Economia e Emprego
Programa de preservação beneficia 50 mil extrativistas
Meio ambiente
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira (17), balanço referente à Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).
De acordo com o levantamento, desde a implementação, em 2009, cerca de 50 mil extrativistas já foram beneficiados, R$ 16 milhões já foram aplicados e 27 mil toneladas de produtos extrativos subvencionados.
Atualmente, 84 municípios em 11 estados operam a PGPM-Bio, que engloba 13 produtos: açaí, andiroba, babaçu, baru, borracha, cacau, castanha, carnaúba, juçara, mangaba, pequi, piaçava e umbu.
Desse total, seis apresentam necessidade de intervir no mercado regularmente, a partir de operações de subvenção. Dentre eles, a borracha apresenta o melhor desempenho desse subsídio, com apoio financeiro a 26,9% da produção nacional. A piaçava também se destaca, com subsídio a 13,6% da produção nacional.
"A atuação da Política é mais forte nas regiões Norte e Nordeste", ressalta a gerente de Produtos da Sociobiodiversidade, Ianelli Sobral Loureiro.
Segundo ela, a Bahia é o estado que mais operou a PGPM-Bio nestes cinco anos de programa, com 37,8% dos recursos aplicados, seguido do Maranhão, Amazonas e Acre, com participação de 29,3%, 13,5% e 9% respectivamente.
Meio ambiente
A intervenção da Conab também auxilia na preservação do meio ambiente, uma vez que oferece garantia de renda à coleta e comercialização de produtos florestais não madeireiros (extrativistas).
Em cinco anos de PGPM-Bio, R$ 6,1 milhões foram aplicados em atividades extrativistas situadas no bioma da Mata Atlântica. Os recursos destinados para a Amazônia foram de R$ 5,9 milhões.
No Cerrado, o governo federal investiu R$ 2,8 milhões. O restante (1,2 milhão) foi aplicado na área de transição entre o Cerrado e a Amazônia.
PGPM-Bio
A PGPM-Bio possibilita ao extrativista receber um bônus na venda do produto coletado nas florestas, desde que o negócio tenha sido realizado por um preço inferior ao preço mínimo fixado pelo governo federal.
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