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Economia e Emprego

Banco Central divulga dados da balança externa do País

Balanço econômico

No acumulado de 2014, despesas líquidas de US$18,7 bi constituíram o recorde da série, elevação de 2,3% em relação ao ano anterior
por Portal Brasil publicado: 23/01/2015 14h56 última modificação: 23/01/2015 14h56

De acordo com informações atualizadas até dezembro de 2014 pelo Banco Central do Brasil, o balanço de pagamentos registrou deficit de US$9,8 bilhões em dezembro, e superavit de US$10,8 bilhões em 2014.

As transações correntes apresentaram deficit de US$10,3 bilhões no mês. No ano, o resultado em conta corrente foi negativo em US$90,9 bilhões, equivalentes a 4,17% do PIB, comparativamente a deficit de US$81,1 bilhões, 3,62% do PIB, em 2013.

No mês, a conta financeira apresentou ingressos líquidos de US$1 bilhão, com destaque para os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros diretos (IED), US$6,7 bilhões. No ano, a conta financeira acumulou saldo positivo de US$99 bilhões, destacando-se novamente os ingressos líquidos de IED, que atingiram US$62,5 bilhões.

No mês, a conta de serviços foi deficitária em US$4,9 bilhões, comparativamente a deficit de US$4,2 bilhões em dezembro do ano anterior. Em 2014, a conta serviços registrou despesas líquidas de US$48,7 bilhões, elevação de 3,3% na comparação com 2013.

As despesas líquidas com aluguel de equipamentos atingiram US$2,8 bilhões no mês e US$22,7 bilhões no ano, acréscimo de 18,8% em relação a 2013. A conta de viagens internacionais apresentou deficit de US$1,6 bilhão no mês, influenciado pelos recuos de 9,6% dos gastos de estrangeiros no Brasil, e de 3,3% dos gastos de brasileiros no exterior, ambos na comparação com dezembro de 2013.

No ano, as despesas líquidas de US$18,7 bilhões constituíram o recorde da série, elevação de 2,3% em relação ao ano anterior, com receitas e despesas atingindo os níveis máximos de US$6,9 bilhões e US$25,6 bilhões, respectivamente. As despesas líquidas com transportes somaram US$651 milhões em dezembro, acumulando deficit de US$8,9 bilhões no ano, ante US$9,8 bilhões registrados em 2013.

deficit em serviços de computação e informações atingiu US$426 milhões em dezembro e US$4,4 bilhões no ano, recuo de 0,9%, comparativamente ao ano anterior. As remessas líquidas de royalties e licenças somaram US$223 milhões no mês e US$3,3 bilhões no ano, 8,8% acima do resultado de 2013.

As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$6 bilhões no mês, 20% inferiores ao observado em dezembro de 2013, acumulando US$40,3 bilhões em 2014, acréscimo de 1,2% na comparação com o ano anterior. Em dezembro, as saídas líquidas de renda de investimento direto somaram US$4,3 bilhões, dos quais US$3,8 bilhões em remessas líquidas de lucros e dividendos.

As remessas líquidas de renda de investimento em carteira totalizaram US$1,1 bilhão, dos quais US$841 milhões referentes a juros de títulos de renda fixa. As remessas líquidas de rendas de outros investimentos somaram US$639 milhões em dezembro. No ano, os pagamentos líquidos de juros alcançaram US$14,1 bilhões, ante US$14,2 bilhões no ano anterior. As remessas totais líquidas de lucros e dividendos somaram US$26,5 bilhões, elevação de 1,8% na comparação com 2013.

No mês, as transferências unilaterais somaram ingressos líquidos de US$258 milhões, acumulando no ano US$1,9 bilhão, redução de 42,9% na comparação com 2013. O ingresso bruto referente à manutenção de residentes atingiu US$1,9 bilhão em 2014, situando-se 1,7% abaixo do resultado do ano anterior.

Os investimentos brasileiros diretos no exterior somaram, em dezembro, retornos líquidos de US$2,2 bilhões, acumulando retornos líquidos de US$3,5 bilhões em 2014, acréscimo de 1,3% ante 2013. Os retornos líquidos de investimento brasileiro direto em 2014 compreenderam US$19,6 bilhões em aquisições líquidas de participação no capital de empresas no exterior, e US$23,1 bilhões de ingressos líquidos na modalidade de empréstimos de intercompanhias.

