Economia e Emprego
Dinâmica das grandes cidades brasileiras são apresentadas em publicação
Pesquisa
"Apesar da queda nos fluxos migratórios do País, a migração continua tendo importância para a distribuição da população com alta escolaridade”, destacou o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE/PR) e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, durante a coletiva de imprensa realizada segunda-feira (2), no Rio de Janeiro.
A constatação a respeito da dinâmica das grandes cidades do País foi obtida a partir dos trabalhos do Ipea que compõem os três volumes inéditos do livro “Brasil em Desenvolvimento 2013 – Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável: Um Recorte Territorial”.
A coletiva, que contou também com a participação de Rogério Boueri, diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Instituto, apresentou dados sobre migrações internas, variações da população de favelas na última década, deslocamentos para trabalho e estudo, finanças públicas municipais, e impactos sobre sustentabilidade ambiental e bem-estar dos moradores.
De acordo com os trabalhos, os indivíduos mais qualificados têm maior probabilidade de se deslocar para outras regiões do Brasil em busca de oportunidades de trabalho. “As cidades que mais perderam população de alta escolaridade, entre 2005 e 2010, foram São Paulo, Rio de Janeiro, e Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Brasília, Curitiba e Florianópolis têm recebido os maiores fluxos de profissionais qualificados”, explicou Neri.
Com relação aos transportes, o ministro da SAE citou que os deslocamentos de pessoas para fins de trabalho e/ou estudo em grande medida refletem a própria rede de cidades do País. “O incremento desses deslocamentos parece refletir o maior dinamismo da economia brasileira, na década de 2000, e uma busca das pessoas por aproveitar a conjuntura favorável à mobilidade social, buscando ampliar sua formação escolar, sua capacitação profissional e sua inserção no mercado de trabalho”, disse.
Ainda segundo Marcelo Neri, a população das favelas cresceu 6,2% entre 2000 e 2010, enquanto a população total do país cresceu 14,5% no período. “O crescimento populacional menor em favelas reflete a redução da desigualdade e pobreza”.
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