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Economia e Emprego

Produção industrial cresce 0,6% em outubro, aponta IBGE

Índices

Produção industrial avançou 0,6% em outubro de 2013, em relação a setembro, segundo IBGE. Na comparação com o mesmo mês de 2012, o crescimento foi maior: 0,9%
por Portal Brasil publicado: 04/12/2013 11h11 última modificação: 30/07/2014 00h40
Divulgação/IBGE Tabelas com índice de produção industrial e indicadores por categorias de uso

Tabelas com índice de produção industrial e indicadores por categorias de uso

De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro de 2013, a produção industrial nacional mostrou expansão de 0,6% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após recuar 2,5% em julho e assinalar variações positivas de 0,2% em agosto e de 0,5% em setembro.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria avançou 0,9% em outubro de 2013, segundo resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto, mas em ritmo menos intenso que o observado no mês anterior (1,8%). No índice acumulado nos dez meses de 2013, a atividade industrial cresceu 1,6% frente a igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar expansão de 1,0% em outubro de 2013, praticamente repetiu o resultado registrado no mês anterior (1,1%).

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página do IBGE

21 dos 27 ramos investigados registram crescimento em outubro

O avanço de 0,6% da atividade industrial na passagem de setembro para outubro teve perfil generalizado de taxas positivas, alcançando três das quatro categorias de uso e a maior parte (21) dos 27 ramos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por edição, impressão e reprodução de gravações (13,1%), máquinas e equipamentos (2,7%), refino de petróleo e produção de álcool (2,2%) e indústrias extrativas (2,0%). Com os resultados desse mês, o primeiro setor eliminou o recuo de 11,3% assinalado no mês anterior; o segundo apontou a expansão mais intensa desde junho último (3,3%); o terceiro recuperou parte da perda de 4,7% acumulada nos meses de agosto e setembro; e o último marcou a sétima taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período crescimento de 7,9%.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (5,6%), produtos de metal (2,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (5,2%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (3,4%). Por outro lado, entre as seis atividades que reduziram a produção, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por veículos automotores (-3,1%), que eliminou parte do ganho de 9,2% acumulados nos meses de agosto e setembro, bebidas (-5,9%), outros produtos químicos (-2,2%) e alimentos (-0,6%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo semi e não duráveis, ao avançar 1,0%, apontou a expansão mais acentuada em outubro de 2013, recuperando, assim, parte da perda de 3,8% registrada entre julho e setembro. Os setores produtores de bens de capital (0,6%) e de bens intermediários (0,3%) também mostraram crescimento nesse mês, com ambos assinalando o terceiro resultado positivo consecutivo e acumulando nesse período avanço de 6,9% e de 1,0%, respectivamente. A produção de bens de consumo duráveis (-0,6%) foi a única que registrou recuo em outubro de 2013 e eliminou parte do ganho de 2,4% acumulado nos meses de agosto e setembro.

Média móvel trimestral varia 0,4%

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva de 0,4% no trimestre encerrado em outubro frente ao nível do mês anterior, interrompendo a trajetória descendente iniciada em junho último. Entre as categorias de uso, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (2,2%) assinalou a expansão mais acentuada em outubro de 2013 e manteve a sequência de resultados positivos presente desde agosto último.

Os segmentos de bens de consumo duráveis (0,6%) e de bens intermediários (0,3%) também registraram taxas positivas nesse mês, com o primeiro revertendo três meses queda, e o segundo apontando o avanço mais acentuado desde outubro do ano passado (0,4%). O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%) assinalou o único resultado negativo nesse mês, mas em ritmo menor que o verificado em setembro último (-1,3%).

Na comparação com outubro de 2012, produção industrial cresce 0,9%

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou crescimento de 0,9% em outubro de 2013, com predomínio de resultados positivos, já que a maior parte (17) das 27 atividades apontaram avanço na produção. Vale citar que outubro de 2013 (23 dias) teve um dia útil a mais que igual mês do ano anterior (22).

