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Economia e Emprego

Brasileiros apostam na educação profissional para abrir portas ao mundo do trabalho

Mercado de Trabalho

Estudo da CNI aponta que 90% dos entrevistados acreditam que pessoas com formação técnica têm mais oportunidades no mercado
por Portal Brasil publicado: 25/02/2014 16h32 última modificação: 30/07/2014 02h05

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (25), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que 90% dos entrevistados acreditam que pessoas com formação em curso técnico têm mais oportunidades no mercado de trabalho. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas a partir de 16 anos em 143 municípios, a pedido do Ibope.

Para os brasileiros, quem tem formação técnica também recebe salários melhores. Mesmo assim, poucos procuram os cursos profissionalizantes. Conforme a pesquisa, apenas um em cada quatro brasileiros já frequentou ou frequenta algum curso de educação profissional.

Dos entrevistados, 53% apontaram o ingresso mais rápido no mercado de trabalho como uma das três principais razões para fazer um curso profissional. Em relação aos salários, 82% concordam total ou parcialmente que os profissionais com certificado de qualificação profissional têm salários maiores do que aqueles que não têm um diploma.

Os resultados da pesquisa darão subsídios para definir a oferta de vagas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Maior rede de formação tecnológica para a indústria, a instituição já qualificou 61 milhões de trabalhadores desde sua criação em 1942.

“Os resultados ajudam a desconstruir a ideia de que o Brasil não valoriza as profissões técnicas”, avalia o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi. Ele destaca que 74% dos entrevistados reconhecem que os alunos de cursos profissionalizantes são bem ou razoavelmente bem preparados para o mercado de trabalho.

A percepção da população sobre os impactos da educação profissional se assemelha aos estudos sobre a empregabilidade de profissionais formados pelo Senai: mais de 70% dos ex-alunos de cursos técnicos de nível médio, por exemplo, conseguem emprego no primeiro ano depois do curso.

Busca ainda é pequena

Mesmo assim, ainda é baixo o número de pessoas que busca a educação profissional. Conforme a pesquisa, apenas um em cada quatro brasileiros já frequentou ou frequenta algum curso de educação profissional. As principais razões para que 75% da população nunca tenham feito cursos de formação profissional são: falta de tempo para estudar (40%), falta de recursos para pagar (26%) e falta de interesse (22%).

Entre os que optaram pela formação profissional, 61% trabalham ou já trabalharam na área do curso, o que indica que os conhecimentos adquiridos têm aplicabilidade no mercado de trabalho. Quando questionados sobre as razões para optar pela educação profissional, 53% dizem que ela permite ingresso mais rápido no mercado de trabalho; 47%, que têm o desejo de se qualificar em uma profissão específica; e 28%, que ela amplia as oportunidades de acesso ao mercado de trabalho.

São as instituições do Sistema S (Senai, Senac, Senar e Sebrae) as principais ofertantes da formação profissional técnica no Brasil. De acordo com o estudo, 43% das pessoas que fazem ou já fizeram cursos profissionalizantes estudaram em uma dessas entidades. A rede privada vem em segundo lugar com 37% das respostas, seguida da rede pública com 20%.

Educação entre os jovens

A pesquisa realizada pelo Ibope apontou que 44% dos brasileiros entre 16 e 24 anos estudam atualmente. Trata-se da parcela da população com maior acesso à educação no momento. Levando em conta todos os recortes de idade, apenas 16% da população estudam.

Infográfico CNI/Ibope

Entre os jovens de 16 a 24, a maioria está no ensino superior (18%), seguido do ensino médio (15%) e do ensino fundamental (5%). O ensino profissional é opção de apenas 3% deles, mesmo percentual dos que fazem ensino médio vinculado ao técnico.

“Apesar de mais de 80% dos jovens brasileiros estarem fora do ensino superior, continuamos agindo como se o destino de todos eles fosse a universidade”, critica Lucchesi.

Fonte:
Portal Brasil com informações da CNI

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