Economia e Emprego
Dívida pública mobiliária federal fica R$ 28,2 bilhões menor em outubro, diz BC
CONTAS PÚBLICAS
A dívida mobiliária federal interna (total dos títulos públicos federais fora do Banco Central em poder do público), avaliada pela posição de carteira, totalizou R$ 2.050,8 bilhões (40,2% do Produto Interno Bruto) em outubro, valor R$ 28,2 bilhões abaixo do registrado no mês anterior. O resultado refletiu resgates líquidos de R$ 48,4 bilhões, e incorporação de juros de R$ 20,2 bilhões, segundo nota divulgada pelo Banco Central nesta sexta-feira (28).
A dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) inclui, além dos títulos de emissão do Tesouro Nacional no mercado doméstico, os títulos de emissão do Banco Central. Já a dívida pública é a soma de tudo aquilo que todos os órgãos do Estado brasileiro devem, incluindo o governo federal, estados, municípios e empresas estatais.
Mas como o setor público é também um grande credor, tanto de outros órgãos públicos quanto de entidades privadas, o conceito de dívida líquida traduz mais claramente a posição financeira do setor público. Trata-se simplesmente de abater, do total dos débitos, o total dos créditos realizáveis.
Atualmente, toda a Dívida Pública Federal em circulação no mercado nacional é paga em real e captada por meio da emissão de títulos públicos, sendo por essa razão definida como Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi).
Resgates líquidos
De acordo com as informações do banco, destacaram-se os resgates líquidos de R$ 62 bilhões em Letras do Tesouro Nacional (LTNs), de R$0,7 bilhão em Notas do Tesouro Nacional – Série C (NTN-C) e de R$ 0,3 bilhão em Notas do Tesouro Nacional – Série A (NTN-A); e as emissões de R$ 5,9 bilhões em Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), de R$5,7 bilhões em Notas do Tesouro Nacional – Série C (NTN-F), de R$ 2,8 bilhões em Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B) e de R$ 0,5 bilhão em Certificados Financeiros do Tesouro (CFTs).
A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a setembro: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic, passou de 13,5% para 13,7% pelas emissões líquidas de LFT; a dos títulos prefixados reduziu-se de 31,2% para 29,2% pelos resgates líquidos de LTN; e a dos indexados aos índices de preços manteve-se estável em 26,6%. A participação das operações compromissadas evoluiu de 27,9% para 29,8%, apresentando vendas líquidas de R$ 54,8 bilhões.
Em outubro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$ 0,1 bilhão, 0,01% do total, com vencimento em 2014; R$ 442,3 bilhões, 21,57% do total, com vencimento em 2015; e R$ 1.608,4 bilhões, 78,42% do total, vencendo a partir de janeiro de 2016.
A exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$ 253,5 bilhões. O resultado dessas operações (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi favorável ao Banco Central em R$ 6,8 bilhões.
Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central
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