Entre as atividades, a de máquinas e equipamentos (11,4%) exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionada principalmente pela expansão na fabricação de motoniveladores, empilhadeiras propulsoras, máquinas e equipamentos para o setor de celulose, carregadoras-transportadoras, centros de usinagem para trabalhar metais, tratores agrícolas, máquinas para colheita e elevadores para transporte de pessoas.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de refino de petróleo e produção de álcool (5,1%), outros equipamentos de transporte (11,8%), veículos automotores (2,4%), perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (12,7%), produtos diversos (27,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (12,7%) e produtos de metal (5,4%).

Em termos de produtos, as influências positivas mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, gasolina automotiva e óleo diesel e outros óleos combustíveis; aviões e motocicletas; caminhão-trator para reboques e semirreboques e caminhões; creme dental, desodorante corporal, xampus para cabelos, detergentes e água-de-colônia; moedas, caneta esferográfica, rolos para pintura, lápis para escrever, escovas de dentes, vassouras, pincéis para pintar e bolas de futebol; computadores pessoais, monitores de vídeo para computadores e peças e acessórios para equipamentos de informática; e recipientes tubulares de alumínio, parafusos, ganchos, pinos e porcas de ferro e aço e pias, cubas e lavatórios de ferro e aço.

Por outro lado, ainda na comparação com outubro de 2012, entre as nove atividades que reduziram a produção, os principais impactos foram observados em farmacêutica (-17,9%), bebidas (-10,4%), alimentos (-2,4%), metalurgia básica (-3,5%) e indústrias extrativas (-3,0%), pressionados, em grande parte, pelos itens medicamentos; refrigerantes, cervejas e chope; açúcar cristal, sucos concentrados de laranja, sorvetes, picolés e açúcar demerara; lingotes, blocos e tarugos de aços especiais e de carbono, vergalhões de aços ao carbono e alumínio não ligado em formas brutas; e minérios de ferro, respectivamente.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital, ao avançar 18,8% em outubro de 2013, assinalou o sétimo mês seguido de crescimento de dois dígitos e a única taxa positiva entre as categorias de uso nesse mês. Por outro lado, os resultados negativos foram assinalados por bens de consumo duráveis (-3,2%), bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%) e bens intermediários (-0,7%).

O setor de bens de capital, ao crescer 18,8% em outubro de 2013, mostrou o 10º resultado positivo consecutivo na comparação com igual mês do ano anterior. Vale citar a influência da baixa base de comparação, já que esse segmento recuou 5,1% em outubro de 2012. Na formação do índice desse mês, o setor foi influenciado pelo crescimento em todos os seus grupamentos, com claro destaque para o avanço de 15,1% assinalado por bens de capital para equipamentos de transporte, impulsionado em grande parte pela maior fabricação dos itens caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões, aviões e reboques e semirreboques. Os demais resultados positivos foram registrados por bens de capital para fins industriais (20,4%), para construção (58,5%), para uso misto (7,8%), agrícola (21,0%) e para energia elétrica (6,7%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo duráveis, ao recuar 3,2% em outubro de 2013, assinalou a queda mais intensa entre as categorias de uso nesse mês e foi pressionado em grande parte pela menor fabricação de automóveis (-9,1%), de telefones celulares (-13,2%), de eletrodomésticos da “linha branca” (-2,3%), de outros eletrodomésticos (-1,8%) e de artigos do mobiliário (-1,7%). Por outro lado, ainda nessa categoria de uso, foram observados impactos positivos vindos da produção de eletrodomésticos da “linha marrom” (25,1%) e de motocicletas (35,5%).

O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis, ao recuar 0,7% no índice mensal de outubro de 2013, assinalou o terceiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, mas com queda menos intensa que os índices de agosto (-1,3%) e de setembro (-1,7%). O desempenho nesse mês foi explicado em grande parte pela redução na produção nos grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-3,9%) e de outros não duráveis (-2,5%), pressionados principalmente pela menor fabricação de refrigerantes, cervejas, chope e sucos concentrados de laranja, no primeiro subsetor, e de medicamentos, jornais e livros, no segundo. Por outro lado, as influências positivas foram observadas nos grupamentos de carburantes (11,6%) e de semiduráveis (4,4%), impulsionados sobretudo pelos avanços na produção de gasolina automotiva e de calçados de couro e de material sintético de uso feminino, respectivamente.

