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Economia e Emprego

Inflação medida IGP-10 recua na segunda semana de fevereiro, informa a FGV

Estabilidade Econômica

Alta no custo de vida recuou 0,30% em fevereiro contra o avanço de 0,58% em janeiro. Queda foi puxada pela preço das matérias-primas brutas no atacado
publicado: 17/02/2014 10h45 última modificação: 30/07/2014 02h04

O avanço da inflação medido pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), da Fundação Getúlio Vargas, recuou para 0,30%, em fevereiro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17). A taxa apurada em janeiro havia sido de 0,58%. Em fevereiro de2013, a variação foi de 0,29%. 

Segundo a FGV, a variação acumulada em 2014, até fevereiro, é de 0,88%. Em 12 meses, o IGP-10 variou 5,57%. O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. 

A queda no IGP-10 de fevereiro foi puxada principalmente pelos preços das matérias-primas brutas no atacado, medida pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu de 0,55% em janeiro para 0,07%em fevereiro. Amaior desaceleração foi registrada no grupo de produtos agrícolas, como a soja, que teve desaceleração de 8,66% no preço, contra queda de 2,62% em janeiro. 

Também contribuíram par a desaceleração deste indicador os preços dos bovinos (2,62% para 1,07%) e do milho em grão (4,70% para 1,49%). Já as maiores altas foram para os itens mandioca (-1,64% para 6,30%), minério de ferro (1,56% para 1,89%) e laranja (7,19% para 9,31%). O índice de matérias-primas brutas teve queda de 0,93% em fevereiro, após subir 0,55% em janeiro. 

O IGP-10 é composto de vários outros índices, além do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), como o Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Veja detalhes dos indicadores do IGP-10. 

Preços ao Produtor Amplo (IPA) 

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 0,07%, em fevereiro. Em janeiro, o avanço havia chegado a 0,55%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 0,01%, em fevereiro, ante 0,20%,em janeiro. Contribuiu para esta desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,83% para -0,66%. O índice relativo a Bens Finais, calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,19%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,42%. 

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 0,97%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,89%. Quatro dos cinco subgrupos apresentaram aceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,23% para 0,72%. O índice de Bens Intermediários, obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 0,84%. No mês anterior, foi registrada variação de 0,41%. 

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de -0,93%. Em janeiro, a taxa foi de 0,55%. Contribuíram para a desaceleração do grupo os itens: soja (em grão)(de -2,62% para -8,66%), bovinos (2,62% para 1,07%) e milho (em grão) (4,70% para 1,49%). Em sentido inverso, destacaram-se os itens: mandioca (aipim) (-1,64% para 6,30%), minério de ferro (1,56% para 1,89%) e laranja (7,19% para 9,31%). 

Índice de Preços ao Consumidor (IPC) 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,82%, em fevereiro, ante 0,76%, em janeiro. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. O principal destaque partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (1,72% para 3,25%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 3,13% para 5,83%. 

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,42% para 0,81%), Despesas Diversas (0,82% para 2,98%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,59%) e Comunicação (-0,08% para 0,12%). 

As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens: empregados domésticos (0,32% para 1,97%), cigarros (1,59% para 6,20%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,31% para 0,54%) e tarifa de telefone móvel (0,05% para 0,31%), respectivamente. 

Em contrapartida, três classes de despesa apresentaram decréscimo em suas taxas de variação:Transportes (1,17% para 0,37%), Alimentação (0,96% para 0,61%) e Vestuário (0,23% para -0,38%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: gasolina (2,93% para -0,15%), hortaliças e legumes (3,44% para 0,05%) e roupas (0,18% para -0,72%), respectivamente. 

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em fevereiro, taxa de variação de 0,70%, acima do resultado do mês anterior, de 0,36%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,60%. 

No mês anterior, a taxa havia sido de 0,26%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,79%. No mês anterior, este índice registrou taxa de 0,45%. 

Fonte:
Portal Brasil com informações da Fundação Getúlio Vargas

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