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Economia e Emprego

Emprego industrial sobe 0,1% em outubro, informa IBGE

Trabalho

Setor dá sinas de recuperação, com avanço de 3% no número de horas pagas aos trabalhadores
por Portal Brasil publicado: 11/12/2013 10h58 última modificação: 30/07/2014 00h41

O emprego na indústria cresceu 0,1% de setembro para outubro, na série livre de influências sazonais, revela a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário divulgada nesta quarta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira alta depois de cinco meses seguidos de recuos.

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, avançou 0,3% em igual período. Foi também o primeiro resultado positivo após cinco taxas negativas consecutivas. No ano, de janeiro a outubro, e, em 12 meses, o total do pessoal ocupado na indústria registrou baixa de 1%.

Na comparação com outubro de 2012, o valor da folha de pagamento real teve aumento de 1,2% em outubro desse ano. De janeiro a outubro, houve expansão de 2,3% na folha de pagamento. Em 12 meses, a folha da indústria acumula expansão de 3,7% até outubro

Já o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, apontou queda de 0,8% em outubro ante setembro. No mês anterior, o avanço foi de 1,6%.

Número de horas pagas é 0,3% maior que em setembro

Em outubro de 2013, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, aumentou 0,3% frente ao mês imediatamente anterior, reforçando a retomada do crescimento já assinalada no aumento do emprego. O aumento no número de horas pagas aconteceu também depois de cinco meses de taxas negativas, período em que acumulou perda de 2,9%.

No confronto com outubro de 2012, o número de horas pagas mostrou queda de 2,0%, quinta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a mais intensa desde fevereiro último (-2,3%). No índice acumulado dos dez meses do ano, o total do número de horas pagas apontou redução de 1,1%. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 1,1% em outubro de 2013, praticamente repetiu os resultados de julho (-1,2%), agosto (-1,1%) e setembro (-1,0%).

Valor da folha de pagamento real recua 0,8% em outubro

Em outubro de 2013, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria apontou expansão de 1,2% na comparação com em outubro de 2012, com resultados positivos em 10 dos 14 locais investigados. As principais influências positivas sobre o total nacional foram verificadas no Rio Grande do Sul (4,5%), São Paulo (0,8%), Santa Catarina (5,1%), Região Norte e Centro-Oeste (4,0%), Paraná (1,9%) e Rio de Janeiro (1,2%). Em sentido contrário, as contribuições negativas mais relevantes foram assinaladas por Minas Gerais (-1,9%), Região Nordeste (-1,2%) e Pernambuco (-4,9%).

Setorialmente, ainda no índice mensal de outubro de 2013, o valor da folha de pagamento real no total do país cresceu em 12 dos 18 ramos investigados, com destaque para alimentos e bebidas (4,3%), indústrias extrativas (6,5%), produtos químicos (3,2%), borracha e plástico (4,0%), minerais não-metálicos (2,7%) e vestuário (2,4%). Por outro lado, os impactos negativos mais relevantes foram observados em produtos de metal (-3,1%), máquinas e equipamentos (-1,2%) e meios de transporte (-0,8%).

No índice acumulado dos dez meses de 2013, o valor da folha de pagamento real avançou 2,3%, com taxas positivas em 10 dos 14 locais pesquisados. A maior contribuição positiva sobre o total da indústria foi registrada por São Paulo (2,2%), vindo a seguir Região Norte e Centro-Oeste (4,5%), Rio de Janeiro (3,8%), Rio Grande do Sul (3,6%), Santa Catarina (3,8%), Minas Gerais (1,9%) e Paraná (2,5%). Em sentido contrário, os impactos negativos foram assinalados por Região Nordeste (-0,8%), Pernambuco (-3,8%), Bahia (-1,1%) e Espírito Santo (-0,6%).

Setorialmente, ainda no índice acumulado no ano, o valor da folha de pagamento real avançou em 13 das 18 atividades pesquisadas, impulsionado, principalmente, pelos ganhos vindos de alimentos e bebidas (4,6%), indústrias extrativas (5,9%), produtos químicos (4,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (4,3%), borracha e plástico (5,0%), máquinas e equipamentos (1,6%) e meios de transporte (0,9%). Por outro lado, os setores de metalurgia básica (-0,8%), de madeira (-1,9%) e de vestuário (-0,6%) exerceram as influências negativas mais relevantes sobre o total nacional.

Fonte:
Portal  Brasil
IBGE 

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