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"Crescimento será maior com recuperação da economia mundial", diz ministro

Internacional

Segundo Guido Mantega, o País vai acelerar o crescimento tão logo a crise internacional seja superada e um novo ciclo de expansão se inicie
por Portal Brasil publicado: 02/04/2014 19h11 última modificação: 30/07/2014 02h10

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, com a recuperação da economia internacional, o Brasil poderá utilizar todo o seu potencial produtivo para obter um crescimento maior. “Quando os mercados se recuperarem e pudermos exportar mais, o Brasil irá crescer entre 3% e 4% com tranquilidade. Mas, enquanto isso não ocorrer, o País vai crescer a uma taxa menor, entre 2% e 2,5%”, enfatizou nesta quarta-feira (2).

Ao participar do programa “Bom Dia Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Guido Mantega considerou “razoável” o crescimento da economia de 2,3% de 2013, “que foi difícil para o mundo inteiro”. Para ele o País vai acelerar o crescimento tão logo a crise internacional seja superada e um novo ciclo de expansão se inicie.

Para 2014, Mantega informou que a expectativa é de crescimento semelhante ao do ano passado, pois o país ainda apresenta dificuldade em exportar para os países vizinhos da América Latina, pois estes sofrem mais com os efeitos da crise financeira.

Numa avaliação sobre seus anos à frente do Ministério da Fazenda, o ministro disse que não mudaria a estratégia básica da política econômica, pois ela permitiu que o País passasse pela maior crise da economia internacional, com crescimento do emprego, da renda e do Produto Interno Bruto (PIB). Entre 2008 e 2013 (os anos da crise), a economia brasileira cresceu 3% em média. “Está muito bom, foi muito mais do que a maioria dos países do G-20. Portanto significa que a política econômica foi adequada”, reafirmou.

Ao ser questionado sobre a matriz do crescimento nacional, Mantega ressaltou que o governo vem estimulando mais os investimentos que o consumo e qualquer crítica que aponte o contrário não procede. Citou que o financiamento ao investimento é o que mais cresce no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), “a taxas muito reduzidas”.

Segundo o ministro, em alguns momentos da crise, houve a redução de certos tributos sob o consumo para a retomada da economia, mas “é um mito achar que nós só estimulamos o consumo”. “No ano passado, por exemplo, o investimento cresceu 6,5% enquanto o consumo das famílias em torno de 3%”, frisou.

Mantega lembrou que os investimentos externos diretos (IED) é um dos indicadores que demonstram a confiança no País. Em 2013, o Brasil recebeu cerca de US$ 60 bilhões em IED. “Recebemos mais investimentos externos, pois somos um país atraente, com um grande mercado interno e que permite bons negócios e rentabilidade ao investidor”, justificou.

Inflação

Guido Mantega disse que o governo sempre teve uma atenção maior com a inflação, pois ela prejudica o trabalhador e reduz o poder de compra da população. “É questão de honra que a inflação permaneça baixa. O governo não deixa a inflação ultrapassar determinados níveis”, ressaltou. Nos últimos onze anos a inflação nunca ultrapassou o limite de 6,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Ele explicou que o recente aumento dos preços ocorreu devido a fatores climáticos (seca ou excesso de chuvas) que atingiram principalmente os alimentos. “Isso está acontecendo agora, por exemplo. Porém, essa elevação de preços é passageira. O importante é que a maioria dos preços está sob controle”.

Carga tributária

Apesar de concordar com o fato de o Brasil ter a maior carga tributária da América Latina, o ministro disse que o governo tem procurado reduzi-la. “Na minha gestão fizemos a maior redução de tributos que já ocorreu no país: reduzimos o imposto de renda; os tributos para as empresas do Simples Nacional; os tributos da cesta básica, dos transportes, dos investimentos e da folha de pagamento”, enumerou.

De acordo com Mantega, apenas em 2013, a redução de tributos para estimular a economia foi de aproximadamente de R$ 80 bilhões.

Petrobras

Questionado sobre a situação da Petrobras, o ministro disse que a empresa trabalha na “mais alta regularidade” e que o governo não teme qualquer investigação, pois a estatal é sempre fiscalizada, tanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto por auditoria interna.

Mantega também ressaltou que a estatal é uma das mais importantes empresas do mundo e uma das que mais fazem investimentos. Disse que, no ano passado, US$ 48 bilhões foram investidos pela Petrobras, principalmente, na extração de petróleo da área pré-sal; e a estimativa para 2014 é de a produção da empresa seja ampliada em 7,5%.

Fonte:

Ministério do Planejamento

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