Economia e Emprego
Mercado melhora humor e agora prevê crescimento maior do PIB em 2014, diz Focus
Crescimento Econômico
Analistas e investidores do mercado financeiro consultados pelo Banco Central elevaram a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano, de 1,63% para 1,65%, segundo dados da pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira (28). Para 2015, a estimativa de expansão se manteve em 2,00%.
A previsão de inflação também melhorou, depois de sete semanas em elevação. Agora, o mercado acredita que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será menor que 6,51%, atingindo 6,50%, que é o teto da meta de inflação definida pelo governo para este ano.
Para o IPCA em 12 meses, a projeção caiu pela segunda semana, agora de 6,07% para 6%. A média das estimativas para a inflação em 2015 ficou em 6% e a projeção para abril também se manteve em 0,80%.
A previsão das cerca de 100 instituições financeiras consultadas pelo Banco Central para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2014 recuou de 7,35% para 7,34%. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige os contratos de aluguel, seguiu estável em 7,20%.
Há quatro semanas, a previsão do mercado para 2014 era de alta de 7,03% para o IGP-DI e de 7,18% para o IGP-M. Para 2015, a projeção para o IGP-DI e IGP-M se mantém em 5,50%.
Os economistas elevaram levemente a mediana da inflação dos preços administrados (tarifas públicas), de 4,70% para 4,75% neste ano, e de 6% para 6,03% em 2015. A projeção para a produção industrial prevê um aumento de 1,40% em 2014. Para 2015, caiu de 2,95% para 2,65%.
Taxa de juros e dólar
As previsões para a Selic ao fim deste ano permaneceram inalteradas, em 11,25%. Para 2015, também continuou em 12%. Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está em 11% ao ano.
Segundo o boletim Focus, a estimativa para a cotação do dólar ao fim de 2014 ficou estável em R$ 2,45. Para o fim de 2015, baixou de R$ 2,51 para R$ 2,50.
Houve leve aumento na projeção para a dívida líquida do setor público, de 34,80% para 34,85% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Contas externas
A estimativa média para o déficit brasileiro em conta corrente subiu de US$ 77,05 bilhões para US$ 77,1 bilhões. Segundo dados divulgados pelo Banco Central na última semana, o déficit em conta corrente do País foi de US$ 6,248 bilhões em março, queda em relação ao igual período de 2013, quando atingiu US$ 6,818 bilhões.
A previsão para o saldo da balança comercial é de um superávit de US$ 3,02 bilhões e para o investimento direto estrangeiro (IED), de US$ 60 bilhões.
Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central
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