Economia e Emprego
Mapeamento revela perfil da Economia Solidária
Trabalho
O Seminário Nacional de Divulgação e Avaliação de resultados dos Dados do Sistema de Informações em Economia Solidária (SIES) ocorrido em Florianópolis apresentou os dados do Segundo Mapeamento Nacional de Economia Solidária e os resultados da pesquisa amostral sobre o perfil dos sócios e sócias dos empreendimentos econômicos solidários no País.
Na intensa programação do evento foram realizadas várias exposições dos resultados gerais do Segundo Mapeamento, como números da demografia nacional e setorial, divisões de tipologias, processo de gênese e de desenvolvimento dos Empreendimentos de Economia Solidária, além da avaliação geral dos procedimentos e experiências do Mapeamento.
Para o diretor do Departamento de Estudos e Divulgação da SENAES, Valmor Schiochet, o Primeiro e Segundo Mapeamento são iniciativas importantes na consolidação da identidade no campo de Economia Solidária no país. “O Sistema de Informações é uma iniciativa pioneira no mundo e, em que pese as dificuldades de uma ação desta envergadura em termos nacionais tem se consolidado como importante instrumento para a política nacional de economia solidária”, destacou.
Os dados da pesquisa amostral sobre o perfil dos sócios e sócias dos empreendimentos também foram apontados no evento. A pesquisa foi realizada ano passado e teve 2.895 trabalhadores da Economia Solidária entrevistados, abrangendo quase todos os Estados brasileiros. Além dos números apresentados, os entrevistadores presentes relataram as experiências e impressões vividas em campo durante a realização da pesquisa. “Esse trabalho eu faria permanentemente, pois foi muito rico e gratificante”, revelou Miriam Abe Alexandre, entrevistadora de Santa Catarina.
O coordenador da pesquisa, professor da Unisinos, Luiz Inácio Gaiger ressaltou a importância de abordar a realidade dos trabalhadores da Economia Solidária. “Trata-se da primeira pesquisa abrangente sobre a vida dos integrantes natos da Economia Solidária, aqueles que resolveram criar e manter empreendimentos solidários. Conhecer suas condições de vida e suas motivações nos ajudará a entender melhor esse campo de práticas”, afirmou o professor.
O encontro, além de revelar resultados, mostrou que através das bases de dados e de suas análises, ações podem ser realizadas para potencializar a pesquisa e a formulação de políticas públicas sobre a Economia Solidária no Brasil. Os resultados dessas pesquisas poderão ser conferidos através do Portal SIES (sies.ecosol.org.br), de um Atlas Digital, que poderá ser conferido futuramente no Portal e no site da SENAES, e de um livro com previsão de lançamento para o final de julho.
Estiveram presentes no encontro representantes da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) e de várias entidades, como o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a Unitrabalho, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Rede de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCP), a Unisol, o Instituto de Pesquisa em Economia Aplicada (IPEA) e o Grupo de Pesquisa em Economia Solidária e Cooperativa, da Universidade do Vale do rio dos Sinos, responsável pelo tratamento e análise das bases de dados de ambas as pesquisas.
O encontro também contou com a participação de mais de 20 entrevistadores que atuaram no Segundo Mapeamento e na pesquisa amostral.
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