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Economia e Emprego

Vendas no varejo crescem 0,5% em setembro

Levantamento

Para o volume de vendas, é o sétimo resultado positivo consecutivo
por Portal Brasil publicado: 13/11/2013 12h04 última modificação: 30/07/2014 00h32

O comércio varejista apresentou em setembro, com relação ao mês anterior (com ajuste sazonal), taxas de 0,5% para o volume de vendas e de 0,8% para a receita nominal.

Para o volume de vendas, é o sétimo resultado positivo consecutivo, enquanto a receita nominal mantém crescimento desde junho de 2012. Quanto à média móvel, o volume de vendas obteve variação de 1,2 %, enquanto a receita apresentou aumento de 1,4%.

Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo registra, em termos de volume de vendas, acréscimos de 4,1% sobre setembro do ano anterior e taxas de 3,9% e 4,8% nos acumulados dos nove primeiros meses do ano e dos últimos 12 meses, respectivamente.

Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 10,6%, 11,7% e de 12,0%, respectivamente. Acesse a publicação completa da pesquisa.

Entre as atividades, sete têm variação positiva 

Em setembro, houve crescimento no volume de vendas em sete das dez atividades pesquisadas na comparação com o mês imediatamente anterior: outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (0,9%); material de construção (0,8%); combustíveis e lubrificantes (0,8%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%); e tecidos, vestuário e calçados (0,0%).

Os resultados negativos ocorreram em móveis e eletrodomésticos (-0,2%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,7%); e em veículos, motos, partes e peças (-5,1%).

Na comparação com setembro de 2012, os oito segmentos do varejo apresentaram aumento no volume de vendas: 14,8% em outros artigos de uso pessoal e doméstico; 7,6% em móveis e eletrodomésticos; 11,9% em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 4,2% em combustíveis e lubrificantes; 0,7% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 16,5% em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 0,4% em tecidos, vestuário e calçados; e 0,3% em livros, jornais, revistas e papelaria.

A atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, etc, apresentou variação de 14,8% no volume de vendas em setembro, com relação a igual mês do ano anterior.

Esses segmentos foram os principais responsáveis pela composição da taxa global do varejo, com 33,0% de participação. O crescimento da massa de rendimentos e as facilidades de crédito explicam este comportamento.

No que se refere aos indicadores acumulados, as variações foram de 10,3% no período de janeiro a setembro, e de 11,1% nos últimos 12 meses. 

A atividade de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 7,6% no volume de vendas em relação a setembro do ano passado, exerceu o segundo maior impacto na formação da taxa do comércio varejista, com participação de 22%.

Em termos acumulados, o segmento assinala expansão da ordem de 5,5% para os nove primeiros meses do ano, sobre igual período de 2012, e de 6,7% para os últimos 12 meses.

A atividade de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com expansão no volume de vendas de 11,9% sobre setembro de 2012, contribuiu com a terceira maior participação na taxa (19%). Nos acumulados dos primeiros nove meses do ano e dos últimos 12 meses, as variações alcançaram taxas de 9,5% e 9,3%, respectivamente.

Os principais fatores que contribuíram para este resultado foram a manutenção do crescimento da massa real de salários, a oferta de crédito e a própria essencialidade dos produtos do gênero.

O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou variação de 0,7% no volume de vendas em setembro com relação a igual mês do ano anterior, o quinto maior impacto na formação da taxa do varejo (8,0%).

A atividade continua com desempenho abaixo da média, em função do comportamento dos preços dos alimentos, que cresceram acima do índice geral em 12 meses: 8,7% no grupo alimentação no domicilio, contra 5,9% da inflação global, segundo o IPCA. A atividade cresceu 1,2% para os nove primeiros meses do ano e de 2,8% para os últimos 12 meses.

Varejo ampliado cai 0,7% 

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou em relação ao mês anterior (com ajuste sazonal) queda de 0,7% para o volume de vendas, enquanto a receita nominal apresentou estabilidade, ambas as taxas com o ajustamento sazonal.

Comparado com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as variações foram de 7,5% para o volume de vendas e de 12,7% para a receita nominal.

Para o volume de vendas, no acumulado do ano o resultado foi de 3,6%, e para os últimos 12 meses o setor apresentou variação de 4,9%. Já a receita nominal obteve variações de 8,7% e 9,2%, respectivamente.

No que tange ao volume de vendas, a atividade de veículos, motos, partes e peças registrou queda de 5,1% em relação a agosto. Comparando com setembro do ano anterior, a variação foi de 13,9%. Este último resultado, pode ser explicado pelo efeito base, uma vez que em setembro de 2012 a atividade obteve queda de 9,5%.