O segmento de bens intermediários (-0,7%), que após mostrar expansão de 0,5% no índice mensal de setembro, voltou a assinalar queda em outubro. No resultado desse mês, os impactos negativos foram observados nos produtos associados às atividades de alimentos (-8,0%), metalurgia básica (-3,5%), indústrias extrativas (-3,1%) e de veículos automotores (-1,7%), enquanto as influências positivas foram verificadas em produtos de metal (5,6%), outros produtos químicos (1,4%), minerais não-metálicos (2,3%), refino de petróleo e produção de álcool (1,0%), produtos têxteis (1,8%) e celulose, papel e produtos de papel (0,4%). Ainda nessa categoria de uso, vale citar também os resultados positivos vindos dos grupamentos de insumos para construção civil (4,1%) e de embalagens (1,5%), com ambos registrando o segundo mês seguido de crescimento na produção.

Indústria avança 1,6% no índice acumulado de 2013

No índice acumulado para os dez meses de 2013, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou crescimento de 1,6%, com taxas positivas em três das quatro categorias de uso, 16 dos 27 ramos, 45 dos 76 subsetores e 51,4% dos 755 produtos investigados.

Entre as atividades, a de veículos automotores, que avançou 10,3%, permaneceu exercendo a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionada em grande parte pela expansão na produção na maioria dos produtos pesquisados no setor (aproximadamente 71%), com destaque para a maior fabricação de caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões, automóveis, veículos para transporte de mercadorias e reboques e semirreboques. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (7,4%), de máquinas e equipamentos (6,8%), de outros equipamentos de transporte (7,6%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,3%) e de borracha e plástico (2,8%).

Em termos de produtos, as pressões positivas mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, óleo diesel e outros óleos combustíveis, gasolina automotiva e álcool etílico; máquinas e equipamentos para o setor de celulose, empilhadeiras propulsoras, motoniveladores, rolamentos de esfera para equipamentos industriais, aparelhos de ar-condicionado, tratores agrícolas e máquinas para colheita; aviões; fios, cabos e condutores elétricos, quadros, painéis, cabines e outros suportes equipados com aparelhos elétricos de interrupção ou proteção de tensão e cabos de fibras ópticas para uso em telecomunicações; e pneus para automóveis, ônibus e caminhões.

Por outro lado, entre os dez ramos que reduziram a produção, os principais impactos foram observados em edição, impressão e reprodução de gravações (-10,2%), farmacêutica (-9,1%), indústrias extrativas (-4,4%), metalurgia básica (-2,8%) e bebidas (-2,8%). Nessas atividades sobressaíram a menor produção dos itens livros, jornais e revistas, na primeira, medicamentos, na segunda, minérios de ferro e óleos brutos de petróleo, na terceira, alumínio não-ligado em formas brutas, vergalhões de aços ao carbono, lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono e óxido de alumínio, na quarta, e refrigerantes, cervejas e chope, na última.

Entre as categorias de uso, o perfil dos resultados para o índice acumulado no período janeiro-outubro de 2013 mostrou maior dinamismo para bens de capital (14,9%), impulsionada pelos índices positivos em todos os seus grupamentos, com destaque para a maior fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (21,6%). O setor produtor de bens de consumo duráveis, ao crescer 1,6%, apontou expansão no mesmo ritmo da média nacional, e foi influenciado em grande parte pela maior produção de automóveis (1,5%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (12,2%).

A produção de bens intermediários (0,1%) registrou ligeira variação positiva, enquanto a de bens de consumo semi e não duráveis, com redução de 0,2%, assinalou o único resultado negativo no índice acumulado do ano.

Fonte:
Portal Brasil com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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