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Economia e Emprego

Inflação medida pelo IGP-M recua 0,78% em abril, informa a Fundação Getúlio Vargas

ESTABILIDADE DA ECONOMIA

Queda de quase 1 ponto percentual foi puxada pela baixa de preços no atacado, principalmente alimentos in natura. IGP-M é referência para reajustar contratos de aluguel
publicado: 29/04/2014 12h32 última modificação: 30/07/2014 02h10

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) atingiu 0,78% em abril, um recuo de 0,89% em relação ao avanço de 1,67% registrado em março. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29), pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador é usado como referência para reajustar alguns preços do mercado, como aluguéis residenciais e comerciais,

A variação acumulada em 2014, até abril, é de 3,35%. No acumulado dos últimos 12 meses, o IGP-M variou 7,98%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

A queda de quase 1 ponto percentual no indicador, na passagem de março para abril, foi puxado pela baixa nos preços no atacado (ao produtor). Entre os indicadores que compõem o IGP-M, O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou apenas 0,79%, uma retração de 1,41 ponto percentual em relação à alta de 2,20% de março.

Ainda na composição do IPA, o índice relativo aos Bens Finais avançou 2,19%, em abril, contra uma alta de 2,23% em abril. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja expansão nos preços caiu de 17,48% em março para 10,45% em abril. O índice de Bens Finais (ex), calculado após a exclusão do subgrupo alimentos in natura e combustíveis, foi o único a registrar variação positiva, com alta de 1,28% no mês. Em março, a taxa foi de 0,59%.

Os Bens Intermediários subiram 0,18%, contra 1,28% do mês anterior. O principal responsável por esta desaceleração foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação caiu de 1,70% para -0,05%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,14%, ante 1,38%, em março.

Os preços no estágio inicial da produção, medidos pelo grupo Matérias-Primas Brutas, registraram deflação de 0,06% em relação à alta de 3,25% verificada em março.Os principais responsáveis por essa desaceleração foram os itens: café (em grão) (34,47% para -1,71%), soja (em grão) (4,06% para -1,66%) e laranja (15,73% para -15,82%). Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: leite in natura (0,73% para 5,62%), suínos (-9,32% para 3,35%) e cana-de-açúcar (1,60% para 3,08%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou, em abril, variação de 0,82%, a mesma do mês anterior. A principal contribuição em sentido ascendente partiu do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,49% para 0,97%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item medicamentos em geral, cuja taxa passou de -0,03% para 1,49%.

Também foram computados acréscimos nas taxas de variação de outras três classes de despesa: Vestuário (0,25% para 1,09%), Alimentação (1,55% para 1,62%); e Despesas Diversas (0,36% para 0,43%). Para cada uma destas classes de despesa, destacam-se os itens: roupas (0,22% para 1,41%), laticínios (1,22% para 3,00%) e clínica veterinária (1,35% para 2,07%), respectivamente.

Já em sentido descendente, a principal influência partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,67% para 0,00%). Nesta classe de despesa, a maior contribuição para este movimento partiu do item passagem aérea (-2,33% para -14,30%).

Os grupos Transportes (0,78% para 0,53%), Habitação (0,63% para 0,55%) e Comunicação (0,23% para -0,03%) também apresentaram decréscimos em suas taxas de variação. Para cada uma dessas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: tarifa de ônibus urbano (1,09% para 0,06%), empregada doméstica mensalista (1,58% para 0,85%) e pacotes de telefonia fixa e internet (1,06% para 0,63%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em abril, variação de 0,67%, acima do resultado de março, de 0,22%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,93%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,45%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,42%, em abril. No mês anterior, este índice registrou alta de 0,01%.

Fonte: Portal Brasil com informações da FGV

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