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Economia e Emprego

Dilma comemora fartura da safra e sucesso da parceria entre governo e iniciativa privada

Produção Agrícola

Arrojo dos produtores encontrou apoio no financiamento público e fez agricultura brasileira ser destaque mundial, diz presidenta na abertura da colheita em Mato Grosso
publicado: 11/02/2014 14h36 última modificação: 30/07/2014 02h04

O dinamismo dos produtores rurais brasileiros e o apoio governamental no crédito e no desenvolvimento de novas tecnologias fizeram do Brasil um exemplo para o mundo na produção agrícola, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta terça-feira (11), ao participar da abertura de colheita da safra recorde de 2013-14 no município de Lucas do Rio Verde,em Mato Grosso.  

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de grãos deve chegar a 193,9 milhões de toneladas neste ano, o que representa um aumento de 3,6% em relação a safra anterior. 

Falando sobre o diferencial brasileiro neste setor, Dilma Rousseff destacou os números da última safra da produção de grãos, que cresceu 220% nas últimas duas décadas, enquanto a área plantada cresceu apenas 41%.  “Isso é produtividade na veia”, disse a presidenta. 

Produtividade que, segundo ela, foi alavancada pelo financiamento dos equipamentos das máquinas de última tecnologia à disposição dos produtores, com juros mais baixos. O outro ponto importante, destacou, foi formação de pessoal qualificado para trabalhar no campo, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado pelo governo federal em 2011. 

A presidenta aproveitou para anunciar que o Pronatec vai ampliar a oferta de novos cursos, por meio de parceira com o Sistema S (Senai, Sesi, Sesc e Senac, entre outros), que conta com o patrocínio da iniciativa privada. 

“É por isso que eu vim aqui, com todo o empenho”, disse a presidenta, para mostrar o quanto o avanço da agricultura é importante para o Brasil no presente e no futuro. O quanto o Brasil pode ganhar nesse processo, acrescentou. 

Dilma lembrou que apenas com um grande esforço e ganhos crescentes de produtividade em todas as áreas, inclusive no agronegócio, será possível garantir a manutenção da queda na desigualdade alcançada nos últimos anos. Hoje o País tem 55% da população na classe média, más é preciso avançar, enfatizou. 

E o Brasil tem condições de avançar mais com a educação. “Esse país tem a educação como um caminho fundamental para termos duas iniciativas”. Para garantir que todos aqueles que saíram dada pobreza e da miséria tenham essa saída garantida de forma perene. Que não voltem à miséria. Isso se garante com a riqueza que é a educação.

Em segundo lugar, o País precisa de técnicos, de professores universitários, de pesquisadores e cientistas. Temos obrigação, todos nós que vivemos essa época, governo, iniciativa privada e sociedade, de investir nisso para que haja pessoas capacitadas a trabalhar, inclusive na agricultura. 

Por isso, destacou a presienta, o governo determinou que 75% dos royalties do petróleo e 50% do excedente em óleo do pré-sal sejam investidos na educação. É dinheiro suficiente para investir em educação, na alfabetização das crianças na idade certa, na oferta de creches e o ensino em dois períodos escolares para todas as crianças brasileiras. 

Financiamento 

A presidenta Dilma destacou ainda o papel do governo para a definição de uma política agrícola clara, com maior acesso do produtor ao financiamento. Ela lembrou que, quando o presidente Lula chegou ao governo, em2003, apolítica agrícola tinha limitações fortes, principalmente quanto à disponibilidade do crédito. 

O total de recursos realizados pela agricultura no período 2002-2003 foi de R$ 27 bilhões – valor que corresponde hoje apenas ao programa de armazenagem. Esse valor, afirmou Dilma, “não era compatível com agricultura desse País”.

Na atual safra, estão disponíveis cerca de R$ 136 bilhões. Somente até dezembro foram liberados R$ 91 bilhões. “E se gastar mais, tem mais. Desde 2011 que é assim: se gastar mais tem mais. Por que? Porque o governo é generoso? Não, porque isso é crucial para o desenvolvimento do País. Ninguém faz agricultura sem credito e sem juros adequados”. 

Fonte:
Portal Brasil

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