Economia e Emprego
Aumento de impostos será feito com cuidado e só após esgotar outras possibilidades, garante Levy
Orçamento
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta sexta-feira (9), durante bate-papo um internautas por meio do Facebook, que existe a necessidade de rebalancear alguns impostos, “até porque alguns já foram reduzidos há algum tempo e essa receita está fazendo falta”. Mas garantiu que qualquer mudança em relação ao aumento de impostos no País será feita com cuidado e “depois de a gente esgotar todas as outras possibilidades”.
Ele ressaltou que é importante que estas medidas sejam tomadas previamente a qualquer eventual agravamento da crise internacional e da situação do País. “Estamos no caminho certo, e dessa vez a gente está tentando acertar as coisas bem antes de estar numa crise. Como diz um amigo meu, estamos podendo consertar o telhado em dia de sol”.
Cortes no orçamento
Sobre a pergunta do internauta Igor Calado, acerca de gastos do governo e ajustes em benefícios, anunciados nos últimos dias, o ministro lembrou que o governo já tem tomado várias medidas em seu próprio orçamento, para gastar menos e reequilibrar a economia e que, a meta final, é preservar o pagamento das obrigações do Estado.
“O governo também mostrou, ontem [8], que está cortando nas suas próprias despesas. Aquelas despesas que se chamam de ‘custeio’, que é para pagar principalmente a máquina do governo. Usando tuas palavras, o corte nessas despesas, que foi de 1/3 [do orçamento de 2015], é essencial nesse momento. O objetivo é limitar esse tipo de despesa para, com essa economia, ter dinheiro para pagar a Previdência Social e os benefícios certos, que o governo tem obrigação de pagar, e sempre em dia”.
E enfatizou a necessidade de evitar algumas distorções, “que acabam fazendo você pagar por despesas com alguém, por exemplo, que começa a receber pensão de viúvo ou viúva aos 25 anos de idade, e vai continuar recebendo esse dinheiro do governo, talvez por mais de 50 anos, é muito importante. Não faz sentido esse desperdício com o dinheiro do povo”, alertou.
Empréstimos subsidiados e dólar
Levy acrescentou que o governo diminuiu o volume de empréstimos com juros baratos para algumas empresas. “Empréstimo barato também é pago pelo contribuinte e tem que ser dado só em situações muito especiais”, afirmou.
Sobre o câmbio, o ministro avaliou que o valor das moedas estrangeiras tem flutuado bastante e que o dólar essá mais forte em relação à maioria das moedas, inclusive o Euro e moedas da Ásia.
Respondendo a Gustavo Taouil, que gostaria de saber se haverá desvalorização do real de forma a afetar o preço das viagens internacionais que pretende fazer, Joaquim Levy respondeu que o preço da viagem, inclusive em reais, “depende para onde você vai” e desejou boa viagem.
Fonte:
Portal Brasil
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