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São Paulo, Brasília e Rio centralizam principais redes de gestão empresarial do país

Empreendedorismo

Segundo estudo do IBGE, apenas 39,6% dos municípios brasileiros se qualificaram como centros de gestão ou tem redes intermunicipais
por Portal Brasil publicado: 16/04/2014 16h37 última modificação: 30/07/2014 02h10

O IBGE divulgou, nesta quarta-feira (16), o estudo “Redes e Fluxos do Território: Gestão do Território”. De acordo com os dados apresentados no levantamento, apenas 39,6% dos municípios brasileiros se qualificaram como centros de gestão empresarial, ou seja, detêm algum nível de centralização das redes de ligações intermunicipais. O restante (60,4%) ou não têm entidades das instituições selecionadas, ou não se conectam à estrutura de ligação das sedes e filiais de companhias. 

As principais redes de gestão do país estão centralizadas nas cidades de São Paulo e Brasília, a primeira com forte peso no mercado e a segunda abarcando as sedes das instituições públicas. O Rio de Janeiro constitui um segundo nível de centralização, combinando os dois tipos de rede, empresarial e estatal. 

Em 2011, São Paulo tinha atuação dirigente sobre 1.442.425 funcionários externos ligados à gestão empresarial (lotados em filiais situadas fora dos limites municipais de suas matrizes), dos quais 39% se concentram nos limites do estado de São Paulo e 61% em outros estados. O Rio de Janeiro tinha 580.019, 75.460 lotados em São Paulo. Brasília possuía 390.775, atuando de forma mais dispersa em todo o país. 

As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, cada qual, disponibilizavam 97,8% das variedades de negócios classificados como serviços avançados de apoio às empresas no país (serviços ligados a atividades que requerem insumos de natureza administrativa, contábil, jurídica, financeira e de publicidade). 

No total, pouco mais de 70% das firmas com filiais no município de São Paulo e sediadas fora e seus limites têm matrizes na região Sudeste e 49% delas estão situadas no próprio estado de São Paulo. 

Apenas 39,6% dos municípios brasileiros foram classificados como centros de gestão, ou seja, detêm algum nível de centralização nas redes de gestão pública ou empresarial; os outros 60,4% ou não têm entidades das instituições selecionadas, ou não se conectam à estrutura de ligação das sedes e filiais de companhias.

RJ e SP oferecem 97,8% dos serviços avançados às empresas

Os serviços avançados de apoio às empresas (serviços ligados a atividades que requerem insumos de natureza administrativa, contábil, jurídica, financeira e de publicidade) são, em grande medida, as atividades responsáveis pela conectividade das cidades à economia global, realizando atividades de alto valor agregado, incorporando um forte componente informacional e de conhecimento.

As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, cada qual, representam 97,8% das variedades de negócios classificados como serviços avançados de apoio às empresas no país, representando que essas cidades detém uma alta capacidade de ligação da economia doméstica com a internacional.

O segundo nível inclui as cidades de Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Goiânia, Recife e Fortaleza. No terceiro nível, estão Vitória e Cuiabá, além dos municípios de Osasco, Barueri e São Bernardo do Campo (orbitando ao redor de São Paulo), assim como Criciúma (SC), Novo Hamburgo (RS) e Londrina (PR), representantes da região Sul.

Do Nordeste, figuram capitais como Natal e João Pessoa. Belém, Porto Velho e Manaus são os representantes provenientes da região Norte que também figuram nesta classificação. 

Sudeste concentra 48,4% das sedes das empresas com filiais

A intensidade de ligações é medida pelo somatório das interações entre sedes e filiais localizadas em diferentes municípios, tanto pela possibilidade de a cidade abrigar estabelecimentos-sede locais que se articulam com sucursais externas ao seu território, quanto pela presença de filiais atraídas aos seus domínios, sendo estas geridas por matrizes instaladas fora dos seus limites.

No total, 48,4% das firmas estão sediadas na região Sudeste. Os níveis de centralidade apontam forte concentração no Centro-Sul e nas capitais litorâneas nordestinas de Salvador, Recife e Fortaleza.

São Paulo, no primeiro nível da classificação, comanda, através de 9.371 empresas, muitas filiais externas e atrai para o seu território outros 6.894 estabelecimentos. 

Rio de Janeiro e Brasília constituem o segundo nível hierárquico. Apesar da superioridade quantitativa do Rio de Janeiro em intensidade (27.427) e no número de empresas envolvidas no processo de gestão (3.179).

