Economia e Emprego
Decisão da Moody´s não condiz com evolução da economia no 2º semestre, diz Fazenda
CENÁRIO ECONÔMICO
A decisão da agência de classificação de risco Moody´s de atribuir um viés negativo à nota do Brasil reflete fatores conjunturais que afetaram o crescimento econômico do País no primeiro semestre deste ano, mas não condiz com a evolução do segundo semestre, quando esses problemas estão sendo superados. A afirmação foi feita pelo Ministério da Fazenda, por meio de nota oficial divulgada nesta terça-feira (9).
Segundo a Fazenda, a demora na recuperação internacional, com a maioria dos países em marcha lenta, combinada a uma das secas mais intensas da história recente e a menor quantidade de dias úteis no primeiro semestre resultaram num crescimento menor do que o esperado no período.
“O Brasil é uma economia sólida e já iniciou, neste segundo semestre, uma trajetória de gradual recuperação que terá continuidade ao longo do ano que vem. Indicadores econômicos recentes apontando queda na inflação, aumento da produção industrial, além de um maior número de dias úteis e a perspectiva de recuperação da economia mundial reforçam esta avaliação”, afirma a nota.
O texto acrescenta que a última emissão soberana do Tesouro Nacional é uma evidência de que o Brasil continua contando com a confiança dos investidores internacionais, “fato corroborado também pelos elevados volumes de Investimento Estrangeiro Direto (há quatro anos acima dos US$ 60 bilhões) no país e pela valorização da bolsa brasileira em cerca de 30% nos últimos seis meses”.
A Fazenda lembra ainda que o governo federal está implementando e vai acelerar ao longo de 2015 a execução de “um grande programa de infraestrutura, que vai ampliar o crescimento do País e elevar a taxa de investimentos, fundamental para garantir um crescimento forte da economia brasileira nos próximos anos”.
“A própria Moody's reconhece a solidez e resiliência da economia brasileira, que conta com elevadas reservas internacionais; um perfil de dívida pública de baixo risco e pouca exposição cambial; e um sistema bancário sólido e capitalizado”, enfatiza a nota oficial da Fazenda.
Veja a íntegra da nota:
Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério da Fazenda
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