Economia e Emprego
Inflação fica menor para consumidores de baixa renda em julho, diz FGV
ESTABILIDADE DA ECONOMIA
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços de famílias com renda de até 2,5 salários, apresentou queda de 0,04% em julho, contra uma alta de 0,35% no mês anterior, informou nesta terça-feira (12), a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A queda foi puxada pelos alimentos no varejo, que ficaram mais baratos em julho, principalmente a carne bovina, que recuou 0,60%, a batata-inglesa (-25,17%) e o tomate (-21,77%), além de artigos de higiene e cuidado pessoal e de roupas. Entre os grupos de gastos pesquisados pela FGV, os preços relativos a alimentação recuaram de 0,08% para -0,59%; vestuário (de 0,74% para -0,10%) e comunicação (de 0,37% para -0,07%).
Os preços de outros seis grupos perderam força na passagem do mês, e apenas a classe Transportes avançou mais do que em junho, passando de uma deflação de 0,09% para alta de 0,25%, em função do aumento nas tarifas de ônibus urbano (-0,22% para 0,48%).
Embora ainda positivos, apresentaram desaceleração os índices dos grupos Habitação (0,61% para 0,36%) – puxado pela queda de 1,98% na taxa de água e esgoto residencial e pelo desconto concedido a quem reduz o consumo em São Paulo; Saúde e Cuidados Pessoais (0,56% para 0,14%), e artigos de higiene e cuidado pessoal 0,12% mais baratos. O grupo Educação, Leitura e Recreação desacelerou de 0,94% para 0,25%, devido à queda de 0,23% nas diárias de hotéis; e Despesas Diversas (0,27% para 0,14%).
No ano, o IPC-C1 acumula alta de 4,01% e em 12 meses, de 6,28%, contra 6,02% em junho, segundo a FGV. A taxa do IPC-C1 de julho, de -0,04%, foi inferior à inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.
Fonte: Portal Com informações da FGV
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