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Economia e Emprego

País cria 1,49 milhão de empregos formais em 2013, diz Ministério do Trabalho

MINISTÉRIO DO TRABALHO

Dados da Rais também mostram aumento de 3,18% na renda média dos trabalhadores, que passou de R$ 2.195,78 em 2012 para R$ 2.265,71 em 2013
por Portal Brasil publicado: 18/08/2014 20h31 última modificação: 18/08/2014 21h35

A economia brasileira criou 1,490 milhão de novos postos de trabalho formais no ano passado (com vínculo empregatício), resultado que é 3,13% superior ao verificado em 2012, quando foram geradas 1,148 milhão de novas vagas deste tipo no País. Os dados constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados nesta segunda-feira (18), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MT.E).

Em termos absolutos, os setores que mais se destacaram foram o de Serviços, que gerou 558,6 mil empregos; Comércio, com geração de 284,9 mil empregos; Administração Pública, com 403 mil empregos; Indústria de Transformação, com 144,4 mil novos empregos formais; e a Construção Civil, com geração de 60,0 mil empregos.

O estoque de empregos atingiu 48,948 milhões em 31 de dezembro de 2013, ante 47,459 milhões no ano anterior. Em 2012, o resultado foi 2,48% acima do registrado em 2011. Os dados da Rais incluem trabalhadores da iniciativa privada, servidores públicos federais, estaduais e municipais e empregados temporários com vínculo empregatício formal, seja celetista ou estatutário.

No total, 8.1 milhões de estabelecimentos do País participaram da pesquisa sobre o emprego em 2013, registrando um aumento de 3,35% em relação ao número de estabelecimentos declarados em 2012 (7,9 milhões).

Aumento dos rendimentos

Os dados da Rais revelam ainda um aumento nos rendimentos médios dos trabalhadores formais brasileiros, tomando como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o ministério, o ganho dos trabalhadores foi de 3,18% no período, taxa superior à de 2012 (2,97%), passando de R$ 2.195,78, em dezembro de 2012, para R$ 2.265,71 em dezembro de 2013. Esse valor é resultado do aumento de 3,34% nos rendimentos médios das mulheres e da elevação de 3,18% no dos homens.

Para o ministro da pasta, Manoel Dias, os indicadores de emprego demonstram uma desaceleração, porém mantém o saldo positivo na oferta de vagas formais. “O País vem mantendo a geração de postos, seguindo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar da desaceleração, criamos vagas de emprego e tivemos ganhos reais de salários, como demonstra a Rais”, afirmou.

Setor público e iniciativa privada

O crescimento do emprego formal no ano passado foi puxado, principalmente, pelo crescimento de 4,85% (+ 414,7 mil postos) no contingente de trabalhadores estatutários (servidores públicos) e do aumento de +2,76% (+ de 1,075 milhão de postos) dos empregos celetistas, do setor privado.

A Rais 2013 aponta a mesma tendência dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que abrange somente o universo empregatício regido pela CLT. De acordo com esse registro, verificou-se um crescimento de 2,76%, mesmo percentual de aumento registrado para os vínculos celetistas.

Tomando como referência o mês de janeiro de 2014, no Caged, foram gerados 1,092 milhão de postos de trabalho, montante ligeiramente superior ao emprego celetista na Rais.

Setores

O aumento do emprego formal em 2013 ocorreu em todos os setores, cujo comportamento está atrelado à dinâmica macroeconômica, que foi impulsionada pelo crescimento de 6,3% nos investimentos, 2,3% no consumo das famílias, proporcionado pelo aumento real de 2,0% da massa salarial e expansão do crédito.

Em termos absolutos, os setores que mais se destacaram foram Serviços, que gerou 558,6 mil empregos; o Comércio com geração de 284,9 mil empregos; a Administração Pública, com 403 mil empregos; a Indústria de Transformação, que gerou 144,4 mil empregos formais; e a Construção Civil, com geração de 60,0 mil empregos com carteira assinada.

Dentre os oito setores de atividade econômica, sete apresentaram expansão nos rendimentos, com destaque para: Agricultura (6,13%), Extrativa Mineral (4,76%), Construção Civil (4,29%), Comércio (3,63%), Indústria de Transformação (3,40%) e Serviços (3,33%), todos registrando aumentos superiores à média da totalidade dos setores (3,18%).

Regiões

No recorte geográfico, todas as Grandes Regiões mostraram expansão do emprego, com destaque para a região Sudeste (550,3 mil postos de trabalho); Nordeste (313,2 mil postos); e o Sul: (285,6 mil postos).

Entre os estados, São Paulo foi o destaque, com geração de 267,9 mil postos; Minas Gerais, com 128,9 mil postos; Rio de Janeiro, que gerou 125,1 mil postos; Distrito Federal com 93,5 mil postos e Santa Catarina com geração de 107,9 mil postos de trabalho em 2013.

Os dados da Rais servem de subsídio para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e Previdência Social; permitindo o controle da nacionalização da mão-de-obra e auxiliando a definição das políticas de formação de mão-de-obra; além de gerar estatísticas sobre o mercado de trabalho formal.

Os dados completos da Rais 2013 estão disponíveis no link http://portal.mte.gov.br/portal-mte/rais/.

Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério do Trabalho

 

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