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Economia e Emprego

Inflação desacelera de 0,92% para 0,55% em janeiro, diz IBGE

Estabilidade Econômica

Segundo IBGE, índice foi o menor em janeiro, desde 2009. Esse também é o primeiro recuo do IPCA após elevação da taxa Selic
publicado: 07/02/2014 11h13 última modificação: 30/07/2014 02h04

O custo de vida desacelerou neste início de ano, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País. A taxa ficou em 0,55% em janeiro, 0,37 ponto percentual abaixo dos 0,92% registrados em dezembro de 2013. 

É o primeiro recuo da inflação desde a alta da taxa básica de juros (a Selic), no dia 15 de janeiro. Esse também foi o menor IPCA para um mês de janeiro desde 2009, quando o índice foi de 0,48%, informou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De acordo com o instituto, o recuo da inflação neste início de 2014 foi puxado pela queda nos preços das passagens aéreas.  Após ter fechado 2013 em 5,91%, o acumulado dos últimos 12 meses recuou para 5,59%. Em janeiro de 2013, o IPCA fora de 0,86%. 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco deles ficaram abaixo do resultado de dezembro e quatro mostraram aceleração. 

Setores 

Principal responsável pela redução da taxa do primeiro IPCA do ano, o grupo Transporte teve queda de 0,03% enquanto em dezembro a alta chegou a 1,85%. Isto por conta das passagens aéreas, que caíram 15,88% ante o aumento de 20,13% de dezembro, aliadas aos combustíveis, que de 4,12% foram para 0,77%. 

Os preços da gasolina subiram 0,60% em janeiro, bem menos do que os 4,04% do mês anterior, quando refletiu o reajuste de 4% em vigor nas refinarias desde 30 de novembro.

O etanol, com o início da entressafra da cana também continuou subindo, mas ficou abaixo de dezembro, indo de 4,83% para 1,43%. No caso do óleo diesel, cujo reajuste de 30 de novembro foi de 8% nas refinarias, apresentou variação de 0,91% em janeiro contra 4,89%em dezembro. Damesma forma, as viagens interestaduais realizadas através de ônibus, cresceram menos, passando de 1,30% para 0,81%.

Em contraposição, ainda no grupo Transporte, as tarifas dos ônibus intermunicipais tiveram alta de 1,76% ao passo que em dezembro haviam ficado com 0,25%. Destacam-se nos intermunicipais as variações registradas nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (4,49%) e de Belo Horizonte (6,06%).  

á as tarifas de táxi subiram 3,28% contra 0,18% do mês anterior tendo em vista aumentos ocorridos na região metropolitana de Curitiba (7,65%) em decorrência do reajuste de 15% em vigor desde 16 de dezembro, além do Rio de Janeiro (11,20%), com reajuste de 11,90% em 02 de janeiro. 

Mas o menor resultado de grupo foi o dos artigos de Vestuário, que, após a alta de 0,80% com as festas de final de ano, recuaram (-0,15%) em janeiro, refletindo as promoções no mercado. 

O grupo Comunicação (de 0,74% para 0,03%) se apresentou abaixo do mês anterior, assim como os Artigos de Residência, que arrefeceram após as festas, indo de 0,89% para 0,49%, com destaque para os itens mobiliário (de 1,36% para 0,08%) e consertos de equipamentos domésticos (de 1,06% para -0,24%). Além disso, os eletrodomésticos (de 1,78% para 1,26%) subiram mais devagar. 

Os alimentos, grupo com a segunda maior variação no mês (0,84%), ficaram abaixo de dezembro (0,89%). O item carnes, com alta de 3,07%, se destacou por exercer o mais forte impacto individual no índice de janeiro, 0,08 ponto percentual. Na região metropolitana do Rio de Janeiro os preços chegaram a aumentar 5,88%. 


Fonte:
Portal Brasil com informações do IBGE

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