Economia e Emprego
Vendas no varejo surpreendem e têm melhor resultado para outubro desde 2009
PESQUISA IBGE
As vendas no comércio varejista brasileiro tiveram alta de 1,0% no mês de outubro, já com ajustes sazonais (temporários), na comparação com setembro, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12).
Esse é o melhor resultado para meses de outubro na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) desde 2009, quando as vendas cresceram 2%. O avanço também veio acima da expectativa do mercado, que girava em torno de uma alta de 0,95 %.
Também em outubro, a receita nominal (sem descontar a inflação) do comércio varejista subiu 1,3%. Nas séries sem ajuste, o varejo brasileiro cresceu, em volume de vendas, 1,8% frente a outubro do ano passado e 2,5% nos dez primeiros meses do ano. Nos últimos 12 meses, a alta é de 3,1%. A receita nominal avançou 7,9% em comparação a outubro de 2013, e 8,9% no acumulado de 2014. De janeiro a outubro, a alta foi de 9,4%.
Nove das dez atividades têm variações positivas
Em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal, nove das dez atividades registraram variações positivas em termos de volume de vendas e uma teve variação negativa. Em ordem de magnitude das taxas, os resultados foram: Veículos e motos, partes e peças (4,3%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,5%);Tecidos, vestuário e calçados (2,0%); Material de construção (1,4%);Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,4%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico(0,8%); Combustíveis e lubrificantes (0,5%); Móveis e eletrodomésticos, com (0,3%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%).
Na relação de outubro de 2014 contra outubro de 2013 (série sem ajuste), seis das oito atividades do varejo apresentaram resultados positivos, sendo, por ordem de contribuição no resultado global, as seguintes: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,8%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,1%); Combustíveis e lubrificantes (1,8%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%); Tecidos, vestuário e calçados (0,4%); e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com 0,1%. As atividades cujas taxas exerceram impactos negativos na composição global foram Móveis e eletrodomésticos (-1,8%); e Livros, jornais, revistas e papelaria, com -13,5%.
Vinte e três unidades da Federação tiveram resultado positivo
No Comércio Varejista, das 27 unidades da Federação 23 apresentaram variações positivas no volume de vendas, na comparação de outubro de 2014 com igual mês do ano anterior (série sem ajuste), com destaque para: Roraima com 20,7%, Rondônia com 14,4%; Amapá com 13,9%; Pará 12,8%; e Acre com 9,9%.
Quanto à participação na composição da taxa do varejo, destacaram-se, pela ordem: Rio de Janeiro (5,4%); Minas Gerais (3,2%); Paraná (3,6%); e Pará (12,8%).
Para o volume de vendas, os resultados em outubro de 2014 sobre o mês anterior com ajuste sazonal foram positivos para 23 estados, com as maiores taxas de variação sendo observadas em Pará (13,5%); Roraima (5,8%); Paraíba (4,5%); Tocantins (4,0%); e Amapá (3,8%).
Quanto ao Comércio Varejista Ampliado, 21 estados apresentaram variações positivas na comparação com o mesmo período do ano anterior, em termos de volume de vendas, destacando-se Roraima com 16,4%; Tocantins com 13,9%; Rondônia com 12,3%; Pará com 10,3%; e Maranhão com 7,8%. Vale observar que o estado com maior impacto negativo foi São Paulo, com taxa de -10,0%.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/comercio/pmc/
Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE
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