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Economia e Emprego

Brasil terá grandes investimentos nos próximos 8 anos e pode crescer até 2,5% já em 2014, diz Mantega

Bom Dia, Ministro

Mais importante é que esse avanço se dará com inclusão social, aumento da renda e emprego, "o que é difícil hoje no mundo", afirma o ministro
por Portal Brasil publicado: 02/04/2014 09h30 última modificação: 30/07/2014 02h10

O Brasil é um dos poucos países do mundo a ter um programa de investimento em infraestrutura do tamanho do que possui hoje, com concessões no setor elétrico, em portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, afirmou nesta quarta-feira (2) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista a emissoras de rádio, transmitida pelo programa "Bom Dia Ministro", da TV NBr, canal de notícias do Poder Executivo.

“O Brasil é um país atraente, que tem um grande mercado interno. Um país que permite bons negócios e rentabilidade para os investidores. As multinacionais querem desfrutar do nosso mercado interno, que cresceu muito nos últimos anos porque geramos muitos empregos e a massa salarial cresceu", enfatizou.

Mantega prevê uma alta de 7% na média anual de investimentos até 2022 - taxa acima da média de 6,2%, registrada entre 2003 e 2013.  Então, segundo ele, não procedem as críticas de que o governo só estimula o consumo. "O BNDES financia investimentos em infraestrutura e outros investimentos. É mito achar que só estimulamos o consumo (...), o carro-chefe do crescimento será o investimento”, destacou.

Neste ano, a economia brasileira já deve crescer entre 2% e 2,5%, o que ainda é pouco, segundo ele. “Embora a economia esteja sólida, teremos dificuldade para exportar para vizinhos da América Latina”, alertou.

Mas o crescimento poderá se expandir em até 5% ao ano, quando a "crise amainar" e a indústria brasileira exportar mais. “Precisamos da recuperação da economia internacional, para usarmos todo nosso potencial produtivo”, disse o ministro. 

Fundamentos estão sólidos

Para isso, serão mantidos os todos os fundamentos macroeconômicos que já norteiam a política econômica e fiscal brasileira. "Essa política permitiu que passássemos por uma das maiores crises da economia internacional, com crescimento do emprego, da renda, crescimento do PIB maior que a maioria dos países do G20", destacou.

Mantega lembrou que inflação tem sofrido choques, como o de preços de alimentos, mas que são localizados, e a inflação anual têm ficado abaixo do teto da meta, de 6,5%. “Nos últimos 11 anos, a inflação nunca passou do limite de 6,5%”, acrescentou. “Sempre tivemos grande cuidado com inflação, sabemos que ela prejudica muito o trabalhador. É questão de honra para nós que permaneça baixa”.

O governo deverá também adiar projetos que possam comprometer a realização neste ano da meta de superávit primário de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todas as riquezas produzidas no País.  

Segundo o ministro, a China acumulou um aumento de 66% no Produto Interno Bruto (PIB), de 2008 a 2013, seguida pela Índia, que avançou 43%. O Brasil ficou em quinto lugar, com a média de 3% ao ano, no mesmo período. E entre os países do G-20, o Brasil teve o melhor superavit primário, com aumento médio de 2,9%.

Inclusão social

Para Mantega, o mais importante é que a renda avance acima da taxa de inflação. “Mesmo que haja inflação, o importante é que o poder aquisitivo da população esteja crescendo mais do que essa inflação que ocorre normalmente todo ano.”

O objetivo do governo é que o País cresça com inclusão social, ao contrário do que ocorreu no passado. “Os trabalhadores estão ganhando reajustes de salário de 7% ou 8%, algumas categorias tiveram seu salário duplicado”, afirmou. “O importante é que a média de preços não ultrapasse um determinado patamar, que está em torno de 5,5% e 5,7% e que o salário brasileiro esteja crescendo acima desse patamar”.

 Mantega lembrou que o trabalhador brasileiro está empregado, "o que é difícil hoje no mundo", e a classe média tem mais de 100 milhões de consumidores. "Certamente a Copa vai atrair, não digo investidores, mas turistas, pessoas que vão conhecer o País e se interessar em fazer negócios no Brasil. Mas admitiu que a atividade produtiva cresce menos, embora esteja crescendo. "Temos desafios, mas temos condições de resolvê-los”, afirmou.

Fonte:
Portal Brasil

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