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Economia e Emprego

Produção industrial varia -0,2% em setembro

Indústria

Setor apresentou variação negativa, após 2 meses de taxas positivas que acumularam expansão de 1,3%
por Portal Brasil publicado: 04/11/2014 12h39 última modificação: 04/11/2014 12h39

Em setembro de 2014, a produção industrial nacional mostrou variação negativa (-0,2%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após 2 meses seguidos de taxas positivas que acumularam expansão de 1,3% nesse período. Confira a publicação completa.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução (-2,1%) em setembro de 2014, sétima taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.

Assim, os índices do setor industrial também foram negativos tanto para o fechamento do terceiro trimestre de 2014 (-3,7%), como para o acumulado dos nove meses do ano (-2,9%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

O indicador acumulado nos últimos doze meses, com o recuo (-2,2%) em setembro de 2014, manteve a trajetória descendente iniciada em março último (2,0%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde dezembro de 2012 (-2,3%).

Sete dos 24 ramos investigados registram queda em setembro

Na variação negativa (-0,2%) da atividade industrial na passagem de agosto para setembro somente sete dos 24 ramos pesquisados registraram queda na produção, com destaque para a redução (-4,1%) de produtos alimentícios, que eliminou o avanço de 0,8% do mês anterior.

Também destacam-se os impactos negativos vindos dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), de produtos de metal (-2,6%) e de outros equipamentos de transporte (-2,7%).

Com exceção da última atividade, que mostrou taxa negativa pelo segundo mês seguido e acumulou perda de 12,6% nesse período, as demais apontaram resultados positivos em agosto último: 1,1% e 2,4%, respectivamente.

Por outro lado, entre os 15 ramos que ampliaram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância para a média global foi de veículos automotores, reboques e carrocerias (10,1%), que apontou o terceiro resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de 24,2%.

Essa sequência interrompeu quatro meses de taxas negativas seguidas, período em que acumulou -28,0%. Outras contribuições positivas importantes sobre o total da indústria vieram dos setores de produtos farmacêuticos e farmoquímicos (10,1%), de produtos de borracha e material plástico (4,6%), perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (2,3%), metalurgia (2,0%) e produtos diversos (6,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, somente bens intermediários (-1,6%) assinalou redução, após avançar 1,9% em agosto último. Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (8,0%) mostrou a expansão mais intensa em setembro de 2014 e eliminou o recuo (-4,1%) registrado no mês anterior.

Os setores produtores de bens de capital (1,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,8%) reverteram os resultados negativos assinalados em agosto último: -0,1% e -0,8%, respectivamente.

Média móvel trimestral varia 0,4%

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral da indústria variou 0,4% no trimestre encerrado em setembro frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em março.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (8,9%) e bens de capital (5,1%) assinalaram as expansões mais acentuadas, com o primeiro revertendo cinco meses seguidos de queda nesse tipo de indicador; e o segundo intensificando o ritmo de crescimento frente ao resultado observado no mês anterior (0,1%), após mostrar índices negativos entre abril e julho.

O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (0,2%) também apontou taxa positiva após registrar queda (-0,6%) em agosto. Por outro lado, o setor produtor de bens intermediários, com variação de -0,1%, assinalou o único resultado negativo e manteve o comportamento predominantemente negativo iniciado em maio último.

Na comparação com setembro de 2013, produção industrial cai (-2,1%)

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda (-2,1%) em setembro de 2014. Três das quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 26 ramos apontaram redução. Setembro de 2014 teve 22 dias úteis, um a mais do que igual mês do ano anterior.

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 14,3%, e a de produtos alimentícios (-6,7%), exerceram as maiores influências negativas.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de produtos de metal (-11,4%), de metalurgia (-6,5%), de outros produtos químicos (-4,1%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,3%), de máquinas e equipamentos (-2,4%), de bebidas (-3,8%) e de outros equipamentos de transporte (-6,8%).

Por outro lado, entre as dez atividades que aumentaram a produção, os principais impactos foram observados em indústrias extrativas (9,4%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (7,0%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,5%) e impressão e reprodução de gravações (13,9%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (-7,9%) e bens de consumo duráveis (-7,3%) assinalaram, em setembro de 2014, as quedas mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas.

O segmento de bens intermediários também apontou resultado negativo (-1,7%), mas com intensidade menor do que a média nacional (-2,1%), enquanto o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (1,6%) registrou a única taxa positiva.

