registrou um crescimento nominal de 12,1% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, superior à taxa registrada em agosto (8,2%) e inferior à de julho (12,5%). Analisando-se as taxas por modalidade, os dados revelam que as maiores taxas de crescimento foram registradas no Transporte aéreo (23,9%) e no Transporte aquaviário (21,7%). O Transporte terrestre registrou crescimento de 11,3% e os Serviços de armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio registraram variação de 8,8%. Esse segmento contribui, em termos relativos, com 39,6% e com 3,8 pp, em termos absolutos, para a composição do índice geral.

O segmento Outros serviços apresentou crescimento nominal de 7,0%.

Crescimento em setembro ocorreu em todos os estados

Os dados revelam que, no mês de setembro, todas as unidades da Federação apresentaram variação nominal positiva em relação ao mesmo período de 2012. observando-se que o Amapá registrou a menor variação (1,3%), seguido de Roraima (3,4%) e Sergipe (5,4%).

As maiores taxas foram registradas em Mato Grosso (19,8%), Distrito Federal (19,4%) e Tocantins (18,7%). Paraíba e Santa Catarina também se destacaram com taxas bastante expressivas, isto é, 16,4% e 14,6%, respectivamente.

No segmento Serviços prestados às famílias, dentre as unidades da Federação selecionadas, as maiores taxas de crescimento foram observadas no Ceará (16,8%), Paraná (12,2%) e Distrito Federal e Minas Gerias (em torno de 11,5%). As menores taxas foram registradas na Bahia (4,0%), Santa Catarina (5,6%), Espírito Santo (7,5%) e São Paulo (8,3%).

No segmento Serviços de Informação e Comunicação, Goiás destaca-se com a maior taxa de crescimento (16,7%), seguido do Distrito Federal (14,0%) e Rio de Janeiro, Santa Catarina e Ceará (em torno de 11,4%). As menores taxas foram observadas no Rio Grande do Sul (0,2%), São Paulo (6,7%) e Minas Gerais (7,2%).

No que concerne ao segmento Serviços profissionais, administrativos e complementares, destaca-se o Distrito Federal com a maior taxa de crescimento (20,6%), seguida do Espírito Santo (13,4%) e Bahia (13,0%). As menores variações positivas foram registradas no Rio de Janeiro (6,7%), Ceará e Minas Gerais (ambas com 7,2%) e Paraná (7,5%). Foram observadas variações nominais negativas em Goiás (-5,5%) e Rio Grande do Sul (-3,3%).

No segmento Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, destacam-se, dentre as unidades da Federação selecionadas, Santa Catarina (20,6%), Distrito Federal (18,8%) e Rio Grande do Sul (17,3%) com as maiores variações em relação ao mesmo mês do ano anterior. As menores variações foram registradas no Espírito Santo (4,3%), Paraná (7,1%) e Bahia (8,9%).

No segmento Outros serviços, os maiores crescimentos foram observados no Distrito Federal (50,3%), Goiás (36,4%) e Santa Catarina (25,8%). As menores taxas foram observadas no Paraná (0,8%), Minas Gerais e Rio de Janeiro (em torno de 2,8%) e Pernambuco (3,2%).

Receita dos serviços cresce 8,4% no terceiro trimestre de 2013

A análise dos resultados trimestrais evidencia um crescimento nominal de 8,4% no 3º trimestre de 2013 na comparação com o 3º trimestre de 2012, inferior ao crescimento observado no 2º trimestre (9,2%) e superior ao observado no 1º trimestre (7,6%). As maiores taxas foram observadas nos segmentos de Serviços prestados às famílias (11,3%) e Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (10,9%). Os Serviços profissionais, administrativos e complementares registraram crescimento de 8,0%, os Serviços de informação e comunicação, 6,6% e os Outros serviços, 4,2%.

 

Fonte:
Portal Brasil com informações do IBGE

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