Economia e Emprego
Petrobras defende uso do conteúdo local
Petróleo e gás
Coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), Paulo Sergio Rodrigues Alonso
O coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), Paulo Sergio Rodrigues Alonso, defendeu, na quinta-feira (4), em Brasília, o fortalecimento da política de conteúdo local como base do desenvolvimento sustentável das nações, inclusive do Brasil.
A palestra foi realizada durante o Diálogo sobre o Setor Extrativo e o Desenvolvimento Sustentável: fortalecendo a cooperação público-privada no contexto da Agenda Pós-2015, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Ministério de Minas e Energia.
Os benefícios trazidos pela indústria de petróleo e gás para as comunidades, por meio dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), foi um dos destaques.
O APL consiste num grupo de fornecedores que são desenvolvidos, numa mesma região geográfica, para atender às necessidades de bens e serviços no entorno de grandes complexos industriais.
Segundo Alonso, esta política tem gerado emprego e renda para a população das áreas envolvidas, por meio de oportunidades não somente no setor de petróleo, mas em outras áreas correlatas de bens e serviços que se beneficiam do contexto de APL.
“A economia brasileira é composta, em maioria, por micro, pequenas e médias empresas que conseguem, por meio do Prominp, oportunidades de suprimento para diversos ramos da atividade industrial. A partir disso, surgem chances para empresas de serviços de alimentação, de ensino, de pequenos reparos de equipamentos, limpeza industrial, entre outras, desenvolvendo as comunidades no entorno dos estaleiros, das refinarias e das indústrias”, exemplifica Alonso.
A sustentação desta política em longo prazo também foi tema do debate, principalmente no sentido de incentivar e qualificar empresas e profissionais para atender ao mercado externo.
“As políticas de conteúdo local serão mais eficazes dependendo de como os países vão capitalizar as oportunidades para as comunidades locais com vistas à sustentabilidade da atividade econômica. A ideia é que as políticas de conteúdo local possam ser revistas no futuro à medida que as indústrias nacionais atinjam padrões internacionais de competitividade”, salienta Alonso.
Unidade de Destilação Atmosférica da Refinaria Abreu e Lima
Na quarta-feira (3), a Petrobras acendeu os fornos da Unidade de Destilação Atmosférica (UDA) da Refinaria Abreu e Lima (Rnest). Esta nova etapa do processo de entrada em operação da Rnest consiste em aquecer e fracionar o petróleo para a posterior produção de derivados.
Com o acendimento dos fornos da UDA, o petróleo é levado gradualmente de uma temperatura de 30oC até 340oC. Durante este procedimento, todos os equipamentos, linhas e torres da unidade são aquecidos.
Assim, pode-se verificar, em escala real, o comportamento mecânico de toda a instalação. A partir do aquecimento do petróleo, inicia-se a sua separação em correntes que se transformarão em derivados, como gás combustível, gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta petroquímica, diesel e resíduo atmosférico (RAT).
Antes do acendimento dos fornos, foram realizados diversos testes, como avaliações individuais dos queimadores e de todas as válvulas de segurança.
Ao final do processo de circulação a quente de petróleo na UDA, será realizado o envio dos derivados para os tanques de armazenamento. Na sequência, haverá a partida das Unidades de Geração de Hidrogênio, de Hidrotratamento de Nafta, de Hidrotratamento de Diesel, de Coqueamento Retardado e de duas Unidades de Tratamento.
O processo de entrada em operação da refinaria iniciou em 19/11 com a gaseificação da UDA, seguida da admissão de petróleo na unidade em 24/11.
Fonte:
Agência Petrobras
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















