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Economia e Emprego

IPCA-15 de janeiro fica em 0,89%

Inflação

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice foi para 6,69%, acima do resultado de 6,46% registrado em 2014
por Portal Brasil publicado: 23/01/2015 14h39 última modificação: 23/01/2015 14h39

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,89% em janeiro e ficou 0,10 ponto percentual acima da taxa de 0,79% de dezembro. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice foi para 6,69%, acima do resultado de 6,46% registrado em 2014. Em janeiro de 2014 a taxa havia sido 0,67%.

Os dados completos do IPCA-15 podem ser acessados na página do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, a maioria mostrou resultados superiores aos de dezembro:

Grupo

Variação (%)

Impacto (p.p.)

Dezembro

Janeiro

Dezembro

Janeiro

Índice Geral

0,79

0,89

0,79

0,89

Alimentação e Bebidas

0,94

1,45

0,23

0,36

Habitação

0,71

1,23

0,10

0,18

Artigos de Residência

0,05

-0,55

0,00

-0,02

Vestuário

0,44

0,51

0,03

0,03

Transportes

1,59

0,75

0,29

0,14

Saúde e Cuidados Pessoais

0,46

0,38

0,05

0,04

Despesas Pessoais

0,71

1,39

0,08

0,15

Educação

0,10

0,30

0,01

0,01

Comunicação

-0,08

-0,04

0,00

0,00

O item carnes liderou os principais impactos individuais do mês, com 0,09 ponto percentual (p.p.) e alta de 3,24%. Junto com vários outros itens que exerceram pressão, como batata-inglesa (32,86%) e feijão carioca(24,25%), levou o grupo Alimentação e Bebidas a ser, com variação de 1,45%, responsável por 40% do IPCA-15 de janeiro, detendo 0,36 ponto percentual (p.p.). 

No ranking dos principais impactos, a energia elétrica veio na segunda colocação, com 0,08 ponto percentual e alta de 2,60%. À exceção da região metropolitana de Fortaleza (-4,82%) e de Salvador (-1,91%), cujas contas tiveram queda na parcela referente ao PIS/Cofins, as demais apresentaram alta, com destaque para Porto Alegre, que chegou a 11,80% tendo em vista o reajuste de 22,41% em uma das concessionárias desde 8 de dezembro.

Neste mês de janeiro, em todas as regiões, foi apropriada parte do efeito do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança do gasto com usinas térmicas, que passou a vigorar a partir de primeiro de janeiro. Além da energia, os gastos com Habitação, que subiram 1,23%, foram influenciados pelos seguintes itens: aluguel residencial (1,26%); mão de obra para pequenos reparos (0,95%); condomínio (0,81%); e taxa de água e esgoto (0,77%).

Seguindo os principais impactos no mês, os ônibus urbanos vieram em terceiro lugar, com 0,07 p.p. e alta de 2,85%, tendo em vista reajustes ocorridos nas seguintes regiões: Rio de Janeiro (4,67%), com reajuste de 13,34% em 02 de janeiro; Belo Horizonte (4,21%), com 8,77% em 29 de dezembro; São Paulo (4,00%), com 16,66% em 06 de janeiro; Salvador (2,31%), com 7,00% em 02 de janeiro; e Recife (1,00%), com 13,50% em 11 de janeiro.

Houve, também, aumento nas tarifas dos intermunicipais, que ficou em 3,89%, sob pressão do Rio de Janeiro (2,89%), com reajuste de 12,46% em 10 de janeiro; Belo Horizonte (9,00%), com 9,31% em 17 de dezembro; São Paulo (8,46%), com 16,60% em 06 de janeiro; e Fortaleza (6,72%%), com 11,00% em 29 de dezembro.

Mesmo assim, com alta nos ônibus urbanos (2,85%), intermunicipais (3,89%) e ainda, no táxi (1,08%), conserto de automóvel (2,47%) e etanol (1,27%), o grupo dos Transportes foi para 0,75%, enquanto havia apresentado alta de 1,59% no mês anterior. Isto porque as tarifas aéreas, que haviam pressionado o índice de dezembro com 42,42%, foram para -4,21 %.

No grupo das Despesas Pessoais, cujo resultado foi 1,39%, o destaque ficou com o item empregado doméstico, que subiu 1,49%, além de outros serviços como cabeleireiro (1,54%) e manicure (1,82%). Além disso, foi registrada variação de 3,02% nos cigarros, reflexo do reajuste praticado pelas indústrias.

Dentre os índices regionais, o maior foi o do Rio de Janeiro (1,35%), sob pressão dos alimentos (1,96%) e das tarifas de ônibus urbano (4,67%), item que refletiu parte do reajuste de 13,34% que entrou em vigor a partir de 02 de janeiro. O menor índice foi o de Salvador (0,49%), onde os combustíveis tiveram queda 1,56%, além da energia elétrica que também apresentou queda (-1,91%) em função de redução das alíquotas do PIS/Cofins:

Região

Variação Mensal (%)

Variação Acumulada (%)

Dezembro

Janeiro

12 Meses

Rio de Janeiro

1,32

1,35

8,15

Goiânia

1,33

1,15

7,75

Porto Alegre

0,57

1,12

7,41

São Paulo

0,67

0,92

6,47

Belém

0,94

0,85

6,84

Fortaleza

1,14

0,72

6,34

Belo Horizonte

0,41

0,72

5,98

Curitiba

0,77

0,70

6,58

Brasília

1,14

0,67

6,88

Recife

0,37

0,55

6,04

Salvador

0,81

0,49

5,67

Brasil

0,79

0,89

6,69

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de dezembro de 2014 a 13 de janeiro de 2015 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de novembro a 12 de dezembro de 2014 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Fonte:

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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