No final de maio de 2012, o governo implementou medidas de incentivo ao consumo de veículos, por meio da redução do IPI, que tiverem repercussão sobretudo nos meses de junho, julho e agosto.

Naquele período, o dia 31/08/2012 seria o prazo final para manutenção daquela política, no entanto, no dia 29/08/2012 ela foi prorrogada para o dia 31/10/2012 o que levou ao arrefecimento do consumo em setembro de 2012. Em termos de acumulados, as variações foram as seguintes: 2,0% nos nove primeiros meses e 4,4% nos últimos 12 meses.

Quanto ao segmento de material de construção, as variações para o volume de vendas foram de 0,8% sobre o mês anterior, de 10,1% em relação a setembro de 2012.

Em termos de acumulados, as variações foram as seguintes: 7,3% nos nove primeiros meses e de 7,6% nos últimos 12 meses. Cabendo ressaltar que os incentivos fiscais do governo através da redução do IPI, previstos para serem mantidos até dezembro, continuam estimulando o desempenho do segmento.

Varejo cresceu em 22 estados 

Das 27 unidades da federação, 22 apresentaram variações positivas na comparação setembro de 2013 contra setembro de 2012. Os destaques em termos de taxa de crescimento foram: Alagoas, com variação de 10,6%; Tocantins (10,3%); Rio Grande do Norte (9,7%); Maranhão (9,5%) e Pernambuco (9,4%).

Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se São Paulo (4,7%); Rio de Janeiro (5,4%); Paraná (7,3%); Pernambuco (9,4%) e Bahia (3,0%).

Em relação ao varejo ampliado, houve crescimento em 23 unidades da federação, com as maiores taxas no volume de vendas ocorrendo no Acre (16,7%), Rio Grande do Sul (12,5%); Rio Grande do Norte (12,0%); Paraná (11,9%) e Pernambuco (11,6%).

Em termos de impacto positivo no resultado global do setor, os destaques foram São Paulo (6,8%); Rio de Janeiro (11,1%); Rio Grande do Sul (12,5%); Paraná (11,9%) e Santa Catarina (7,8%).

Considerando os resultados sobre o mês anterior com ajuste sazonal, observa-se expansão no volume de vendas em 17 unidades da federação. As maiores taxas positivas ocorreram em Tocantins (1,8%); Rio Grande do Norte (1,6%); Maranhão (1,6%); Mato Grosso do Sul (1,4) e Pernambuco (1,2%). Já os destaques em termos de taxas negativas foram Sergipe (-5,7%); Roraima (-2,2%); Espírito Santo (-1,6%) e Alagoas (-1,4%).

Varejo cresce 3,2% no terceiro trimestre 

Comparando o terceiro trimestre de 2013 com o segundo, levando-se em conta os dados ajustados sazonalmente, observa-se aceleração no varejo, com a taxa passando de 0,8% para 3,2% e arrefecimento na variação do varejo ampliado, de 1,0% para 0,2%.

Das 10 atividades, sete apresentaram resultado superior ao do trimestre anterior: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de -0,8% para 3,1%); tecidos, vestuário e calçados (de -1,3% para 2,5%); móveis e eletrodomésticos (de 2,3% para 4,2%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (de -5,3% para 7,4%); livros, jornais, revistas e papelaria (de -1,5% para 0,8%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 1,1% para 3,8%); e material de construção (de -0,4% para 1,5%).

As atividades restantes apresentaram queda em relação ao segundo trimestre: combustíveis e lubrificantes (de 5,2% para 0,3%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (de 4,7% para 2,6%) e veículos, motos, partes e peças (de 0,1% para -4,8%).

O comércio varejista cresceu 5,5% no terceiro trimestre de 2013, em relação a igual período de 2012, se posicionando acima da variação do segundo trimestre do ano (2,6%).

Comparando as taxas do segundo e do terceiro trimestres de 2013 observa-se alta em seis atividades, a saber: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de -1,2% para 3,0%); tecidos, vestuário e calçados (de 2,2% para 3,5%); Móveis e eletrodomésticos (de 6,0% para 8,8%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (de 9,8% para 11,1%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (de 3,8% para 10,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 7,4% para 11,6%).

As demais atividades, na mesma comparação, apresentaram queda: livros, jornais, revistas e papelaria (de 3,1% para -0,2%) e combustíveis e lubrificantes (de 8,5% para 5,8%).

No comércio varejista ampliado, a variação do volume de vendas do terceiro trimestre foi de 3,2%, abaixo da taxa do segundo trimestre, que ficou em 3,6%, influenciada também pelo resultado de veículos, motos, partes e peças, que teve decréscimo em sua variação de 4,2% para -1,8%, e de material de construção, que variou de 8,6% para 8,1%.

Fonte:
IBGE

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