Brasília ganha evidência quanto às unidades locais controladas em todo o Brasil: 18.014 empresas. Isso se explica pela forte capilaridade alcançada por agências de estatais como bancos públicos e correios. No terceiro nível estão as capitais Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza, além de Campinas e Osasco.

BSB centraliza maior parte da gestão estatal, com RJ em segundo 

As instituições públicas selecionadas no estudo têm em comum o fato de se organizarem de maneira multilocalizada no território, com uma estrutura hierárquica interna que reflete a maneira pela qual o território é gerido.

Elas são voltadas para a disseminação de ordens, decisões e realização de serviços, promoção de Justiça, assim como o recolhimento de demandas, tributos e levantamento de dados sobre a realidade do país, sendo fundamentais para a manutenção do equilíbrio federativo.

A distribuição espacial destes organismos públicos é um fato gerador de centralidade urbana, uma vez que a presença das diversas entidades que os compõem são capazes de atrair a população dispersa que vem utilizar os serviços que o Estado oferece, ao mesmo tempo em que funcionam como núcleos de tomada de decisão, acumulando poder sobre uma porção do território.

As ligações da gestão pública são marcadas pelo forte caráter hierárquico, com os nívieis inferiores localizados nos centros locais, os níveis intermediários nas cidades médias e os níveis mais altos nas capitais estaduais, com o topo da hierarquia correspondendo à capital nacional.

Geralmente, as redes de gestão pública apresentam uma distribuição espacial mais equitativa em relação à gestão empresarial, uma vez que não seguem a lógica estritamente econômica. 

A classificação das cidades segundo a presença dos diferentes níveis das estruturas administrativas dos órgãos estatais torna evidente o papel preponderante de Brasília, que sedia a maior parte dessas instituições e possui os níveis mais elevados na hierarquia, centralizando boa parte dos fluxos de gestão para si, além de também apresentar um número significativo dos níveis intermediários e básicos.

O Rio de Janeiro vem em segundo lugar, em virtude de ainda guardar forte presença das instituições públicas, herança do período em que foi capital.

São Paulo e Recife encontram-se no nível imediatamente inferior, seguido de Belo Horizonte, e Porto Alegre. O quinto nível corresponde a Florianópolis, Curitiba, Salvador, Fortaleza e Belém, seguido pelo sexto nível, onde estão as demais capitais do Nordeste, todas as do Centro-Oeste, Vitória, Porto Velho e Manaus.

Redes e Fluxos do Território: Gestão do Território

O levantamento mapeia o país do ponto de vista da centralização municipal das ligações entre sedes e filiais de empresas e entre instituições públicas de abrangência nacional.

A publicação analisa a existência de relações entre os municípios a partir de dois parâmetros, o Estado e o mercado, reconhecidos como as duas instituições com o maior poder estruturador do espaço.

O âmbito do Estado é visto por meio da gestão pública, do ponto de vista da estrutura formada pelas instituições estatais; e a gestão empresarial é analisada sob a ótica da existência de ligações entre sedes e filias de companhias em diferentes cidades.

A intensidade dos fluxos entre as cidades é medida pela quantidade de pares de ligações, que se interconectam para formar as redes de gestão, sejam empresariais ou públicas.

Atualmente, o Estado e o Mercado são as duas instituições com o maior poder estruturador do espaço, atuando através de suas organizações: de um lado os organismos públicos criados para atender a população, recolher tributos e levantar dados e informações e, de outro, as empresas privadas.

A interpretação dos padrões de gestão do território baseou-se em uma dupla base de dados independentes, representantes das formas com que o Estado ( usando como referência o ano de 2013) e o Mercado (com referência de 2011) organizam o espaço: a gestão pública, do ponto de vista das instituições federais, e a gestão empresarial, sob a ótica das ligações entre sedes e filias de companhias. Foram escolhidas apenas as empresas com filiais situadas em municípios diferentes de suas sedes. 

No estudo da gestão empresarial, a base de dados foi obtida do Cadastro Central de Empresas do IBGE (CEMPRE), contendo a localização municipal das unidades locais das empresas, quer sejam elas sedes, quer sejam filiais. Na análise da gestão pública, foram selecionadas as instituições federais cuja atuação descentralizada por meio de unidades localizadas em diversas cidades: o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Secretaria da Receita Federal, a Justiça Federal, os tribunais regionais eleitorais, os tribunais regionais do trabalho e o próprio IBGE.

Fonte:
IBGE 

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