Economia e Emprego
Falta de planejamento financeiro está entre as principais razões para o endividamento
Perfil de consumo
Falta de planejamento financeiro, empréstimo do nome a terceiros e a ocorrência de fatos inesperados são as principais razões para o endividamento excessivo da população, apontam os resultados preliminares de uma pesquisa qualitativa realizada pelo Banco Central (BC).
De acordo com o BC, o estudo busca diagnosticar as razões do endividamento excessivo da população e vai servir para orientar ações de educação e conscientização financeira.
Segundo a pesquisa, o endividamento excessivo só foi reconhecido pelos entrevistados quando as cobranças foram iniciadas ou quando não havia mais capital para cumprir os compromissos assumidos e as contas mensais.
Além disso, os entrevistados dividiram a responsabilidade da situação com as instituições financeira. De acordo com o relatório do Banco Central, houve menções de que os principais responsáveis pelo endividamento eram os próprios consumidores.
Mas também há citações de que as regras pouco claras e a oferta excessiva por parte das empresas do setor as tornam cúmplices da situação.
Linhas de crédito
Segundo os consumidores ouvidos durante a pesquisa qualitativa, as linhas de crédito podem ser muito úteis se usadas de maneira consciente.
Por outro lado, apontam os entrevistados, essas mesmas formas de financiamento podem acarretar “impactos financeiros e emocionais significativos”.
Para os entrevistados, os principais problemas ligados às linhas de crédito são a oferta excessiva desse tipo de produto, a falta de informações claras (Risco x Benefícios), a liberação de limites acima da capacidade de pagamento do consumidor, a possibilidade de pagamento do valor mínimo da fatura, os juros excessivos e a inflexibilidade dos credores para renegociação.
Solução
Por fim, ao citar as maneiras utilizadas para solucionar o problema, muitos dos entrevistados mencionaram que buscaram auxílio da família e que realizaram algumas das seguintes medidas citadas abaixo:
- Controlar o orçamento por meio de planilha financeira;
- Manutenção de um cartão de crédito apenas;
- Poupar dinheiro;
- Não aceitar muitas linhas de crédito nem limites elevados;
- Aceitar propostas de renegociação de dívida apenas se o credor reduzir juros; e
- Não parcelar as compras em muitas vezes.
Padrões da pesquisa
O estudo foi feito entre os meses de agosto e outubro, em quatro capitais brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre), com pessoas que recebem até dois salários mínimos e entre dois e seis salários mínimos; em situação de endividamento excessivo ou com dívidas e restrições cadastrais.
Como “fatos inesperados”, o Banco Central classificou a perda de emprego e renda, ocorrência de doença própria e/ou de familiares, a morte do responsável pela maior parte da renda familiar, gravidez não programada e separação conjugal.
Em relação à falta de planejamento financeiro, foram consideradas as compras por impulso, o excesso de parcelamento de compras e o uso impulsivo e descontrolado das linhas de crédito. Já o empréstimo do nome foi considerado quando houve realização de empréstimo, financiamento ou cessão de cartão de crédito para terceiros.
Fonte:
Banco Central do Brasil
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