Economia e Emprego
Inflação medida pelo IGP-M desacelera a 0,72% na 1ª prévia de abril, diz FGV
ESTABILIDADE ECONÔMICA
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) avançou 0,72% na primeira prévia de abril. O indicador, que é usado para reajustar o preço dos alugueis, havia registrado alta de 1,16% na primeira prévia de março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quarta-feira (9).
No ano, o indicador acumula aumento de 3,29%; em 12 meses, o avanço está em 7,92%. O primeiro decêndio do IGP-M de abril compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de março.
O IGP-M é composto de três outros indicadores. O IPA-M, que subiu 0,80%, em comparação à alta de 1,55% na primeira prévia de março; o IPC-M, que avançou 0,65% após subir 0,51% na primeira prévia do mês passado; e o INCC-M, que teve expansão de 0,35%, após registrar aumento de 0,21% na mesma base de comparação.
Detalhamento
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 0,80%, no primeiro decêndio de abril. No mesmo período do mês de março, o índice variou 1,55%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais avançou de 1,61% para 2,00%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 0,98% para 2,56%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 0,36%, ante 1,10%, no mês anterior. A principal contribuição para esta desaceleração partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de 1,44% para 0,26%.
O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -0,02%. No mês anterior, a taxa foi de 2,00%. Os itens que mais influenciaram a trajetória deste grupo foram: café (em grão) (24,11% para -3,06%), soja (em grão) (3,02% para -1,18%) e laranja (10,45% para -13,85%). Com taxas em sentido ascendente, destacam-se: leite in natura (-2,16% para 4,71%), suínos (-7,95% para 2,59%) e bovinos (2,42% para 3,59%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou taxa de variação de 0,65%, no primeiro decêndio de abril. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,51%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (-0,35% para 0,60%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de -19,39% para 7,15%.
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:
- Vestuário (-0,18% para 1,13%);
- Alimentação (0,99% para 1,07%);
- Habitação (0,45% para 0,47%); e
- Saúde e Cuidados Pessoais (0,33% para 0,37%).
Os itens que contribuíram para estes movimentos foram: roupas (-0,41% para 1,34%), panificados e biscoitos (0,13% para 1,00%), eletrodomésticos e equipamentos (0,28% para 0,93%) e produtos farmacêuticos (0,15% para 3,57%), respectivamente.
Em contrapartida, três classes de despesa apresentaram decréscimo em suas taxas de variação:
- Transportes (0,79% para 0,68%);
- Comunicação (0,14% para -0,14%); e
- Despesas Diversas (0,53% para 0,24%)
Em cada classe, as principais contribuições para estes movimentos partiram dos itens: tarifa de ônibus urbano (1,23% para -0,38%), tarifa de telefone residencial (0,01% para -0,41%) e serviço religioso e funerário (1,60% para 0,10%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, no primeiro decêndio de abril, taxa de variação de 0,35%, acima do resultado do mês anterior, de 0,21%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,74%. No mês anterior, a taxa foi de 0,44%. O índice que representa o custo da Mão de Obra, a exemplo do mês anterior, também não registrou variação.
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Fonte: Portal Brasil com informações da FGV
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