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Economia e Emprego

Caixa se prepara para ser segundo banco do agronegócio no país até 2022

Finanças

Banco pretende alcançar 10% do mercado de crédito rural no País. Seu diferencial é devido a simplificação do processo de concessão de crédito
por Portal Brasil publicado: 28/05/2014 15h52 última modificação: 30/07/2014 01h59
Divulgação/Caixa Empréstimos da Caixa destinados ao agronegócio têm como fonte principal os recursos dos depósitos à vista da instituição

Empréstimos da Caixa destinados ao agronegócio têm como fonte principal os recursos dos depósitos à vista da instituição

Com experiência de financiamento agrícola em apenas uma safra, a Caixa Econômica Federal (CEF) já trabalha com a expectativa de se tornar, até 2022, o segundo maior banco brasileiro com atuação no agronegócio, passando a responder por 10% do mercado. O diferencial da atuação da Caixa em relação a outros bancos, segundo o vice-presidente de Negócios Emergentes da Caixa, Fábio Lenza, é a simplificação do processo de concessão de crédito. 

A evolução da novíssima carteira de agro da Caixa no primeiro ano de operação mostra o início da trajetória de crescimento na atuação do banco. Conforme os números divulgados pela Superintendência Nacional de Agronegócios da Caixa, em agosto de 2013 foram fechados 1.146 contratos de crédito rural, envolvendo R$ 624 mil. Em dezembro passado os negócios já atingiam R$ 2 bilhões, celebrados por meio de 6.974 contratos.

Os números não param: em abril deste ano os negócios ampliaram bastante, atingindo 10.722 contratos que movimentaram R$ 2,97 bilhões. Na segunda quinzena de maio, os financiamentos já tinham chegado a R$ 3,1 bilhões, de um total estimado de R$ 3,6 bilhões para toda a safra 2013/14. O superintendente nacional de Agronegócio da Caixa, Humberto Magalhães, informou que o valor médio emprestado nesta safra foi de R$ 197 mil.

Os empréstimos da Caixa destinados ao agronegócio têm como fonte principal os recursos dos depósitos à vista da instituição, conforme determina o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR). Na safra 2013/14, os recursos estimados são de R$ 3,6 bilhões (13% das exigibilidades sobre os depósitos à vista).

Para a safra 2014/15, a estimativa é de R$ 6 bilhões (20% das exigibilidades). Na safra seguinte (2015/16), a previsão é de uma disponibilidade de R$ 10 bilhões. A partir da safra 2016/17, a Caixa estará sujeita ao mesmo nível de exigibilidade do sistema financeiro, que corresponde a 34% dos depósitos a vista. Com isso, a disponibilidade de financiamentos deverá atingir R$ 15 bilhões.

Além de uma rede de 1.414 agências habilitadas a operar com crédito rural, a Caixa conta com a possibilidade de utilizar os caminhões que funcionam como agências móveis. Ao todo, o banco dispõe de 18 caminhões, dos quais, três são específicos para o agronegócio. Da rede de agências físicas que operam com crédito rural, a maior parte está em São Paulo (242 agências). Minas Gerais possui 226 agências, Paraná, 141 e Rio Grande do Sul, 135.

Segundo o vice-presidente de Negócios Emergentes da Caixa, Fábio Lenza, o banco opera com todas as 16 culturas amparadas pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e tradicionais do crédito rural: soja, milho, café, etanol, laranja, algodão, arroz, sorgo entre outras. Na pecuária recebem crédito os rebanhos de corte e de leite.

Fonte:
Caixa Econômica Federal

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