Economia e Emprego
Secretaria de Assuntos Estratégicos discute parceria com Itaipu Binacional
Energia
Técnicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) estiveram recentemente em Foz do Iguaçu, no Paraná, para conhecer o funcionamento das iniciativas apoiadas pela empresa e discutir linhas de trabalho conjunto.
Entre elas, o planejamento de segurança hídrica e energética, e pesquisas que vêm sendo desenvolvidas no campo das tecnologias de baixa emissão de poluentes, como o veículo elétrico.
A empresa, que responde por 20% de toda a eletricidade produzida no Brasil (98,2 milhões de megawatts-hora), também tem experiência acumulada em tecnologias sociais de gestão da água e do território.
Um exemplo é a difusão de tecnologias para que pequenos produtores locais extraiam gás metano dos dejetos de rebanhos suínos e bovinos para mover geradores de eletricidade.
De acordo com Natalie Unterstell, diretora de projetos da SAE, a visita à hidrelétrica é parte de uma política de parcerias com centros geradores de conhecimento do país.
A ideia, segundo ela, é subsidiar a preparação dos setores econômicos e da sociedade brasileira para futuros impactos ambientais provocados pela mudança do clima, olhando para as tecnologias sociais já desenvolvidas, como aquelas existentes no território de Itaipu.
“É importante aproveitar a experiência da Itaipu no campo da gestão da água e do território, como medidas adaptativas que podem se tornar referência também para outras áreas sob influência de projetos hidrelétricos”, destaca Natalie. Porém, ela reconhece que ainda falta informação estratégica mais voltada para a gestão dos riscos climáticos.
Adaptação do clima
Neste sentido, a SAE está organizando subsídios para a formulação de políticas públicas e elaboração de programas de interesse nacional voltados à adaptação à mudança do clima.
Para tal, irá identificar gargalos de gestão e propor opções de adaptação no contexto de clima extremo, principalmente em setores como energia, agricultura, infraestrutura costeira, cidades e transportes.
“Identificar projetos de sucesso como aqueles de Itaipu e disseminar lições aprendidas, portanto, será crucial para a construção de uma base sólida de referência para a gestão pública”, diz a diretora.
Além disso, Natalie lembrou ainda que a empresa é binacional, o que configura um modelo particular de gestão transfronteiriça de recursos hídricos.
Todos esses aspectos foram analisados em um estudo sobre tratados de cooperação denominado “Recursos Hídricos Fronteiriços e Transfronteiriços do Brasil”, realizado pela SAE em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Agência Nacional de Águas (ANA).
A pesquisa, que também contou com a colaboração do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), traz um levantamento de políticas e leis que regem o tema, com o objetivo de subsidiar futuras estratégias para a gestão hídrica integrada na América do Sul.
No momento, a SAE está preparando subsídios às estratégias de cooperação em recursos hídricos para o Brasil, considerando os rios compartilhados com outros países, como o Paraguai.
É justamente nesse campo que a SAE pode entrar com o apoio por meio da produção de estudos estratégicos e do cruzamento de informações nos vários níveis de atuação do Estado: regional, nacional e localmente.
A parceria entre as duas instituições poderá se estender, ainda, aos projetos relacionados à segurança e defesa cibernética, área de interesse do governo, presente na agenda da SAE.
“A Itaipu representa uma importante estrutura na área de energia e pode ser um alvo de ataques cibernéticos. E nesse campo a SAE atua na produção de estudos e pesquisas voltados para o desenvolvimento científico e tecnológico, bem como ao fortalecimento da indústria nacional de defesa e dos setores aeroespacial, cibernético e nuclear”, disse o coronel Adhemar Ribas, assessor de Defesa da SAE.
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