Economia e Emprego
Preços dos alimentos recuam pelo terceiro mês seguido, lembra Fazenda
CENÁRIO ECONÔMICO
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, destacou nesta sexta-feira (5), o bom comportamento dos preços de alimentos e bebidas que, pelo terceiro mês consecutivo, apresentaram deflação, de acordo com o IPCA divulgado esta manhã. “Isso é muito importante para a inflação da população de renda menor, dado que observamos uma queda generalizada entre os produtos de alimentação”.
Para Holland, nos próximos meses a inflação deve apresentar comportamento benigno, particularmente quando comparada ao mesmo período do ano passado. “Indicando que a inflação, não só na nossa visão, mas dos analistas com que temos conversado, convirja para um valor muito próximo de 6% este ano”.
A inflação de alimentos acumula o percentual de 4,76% até agosto contra 5,68% no mesmo período do ano passado. Para o secretário, a queda na inflação de alimentação e bebidas deve ajudar de forma relevante o processo de recuperação da confiança dos consumidores. “Já estamos observando isso acontecer e esse processo deve persistir ao longo dos próximos meses”.
Outro fator que deve contribuir para a acomodação futura da inflação de alimentos é o índice de preços agrícolas no atacado. “O IPA-DI agrícola vem manifestando comportamento muito benigno, com deflação na maioria dos itens, portanto os consumidores deverão se beneficiar da inflação desses produtos”, afirmou Holland.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido pelo IBGE, teve alta de 0,25% em agosto e atingiu 6,51% na soma dos últimos 12 meses. Na avaliação do secretário, a inflação no acumulado de 12 meses se mantém estável em relação a julho.
Holland também deu ênfase à redução significativa, mês após mês, no índice de difusão da inflação. “Isso indica a efetividade da política econômica voltada para o combate à inflação colocada em prática ao longo dos últimos meses”, afirmou.
Preços monitorados
De acordo com o Secretário, a inflação de preços monitorados acumula reajuste de 5,6% no ano até agosto, com alta de 0,39% e 0,51% nos últimos dois meses. “Os produtos de responsabilidade do Ministério da Fazenda seguem um calendário e metodologia própria de reajuste, como é o caso dos planos de saúde, farmacêuticos, correios e loterias”, afirmou. A tarifa de energia elétrica acumula uma alta de 11,66% neste ano, de janeiro a agosto.
Em relação ao teto da meta da inflação, o secretário afirmou que não existe resultado mês a mês. O regime de metas, em todos os lugares do mundo onde é adotado, se refere ao ano-calendário. O importante, destacou, é que o resultado chegue a dezembro dentro da meta fixada pelo governo.
“A inflação pode ultrapassar o teto da meta ao longo do ano, o importante é fechar o ano com ela controlada”, afirmou Holland. “A inflação no Brasil esta sob controle há dez anos consecutivos. E permanecerá dentro da meta anunciada”, completou.
Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério da Fazenda
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