Economia e Emprego
Associação vende 9 mil quilos de peixe a escolas
Alimentação escolar
No Lago Guaíba e na Lagoa dos Patos, em Porto Alegre (RS), são criados e pescados 20 mil quilos de peixe por mês, entre as espécies Branca, Pintado e Tilápia. Só a Associação de Pescadores e Piscicultores do Extremo Sul (Appesul) comercializa nove mil quilos. Destes, seis mil quilos são vendidos como filé e três mil como bolinho de peixe. Toda produção vai para escolas municipais de Porto Alegre, por meio do Programa Nacional da Alimentação Escolar (Pnae) apoiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
“Participar do programa deu vida para a nossa Associação. As políticas públicas de incentivo reconhecem a existência e a importância dos povos tradicionais”, assinala o presidente da Appesul, Roberto Superti. Ele conta que foram feitos testes do bolinho de peixe nas escolas para aprovação do sabor e da textura e que a carne é cuidadosamente selecionada para “que não tenham espinhas de peixe, garantindo segurança às crianças.”
O grupo conta com 66 associados, sendo 54 pescadores e 12 piscicultores. Mais de 200 pessoas são beneficiadas.
Trajetória
A Appesul foi criada em 2009 e se organizou inicialmente para comercialização nas feiras do peixe em Porto Alegre. Com a possibilidade de comercializar sua produção para a alimentação escolar do município, surgiu a ideia de formar uma agroindústria para processamento do pescado.
Roberto Superti explica que uma das famílias decidiu realizar o investimento, construiu e registrou uma agroindústria familiar, com o sistema de inspeção sanitária municipal. “A agroindústria beneficia o pescado e comercializa. Quando a demanda é maior que o normal, algumas famílias auxiliam no beneficiamento. A partir disso, a renda mensal dos associados aumentou R$ 2 mil”, revela.
Projeto
O presidente da Appesul conta que pretendem estabelecer uma parceria com as escolas estaduais e municipais de Porto Alegre para arrecadarem óleo usado na fritura de alimentos e doarem para a Associação beneficiar e transformar em óleo para os motores dos barcos dos pescadores. “Queremos reaproveitar o óleo e, assim, evitar que seja jogado nos mananciais, onde prejudica a nossa atividade primária que é a pesca”, diz Roberto Superti.
Ele ainda ressalta que será analisada uma maneira de retribuir a doação do óleo, seja por meio de produtos, de uma horta comunitária ou de um laguinho para os peixes da escola.
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