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Economia e Emprego

Inflação medida pelo IGP-M desacelera a 0,55% na 2ª prévia de janeiro, diz FGV

CENÁRIO ECONÔMICO

Queda foi puxada pelo recuo da inflação no atacado, que avançou apenas 0,37%, contra os 0,71% observados no segundo decênio de dezembro
publicado: 19/01/2015 15h09 última modificação: 19/01/2015 15h29

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,55% no segundo decênio de janeiro (período de dez dias), o que significa uma queda de 0,1 ponto percentual em relação aos 0,65% da alta do segundo decêndio de dezembro de 2014. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19), pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

O IGP-M é usado para corrigir valores de contratos de energia elétrica e aluguel de imóveis, entre outros. O recuo de janeiro foi puxado pela desaceleração nos preços no atacado, o que compensou o avanço no varejo. Os preços dos alimentos in natura impediram que ocorresse uma queda ainda maior desse indicador em janeiro, em relação à segunda prévia de dezembro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, avançou 1,06% na segunda prévia deste mês, contra alta de 0,66% em igual período de dezembro. Cinco das oito classes de despesas deste grupo registraram taxas maiores. Mas a principal contribuição partiu do grupo Alimentação, que avançou de 0,64% na segunda prévia de dezembro para 1,49% na segunda prévia de janeiro, com destaque para o item hortaliças e legumes, que saltou de uma alta de 5,07% para 11,74%.

Por outro lado, contribuiu para a desaceleração geral, registrada no segundo decênio, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avançou apenas 0,37%, resultado 0,34 ponto percentual abaixo dos 0,71% da variação observada no segundo decênio de dezembro. O subíndice preços ao produtor mede a inflação nos preços no atacado e têm peso de 60% na composição do IGP-M e, com isso, a taxa geral foi para baixo.

Dentro do IPA, o subgrupo alimentos in natura passou de 2,20% na segunda prévia de dezembro para 10,47% na segunda prévia de janeiro, maior contribuição para a taxa de variação dos Bens Finais, que pulou de 1,07% para 1,26%, único subgrupo a mostrar aceleração no período.

Já a deflação de - 0,69% no grupo Matérias-Primas Brutas em janeiro, após a taxa de 0,17% em dezembro, teve influência do milho em grão (caindo de 9,51% na segunda prévia de dezembro para -0,25% na segunda prévia de janeiro), bovinos (de 3,57% para 0,56%) e laranja (de 1,75% para -8,07%).

A taxa de variação do grupo bens intermediários caiu 0,44 ponto percentual no período, recuando de 0,8% em dezembro para 0,36%, em janeiro. O destaque foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que apresentou desaceleração de 0,63% para 0,23%.

No segundo decênio de janeiro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,46% em janeiro, após avanço de 0,28% na segunda prévia do mês anterior. O subíndice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,47%. No mês anterior, a taxa foi de 0,29%. O subíndice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de variação de 0,46%. No mês anterior, este índice variou 0,28%.

Fonte: Portal Brasil com informações da Fundação Getúlio Vargas

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