Economia e Emprego
Inadimplência da pessoa física cai de 5% para 4,8% em junho, diz BC
ESTABILIDADE ECONÔMICA
A inadimplência da pessoa física recuou de 5% em maio para 4,8% em junho, nas operações de crédito livre (empréstimos bancários fora dos programas de crédito rural e habitacional do governo). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29), pelo Banco Central.
No crédito direcionado, que inclui também as operações via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômica e Social (BNDES) e o microcrédito, a inadimplência das pessoas físicas caiu de 1,9% para 1,7% no mesmo período.
De acordo com o BC, o estoque total de crédito no Brasil subiu 0,9% em junho ante maio, chegando a R$ 2,830 trilhões, ou 56,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
Taxas de juros
A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as operações com recursos livres e direcionados, situou-se em 21,1% ao ano em junho, apresentando variações de -0,3 pontos percentuais (p.p.) no mês e 2,6 p.p. em 12 meses.
No âmbito do crédito livre, a taxa média apresentou estabilidade no mês, situando-se em 32% ao ano, com alta de 5,4 p.p. em 12, enquanto no crédito direcionado, a taxa média atingiu 7,8% ao ano, após redução de 0,6 p.p. no mês e aumento de 0,7 p.p. em relação a junho de 2013.
Pessoas físicas e jurídicas
Nas operações para pessoas físicas, o custo médio manteve-se em 27,9% a.a. em junho, assinalando alta de 3,7 p.p. em 12 meses. Nas contratações com recursos livres, a taxa média elevou-se de 42,5% em maio para 43% em junho. A alta foi de 0,5 p.p. no mês, refletindo as altas respectivas de 3 p.p. e 0,6 p.p. nas modalidades cheque especial e crédito pessoal. No âmbito dos recursos direcionados, o custo médio alcançou 7,7% ao ano, após queda de 0,2 p.p. no mês.
No segmento de pessoas jurídicas, a taxa média situou-se em 15,7% ao ano, apresentando redução de 0,6 p.p. no mês e alta de 1,6 p.p. em 12 meses. As operações com recursos livres atingiram taxa média de 22,6% ao ano, após redução de 0,4 p.p. no mês, influenciada pelas quedas de 1,2 p.p., 0,8 p.p. e 0,7 p.p. nas modalidades repasses externos, conta garantida e desconto de duplicatas, respectivamente.
No âmbito das operações com recursos direcionados, o custo médio atingiu 7,9% ao ano, com queda de 0,8 p.p. no mês, refletindo a redução de 1 p.p. nos financiamentos a investimentos com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados situou-se em 12,7 p.p., após recuo de 0,1 p.p. no mês e elevação de 1,8 p.p. em 12 meses. Os spreads relativos aos segmentos de pessoas físicas e jurídicas alcançaram, na ordem, 19,1 p.p. e 7,7 p.p. No crédito livre, o spread alcançou 20,9 p.p. (alta de 0,3 p.p. no mês), enquanto nas operações com recursos direcionados, recuou 0,5 p.p., para 2,8 p.p.
O spread é a diferença entre a taxa cobrada pelos bancos de quem pede empréstimo e a taxa de juros paga pelo banco a quem deposita dinheiro em aplicações, como a poupança. Ou seja, é a diferença entre a remuneração que o banco paga ao aplicador e o quanto esse banco cobra para emprestar dinheiro a uma pessoa.
Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central
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