Os investimentos estrangeiros diretos registraram ingressos líquidos de US$6,7 bilhões em dezembro. No ano, os fluxos líquidos de IED alcançaram US$62,5 bilhões, redução de 2,3% comparativamente ao resultado do ano anterior. Houve ingressos líquidos em participação no capital de empresas no País, US$47,3 bilhões, e em empréstimos intercompanhias, US$15,2 bilhões, em 2014.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram saídas líquidas de US$9,5 bilhões, no mês, e ingressos líquidos de US$33,5 bilhões em 2014, comparativamente a US$34,7 bilhões, no ano anterior. Os investimentos estrangeiros em ações totalizaram saídas líquidas de US$601 milhões no mês e ingressos líquidos de US$11,5 bilhões no ano.

No mercado doméstico, os investimentos de não residentes em títulos de renda fixa apresentaram saídas líquidas de US$8,5 bilhões no mês e ingressos líquidos de US$20,1 bilhões no ano. Os ingressos líquidos referentes a bônus da República acumularam US$2,5 bilhões em 2014.

As notes ecommercial papers somaram saídas líquidas de US$409 milhões em dezembro e de US$1,1 bilhão no ano. A taxa de rolagem para papéis de médio e longo prazos, excetos bônus da República, totalizou 57% em dezembro e 90% em 2014. A redução do prazo de incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre captações externas, de 360 dias para 180 dias, favoreceu o ingresso líquido de US$457 milhões em títulos de curto prazo em 2014.

Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em retornos líquidos de US$222 milhões em dezembro e aplicações líquidas de US$44,9 bilhões no ano, compreendendo concessões líquidas de créditos comerciais e empréstimos, US$31,8 bilhões; redução de depósitos de bancos brasileiros no exterior, US$4,5 bilhões, e constituição de depósitos dos demais setores, US$17,4 bilhões.

Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$2 milhões em dezembro e de US$49,4 bilhões no ano. O crédito comercial de fornecedores registrou amortizações líquidas de US$203 milhões no mês, e desembolsos líquidos de US$11,5 bilhões no ano, concentrados em operações de curto prazo. Os empréstimos de médio e longo prazos apresentaram ingressos líquidos de US$1,4 bilhão, em dezembro, e de US$19,3 bilhão no ano.

A taxa de rolagem dos empréstimos diretos de médio e longo prazos somou 203% no mês e 191% em 2014. No ano, os empréstimos diretos e junto a organismos totalizaram ingressos líquidos de US$17,1 bilhões e de US$3,5 bilhões, respectivamente, enquanto os empréstimos de compradores e agências acumularam amortizações líquidas de US$1 bilhão e US$274 milhões, na ordem. Os ingressos líquidos de empréstimos de curto prazo atingiram US$1,1 bilhão no mês e US$21,6 bilhões no ano.

Reservas internacionais

As reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$374,1 bilhões em dezembro, redução de US$1,6 bilhão em relação ao mês anterior. No mês, as operações de linhas com compromisso de recompra somaram vendas de US$10,3 bilhões, elevando o estoque desses ativos para US$10,5 bilhões. A receita de remuneração das reservas atingiu US$237 milhões.

As variações por preços reduziram o estoque em US$554 milhões, enquanto as variações por paridades provocaram diminuição de US$1,5 bilhão. No conceito caixa, o estoque de reservas totalizou US$363,6 bilhões em dezembro, redução de US$11,9 bilhões em relação ao mês anterior.

Dívida externa

A posição da dívida externa bruta estimada para dezembro totalizou US$347,6 bilhões, elevação de US$9,3 bilhões em relação ao montante apurado para setembro de 2014. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$293 bilhões, aumento de US$6 bilhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$54,6 bilhões, elevação de US$3,2 bilhões.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, destacam-se os empréstimos tomados pelo setor bancário, US$3,1 bilhões, pelo setor não financeiro, US$1,7 bilhão, pelo governo, US$2,1 bilhões, e a redução provocada pela variação por paridades, US$1,9 bilhão. A variação da dívida externa de curto prazo no período é explicada por empréstimos de curto prazo tomados pelo setor não financeiro e financeiro, US$1,4 bilhão e US$1,9 bilhão, respectivamente.

Fonte:
Banco Central do Brasil

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