Economia e Emprego
Caixa registra lucro de R$ 1,5 bi no primeiro trimestre
Resultados
O lucro líquido da Caixa Econômica Federal cresceu 15,3% no primeiro trimestre de 2014 e chegou a R$ 1,5 bilhão; segundo balanço divulgado pelo banco na quarta-feira (21)
A carteira total de financiamentos avançou 33% entre janeiro e março e chegou a R$ 519,8 bilhões, ritmo três vezes superior ao dos três maiores bancos privados no país.
O banco emprestou R$ 94,2 bilhões no primeiro trimestre (alta de 9,8%). O valor corresponde a 58% do aumento no saldo de empréstimos de todo o sistema financeiro nacional no período.
Desse modo, a participação de mercado da Caixa cresceu de 18,1%, em dezembro, para 18,7%. O avanço do banco se concentrou especialmente nas carteiras de crédito imobiliário (alta de 29,1% no saldo), a maior do banco, e de infraestrutura (mais 50,9%).
O crescimento da carteira trouxe impacto positivo nas receitas financeiras de crédito, que aumentaram 46%. Contribuíram também para o lucro do trimestre a alta de ganhos da Caixa com a operação de títulos e valores mobiliários (51,3% em relação a 2013) e com a prestação de serviços e tarifas (13,4%).
"As melhores taxas do mercado são as nossas. O que a gente tem é um grande volume de negócios. Só no primeiro trimestre, acrescentamos 2,1 milhões de novos clientes", afirma o vice-presidente de Finanças e Controladoria da CAIXA, Marcio Percival, lembrando que a base de correntistas aumentou em 10% entre janeiro e março.
O planejamento do banco, diz Percival, é encerrar 2014 com um crescimento no crédito de 20% a 22%. O foco é manter da qualidade na carteira e priorizar o atendimento. Hoje, 92,4% do volume dos empréstimos é classificado como de baixo risco.
"Um diferencial importante na concorrência entre os bancos é a qualidade deste atendimento. Queremos fidelizar o cliente e consolidar o nosso crescimento", diz Percival.
O índice de inadimplência superior a 90 dias cresceu 0,3 pontos percentuais no trimestre, e alcançou 2,6%. Para o executivo, trata-se de um efeito normal nesta época do ano, já que o primeiro trimestre costuma ser o mais fraco para os bancos.
Além disso, no segmento de pessoa jurídica, o banco deixou de emprestar para grandes empresas, cuja carteira encolheu 4%, e apostou nas pequenas e médias. Percival prevê uma queda no índice no segundo trimestre.
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