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Economia e Emprego

Fazenda diz que crédito no País passou por "verdadeira revolução"

Mercado de capitais

Mantega enfatizou que, mesmo ante os reflexos da crise na economia mundial, o investimento estrangeiro direto, saiu de um patamar de US$ 20 bi para US$ 65 bi
por Portal Brasil publicado: 05/06/2014 16h18 última modificação: 30/07/2014 01h56

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou nesta quinta-feira (5), durante apresentação da evolução do crédito no País que o Brasil teve uma "verdadeira revolução" no setor. Segundo ele, o mercado de capitais evoluiu muito nos últimos anos e a bolsa de valores está entre as dez maiores do mundo em volume de recursos e investimentos.

Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro também destacou que, mesmo com a crise iniciada em 2008, as empresas têm mais de R$ 1 trilhão em bolsa de valores, mais do que há uma década.

Mantega enfatizou que, mesmo ante os reflexos da crise na economia mundial, o investimento estrangeiro direto (IED) - que é importante porque financia as empresas - saiu de um patamar de US$ 20 bilhões para US$ 65 bilhões. “E continua [aumentando]. A crise não afetou a entrada de IED e esse patamar se mantém. O Brasil é mantido como destino importante de recursos em todo o mundo”, disse.

O ministro disse, ainda, que a composição do crédito direcionado pelos bancos públicos, que vai para a agricultura e a indústria, por exemplo, tem volume forte para manter a economia em níveis aceitáveis, principalmente em momentos de crise.  “Estamos com uma taxa de juros reais, que era mais alta no passado, caindo ao longo do tempo. Foi menor antes, mas para combater a inflação tem flutuado”, defendeu. De acordo com Mantega, a tendência é manter essa taxa mais baixa no futuro para não inibir a economia.

O governo usa a taxa básica de juros para inibir a inflação com a redução do crédito, mas quando a taxa está alta acaba afetando também o crédito para o setor produtivo. Mantega disse que, no passado, o governo reduzia o crédito público em detrimento do privado, que é mais caro. Nos últimos dez anos, o setor público assumiu estratégia importante e elevou seu papel em conjunto com o setor privado.

“Em 2008, com a eclosão da crise, faltou crédito para todos os setores. Os bancos travaram o crédito, que é uma reação natural. Nesse momento, os bancos privados retraíram e os públicos assumiram essa posição, substituindo o fornecimento de crédito. Tomamos medidas como liberação do compulsório, que é o recolhimento que os bancos são obrigados a fazer diariamente ao Banco Central, e o governo colocou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mais de R$ 100 bilhões”, destacou. Os recursos, disse, foram para dar estímulos à economia em crise e permitir o retorno de investimentos.

O ministro destacou também o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) que tem juros mais baixos para o setor produtivo, notadamente para a produção de máquinas e equipamentos. ”Em 2009, começou com R$ 18,2 bilhões e subiu para R$ 62,2 milhões. Agora, temos mais de R$ 82,2 bilhões nesta modalidade, com taxa de juros mais baixas”.  Para Mantega, foi o PSI que, entre outras coisas, permitiu que o País tivesse um crescimento melhor no ano passado, bom para períodos de dificuldade, incluindo a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), com patamares em torno de 5%. “Temos uma relação [boa] entre os financiamentos do BNDES e formação bruta de capital fixo. Sabemos que infraestrutura é especial e estamos implementando um grande programa para o setor, com a participação do BNDES em cerca de 50% dos financiamentos. A iniciativa privada tem participação importante também”, disse.

Além das grandes empresas, o ministro lembrou que o BNDES ajuda micro, pequenas e médias empresas. Segundo ele, tem “gente que pensa que o banco estatal não olha para o setor”, disse. Foram R$ 63,5 bilhões só em 2013.

O ministro lembrou ainda que o crédito para o setor imobiliário é cada vez mais destaque na vida do cidadão brasileiro, que tem trocado o consumo de bens pela casa própria, sendo o governo um dos principais agentes financeiros. “Tivemos no primeiro momento uma expansão do crédito ao consumidor para permitir que a nova classe média pudesse melhorar o padrão de vida. Agora, ela está fazendo financiamento para habitação, depois de comprar eletrodomésticos, como TVs de led etc. As coisas estão se invertendo em termos de crédito”, destacou.

Mantega lembrou ainda da importância do financiamento ao setor agrícola, que tem batido seguidos recordes de produção. Para ele, a tecnologia no setor, cada vez mais aprimorada, tem importância, mas o crédito também é relevante, além da relevância que o governo tem dado ao microcrédito.

Fonte:
Agência Brasil

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