O segmento de bens de capital recuou (-7,9%) no índice mensal, sétima taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, mas com intensidade menor do que a verificada no mês anterior (-13,5%). O segmento foi influenciado pelo recuo observado na maior parte dos seus grupamentos, com claro destaque para a redução de 17,1% de bens de capital para equipamentos de transporte.

As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital para construção (-19,4%), agrícola (-6,5%) e para energia elétrica (-1,8%), enquanto bens de capital de uso misto (14,5%) e para fins industriais (1,2%) apontaram os resultados positivos.

O setor produtor de bens de consumo duráveis, ao recuar (-7,3%) no índice mensal, também assinalou o sétimo resultado negativo consecutivo no índice mensal e queda menos intensa do que a verificada no mês anterior (-17,4%).

O setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-9,1%). Outros impactos negativos importantes vieram de motocicletas (-18,4%), de eletrodomésticos da “linha marrom” (-20,2%), de outros eletrodomésticos (-1,9%) e de móveis (-6,7%). Por outro lado, a principal influência positiva foi observada no grupamento de eletrodomésticos da “linha branca”, com avanço de 5,9%.

A queda na produção de bens intermediários (-1,7%), que apontou o sétimo resultado negativo consecutivo na comparação com igual mês do ano anterior, foi explicada principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de produtos alimentícios (-12,5%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-15,2%), de produtos de metal (-13,7%), de metalurgia (-6,5%), de outros produtos químicos (-3,8%), de produtos de borracha e de material plástico (-1,4%) e de produtos têxteis (-1,8%).

Enquanto as pressões positivas foram assinaladas por indústrias extrativas (9,4%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (9,9%), máquinas e equipamentos (4,5%), celulose, papel e produtos de papel (1,2%) e produtos de minerais não-metálicos (0,5%).

Ainda nessa categoria, também destacam-se os resultados dos grupamentos de insumos para construção civil (-3,9%), que marcou a sétima queda consecutiva nesse tipo de comparação, e de embalagens (0,6%), que volta a crescer após recuar em junho (-3,6%), julho (-2,6%) e agosto (-2,3%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis, ao avançar 1,6% em setembro de 2014, reverteu a queda de 3,2% assinalada em agosto último.

O desempenho nesse mês foi explicado principalmente pelo crescimento observado no grupamento de não-duráveis (8,6%). Também destacam-se as expansões registradas por semiduráveis (2,2%) e carburantes (1,2%).

Por outro lado, o grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-2,1%) assinalou o único resultado negativo nesse mês.

Indústria cai (-3,7%) no trimestre comparado com mesmo período do ano anterior

Em bases trimestrais, o setor industrial, ao recuar (-3,7%) no terceiro trimestre de 2014, assinalou a segunda taxa negativa no ano nesse tipo de confronto, mas com queda menos acentuada do que a verificada no período abril-junho (-5,3%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis, que passou de -18,4% no segundo trimestre de 2014 para -12,6% no trimestre seguinte, e bens de capital (de -14,4% para -9,9%) mostraram as principais reduções no ritmo de queda entre os dois períodos, mas permaneceram com os resultados negativos mais elevados no terceiro trimestre.

Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (de -1,7% para -0,4%) e de bens intermediários (de -3,6% para -2,9%) reduziram em menor intensidade o ritmo de perda entre os dois períodos, mas apontaram recuos menos acentuados do que o da média nacional.

No acumulado em 2014, produção industrial cai (-2,9%)

No índice acumulado para os nove meses de 2014, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 2,9%, com perfil disseminado de taxas negativas, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 63,0% dos 805 produtos investigados.

Entre os setores, o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-18,1%). Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de produtos de metal (-11,0%), de metalurgia (-6,4%), de máquinas e equipamentos (-4,9%), de outros produtos químicos (-4,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,8%) e de produtos de borracha e de material plástico (-4,0%).

Por outro lado, entre as oito atividades que ampliaram a produção, as principais influências foram observadas em indústrias extrativas (5,4%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%), produtos farmacêuticos e farmoquímicos (5,9%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,6%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para o índice acumulado nos nove meses de 2014 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-9,6%) e bens de capital (-8,2%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de automóveis (-17,1%), na primeira, e de bens de capital para equipamentos de transporte (-16,1%), na segunda.

O segmento de bens intermediários (-2,5%) também assinalou resultado negativo, mas com queda menos intensa do que a observada na média nacional. Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (0,2%) foi o único que apontou taxa positiva.

Fonte:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  

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