Economia e Emprego
Brasil já provou ser resistente a choques externos, diz Alexandre Tombini
Cenário Econômico
"O Brasil tem robustos fundamentos econômicos e financeiros e é, comprovadamente, resistente a choques externos", enfatizou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Ele lembrou ainda que o País possui “colchões” (reservas internacionais), instrumentos, e tem um sistema financeiro sólido.
“Possuímos quase US$ 380 bilhões de reservas internacionais. Somos credores externos líquidos. Nosso endividamento externo é baixo e os compromissos de curto prazo são pequenos. A parcela da dívida pública interna em mãos de não residentes é de apenas 17%. E nosso sistema financeiro está entre os mais capitalizados, líquidos e com maior nível de provisões, com baixa dependência a recursos externos e a exposição a outras moedas”, afirmou ele, durante discurso no Fórum Econômico da América Latina, realizado pelo Institute of International Finance (IIF) na Costa do Sauípe, na Bahia, onde se realiza também a 55ª reunião da Assembleia Anual de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Tombini destacou que uma parcela pequena da dívida pública (17%) está nas mãos de não-residentes e que o sistema financeiro está capitalizado. “Com efeito, o País vem recebendo fluxos de capitais nos últimos meses que refletem, em grande, parte as políticas em curso. A qualidade das políticas em vigor deve manter o País bem preparado para o novo cenário internacional que se desenha”, disse.
O encontro do BID começou na quinta-feira (27) e contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff no sábado (29). O evento continua até domingo (30). Líderes dos 48 países membros da assembleia participaram da reunião que tem como principal objetivo é combater a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável.
Pequenas empresas
O presidente do Banco Central destacou o papel preponderante das pequenas e médias empresas em todos os países, como importante gerador de postos de trabalho, o que torna o setor prioritário, inclusive em economias avançadas, que estão com elevados níveis de desemprego.
O desafio, disse ele, é ampliar o acesso de pequenas e médias empresas ao financiamento privado. Neste caso, é de fundamental importância a participação de investidores institucionais, como fundos de pensão e seguradoras, para financiar os investimentos.
Por isso, governos, investidores institucionais e bancos privados devem conduzir juntos essa agenda. “Devemos agir juntos para melhorar o crédito para pequenas e médias empresas”.
Fonte:
Portal Brasil com informações do Banco Central
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