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Economia e Emprego

Ministério publica orientações sobre estomatite vesicular

Doença animal

Diante de suspeita da doença, serviço veterinário oficial deve ser notificado imediatamente; há focos confirmados na BA, PI, MA e MG
por Portal Brasil publicado: 26/07/2014 15h11 última modificação: 26/07/2014 15h11

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nota com instruções aos produtores sobre como proceder em caso de diagnóstico de estomatite vesicular (EV). De acordo com o Órgão, em 2014, há focos confirmados na Bahia, no Piauí, no Maranhão e no Mato Grosso.

O Mapa orienta os produtores que diante de uma suspeita da EV, o serviço veterinário oficial deve ser notificado imediatamente e que os casos suspeitos devem ser submetidos primeiramente ao diagnóstico de febre aftosa. Segundo o Órgão, todos os animais submetidos aos exames foram negativos a esse teste.

Em relação à interdição das propriedades, o Mapa cita que é uma medida de segurança para impedir que os animais doentes deixem o local, e assim possam ser tratados, evitando infecções secundárias em razão das lesões típicas da estomatite. O Ministério também destaca que os animais com EV não precisam ser abatidos, por isso a doença não gera impactos econômicos.

Estomatite Vesicular

Trata-se uma doença viral, com cura espontânea, que afeta bovinos, equídeos, bubalinos, pequenos ruminantes e suínos. Apresenta sinais clínicos semelhantes aos da febre aftosa, como lesões na boca; narinas, no focinho, nas patas e úberes; salivação abundante e dificuldade na locomoção.  

Acredita-se que o vírus seja transmitido por insetos vetores hematófagos (que sugam sangue). Os animais doentes também podem transmitir o vírus para outros animais via contato direto.

Os infectados eliminam vírus por meio de secreções e excreções, como a saliva e líquido das vesículas (bolhas), que contaminam os animais suscetíveis ao ter contato com a pele e mucosas que apresentem lesões. O cocho, utensílios e as pessoas que lidam com os animais podem se tornar veículos de transmissão do agente da doença.

Para o controle da dispersão do vírus deve-se restringir a movimentação de animais na propriedade foco, instituir quarentena para os doentes, buscar um rápido diagnóstico e controlar o ingresso de insetos vetores, com a eliminação ou redução dos criadouros, além de desinfecção do ambiente, em caso de currais e estábulos. A doença tem cura espontânea, e o tratamento dos doentes é sintomático, para evitar infecções secundárias.

Desde 2012, a Comissão do Código de Animais Terrestres da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) propôs a retirada da estomatite vesicular da lista de doenças, por não causar morbidade ou mortalidade significativa, apresentando baixa prevalência de sinais clínicos nos animais infectados e baixo potencial de impacto. Assim, em 2014, foi aprovada a retirada da estomatite vesicular da lista de doenças da OIE.

Histórico da doença 

O primeiro caso foi registrado em equinos em 1964, no estado de Alagoas. Dois anos depois, também no estado de Alagoas, o serviço veterinário brasileiro registrou a atuação em um surto da doença em mulas.

De 2005 a 2013, houve 169 focos registrados nos estados de Bahia, Ceará, Goiás, Pernambuco, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Foram registrados 16 focos em 2011; 1 em 2012; 55 em 2013 e este ano 54 até o momento. 

Fonte:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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