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Economia e Emprego

Crescimento da indústria dará salto de 0,70% para 1,40% neste ano, dizem analistas do mercado

BOLETIM FOCUS

Estimativa para superávit da balança comercial (exportações menos importações) do País neste ano também subiu, de US$ 3 bilhões para US$ 3,02 bilhões , informa BC
publicado: 22/04/2014 11h51 última modificação: 30/07/2014 02h10

A projeção do mercado para o crescimento do setor industrial em 2014 deu um pulo de 0,70% para 1,40% na última semana, de acordo com os dados do Boletim Focus, divulgado nesta terça-feira (22), pelo Banco Central. Para 2015, foi mantida a previsão em 2,95%.

 A projeção para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) neste ano também subiu, de US$ 3 bilhões para US$ 3,02 bilhões. Para 2015, a previsão de superávit comercial se manteve em US$ 10 bilhões.

Os analistas e investidores consultados pelo BC mantiveram estável em 34,80% a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) em 2014. Para 2015, a expectativa se mantém em 35,00% há 18 semanas. O PIB representa a soma de todas as riquezas (bens e serviços) produzidas no País.

A projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil (IED) ficou em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa para o aporte de investimentos do exterior na economia brasileira permaneceu em US$ 55 bilhões.

A projeção para a cotação do dólar continua em R$ 2,45 em 2014 e subiu de R$ 2,53 para R$ 2,51 no próximo ano. A previsão para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do País com o exterior) foi ajustada de US$ 77 bilhões para US$ 77,05 bilhões neste ano Para 2015, foi mantida em US$ 75,6 bilhões.

Inflação e juros

A projeção do mercado para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu pela sétima vez seguida, passando de 6,47% para 6,51% neste ano. Para 2015, a projeção foi mantida em 6,01%. Essa expectativa não bate com o resultado do IPCA-15 de abril, que mede a prévia da inflação do mês e subiu menos que o esperado (de 0,73% em março para 0,78% em abril, contra uma expectativa média em torno de 0,85%).

Caso essa projeção para o IPCA em 2014 se confirme, a taxa superaria o limite superior da meta fixada pelo governo, que é 6,5%. Essa meta tem como centro 4,5% e cabe ao Banco Centra fazer com que a inflação fique dentro desse limite, por meio da taxa básica de juros, a Selic.

Segundo o boletim Focus, mercado financeiro manteve a aposta em uma nova alta da Selic antes do final do ano, além daquela realizada pelo Banco Central no fim do mês passado. Com isso, a previsão dos analistas para a taxa de juros em 2014 permaneceu em 11,25% ao ano. Para o final de 2015, ficou estável em 12% ao ano.

Outros indicadores de preços

De acordo com a pesquisa do BC, a projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2014 subiu de 7,28% para 7,35%. Já o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, ficou estável em 7,20%.

Para 2015, a projeção para o IGP-DI segue em 5,50% há 21 semanas. Para o IGP-M, está em 5,50% há 14 semanas.

A previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), permaneceu estável em 6,19% em 2014. Para 2015, também ficou estável, em 5,00%, valor inalterado há sete semanas.

O mercado elevou de 4,60% para 4,70% a expectativa de inflação dos preços administrados pelo governo (tarifas públicas) para 2014. Para 2015, a projeção também subiu, de 5,90% para 6,00%.

Crescimento

Os investidores e agentes do mercado reduziram a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2014, de 1,65% para 1,63%. Com isso, a taxa de crescimento prevista pelo mercado para 2014 se manteve abaixo do estimado no orçamento federal, que foi de 2,5% ao ano.

Também ficou abaixo da previsão de 2%, divulgada pelo Banco Central no mês passado. Para 2015, a perspectiva de expansão da economia brasileira se manteve em 2%.

Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central

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