Economia e Emprego
Indicador usado para reajustar aluguel perde força e fica em 0,38% em fevereiro
INFLAÇÃO
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) perdeu força em fevereiro, com 0,38%, contra uma alta de 0,48% no mês anterior, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta quinta-feira (27). Em fevereiro de2013, a alta foi de 0,29%. A variação acumulada em 2014, até fevereiro, é de 0,87%.
Em 12 meses, o IGP-M variou 5,76%. O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência e serve como referência para o reajuste dos alugueis.
A pesquisa da FGV indica decréscimos nos três componentes da taxa. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve alta de 0,27% ante 0,31% em janeiro; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu de 0,87% para 0,7% no período e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também avançou menos, com 0,44% ante 0,7%.
As principais contribuições para a desaceleração do indicador foram a queda de 0,43% no grupo matérias-primas brutas (que mede a variação de itens no setor atacadista), produtos com cotação no mercado internacional, caso do minério de ferro (de 1,98% para 0,73%) e da soja em grão (de -5,38% para -6,38%). Também houve recuo no preço das aves (de 0,24% para -3,49%).
Em sentido oposto, aumentaram os preços do leite in natura (de -6,84% para -0,9%); da laranja (de 4,16% para 12,48%) e do trigo em grão (de -2,85% para -0,71%).
Detalhamento
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,27%. No mês anterior, a taxa foi de 0,31%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,28%, em fevereiro. Em janeiro, este grupo de produtos mostrou variação de 0,19%. Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de -2,68% para 0,60%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,20%. Em janeiro, a taxa foi de 0,42%.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,85%. Em janeiro, a taxa foi de 0,80%. O principal responsável por esta aceleração foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,13% para 0,69%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,83%, ante 0,44%, em janeiro.
No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou -0,43%, em fevereiro. Em janeiro, o índice registrou variação de -0,13%. Os principais responsáveis pela desaceleração foram os itens: minério de ferro (1,98% para 0,73%), aves (0,24% para -3,49%) e soja (em grão) (-5,38% para -6,38%). Ao mesmo tempo, foram registradas acelerações em itens como: leite in natura (-6,84% para -0,90%), laranja (4,16% para 12,48%) e trigo (em grão) (-2,85% para -0,71%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,70%, em fevereiro, ante 0,87%, em janeiro. A principal contribuição para este decréscimo partiu do grupo Alimentação (1,06% para 0,49%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item hortaliças e legumes (3,81% para -1,24%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em fevereiro, variação de 0,44%, abaixo do resultado de janeiro, de 0,70%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,68%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,37%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,22%,em fevereiro. No mês anterior, este índice registrou taxa de 1,00%.
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Fonte: Portal Brasil com informações da FGV
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